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Caio Júlio César

Caio Júlio César

Busto de Júlio César, em Roma

Caio Júlio César, nascido no dia 13 de Julho do ano 100 a.C., foi um patrício, líder militar e político romano, transformando a República Romana no Império Romano.

César foi eleito Questor pela Assembleia do Povo em 69 a.C., com apenas trinta anos de idade, como estipulava o cursus honorum romano. No sorteio subsequente, calhou-lhe um cargo na província romana da Hispania Ulterior, situada mais ou menos nos modernos Portugal e sul de Espanha, cargo que ocupou durante 4 anos. No regresso a Roma, César prosseguiu a carreira como advogado até ser eleito Edil em 65 a.C., o primeiro cargo do cursus honorum a deter imperium, ou seja, autoridade. As funções de um Edil podem ser equiparadas às de um moderno Presidente da Câmara Municipal e incluíam a regulação das construções, do trânsito, do comércio e outros aspectos da vida diária.

Mas o cargo poderia ser um presente envenenado, pois incluía a organização dos jogos no Circo Máximo, o que, dado o limitado orçamento público, exigia a aplicação dos fundos privados do Edil. Isto era especialmente verdade no caso de César, que pretendia realizar jogos memoráveis para impulsionar a sua carreira política. César  aplicou todo o seu engenho para o conseguir, chegando até a desviar o curso do Rio Tibre para uma representação no circo, mas acabou o ano com dívidas na ordem das várias centenas de talentos de ouro, o equivalente a vários milhões de euros actuais.

As suas conquistas na Gália, já como governante próspero e respeitado, estenderam o domínio romano até ao Oceano Atlântico, um feito de consequências profundas na História da Europa. No fim da sua vida, Júlio César lutou numa guerra civil com a facção conservadora do Senado romano, cujo líder era Pompeu. Depois da derrota dos Optimates, tornou-se ditador vitalício e iniciou uma série de reformas administrativas e económicas em Roma.

O seu assassinato nos idos de Março de 44 a.C., mais precisamente no dia 15 de Março, por um grupo de senadores travou o seu trabalho e abriu caminho a uma instabilidade política que viria a culminar no fim da República e início do Império Romano. Os feitos militares de César são conhecidos através do seu próprio punho e de relatos de autores como Suetónio e Plutarco.

Batalha do Jenipapo

Batalha do Jenipapo

Cemitério onde estão os corpos dos combatentes, no Monumento do Jenipapo

A Batalha do Jenipapo, a única verdadeira batalha durante o processo de independência do Brasil, ocorreu nas margens do riacho de Jenipapo no dia 13 de Março de 1823, sendo decisiva para as intenções de independência do Brasil e consolidação do território nacional.

Esta batalha consistiu na luta de várias capitanias contra as tropas do Major João José da Cunha Fidié, o comandante das tropas portuguesas, encarregadas de manter o norte da ex-colónia fiel à Coroa Portuguesa. Apesar da grande derrota dos brasileiros, este confronto resultou num desviar de atenção da capital de então, Oeiras. Caso o Major continuasse a marchar para Oeiras, talvez não encontrasse resistência e cumpriria o seu objectivo de manter o norte fiel ao Império.

Apesar desta data quase não estar assinalada dos livros de História Brasileiros, foi graças aos homens que nela lutaram que hoje não existem dois territórios brasileiros, mas sim um Brasil unido e um dos primeiros países verdadeiramente independentes.

Satyagraha do Sal

Satyagraha do Sal

Ghandi durante a Marcha do Sal

A Marcha do Sal ou Satyagraha do Sal foi um acto de protesto contra a proibição, imposta pelos britânicos, da extracção de sal na Índia colonial. Gandhi caminhou de Sabarmati Ashram a Dandi, para extrair um pouco de sal para si, tendo-se juntado um grande número de indianos à marcha. Porém, as autoridades locais decidiram não intervir no protesto que decorreu de 12 de Março até 6 de Abril de 1930.

No dia 12 de Março de 1930, Mahatma Gandhi e vários dos seus discípulos iniciaram uma marcha em protesto ao domínio britânico na Índia. A caminhada, de quase 400 quilómetros, durou 25 dias em direcção ao litoral. Gandhi e os seus seguidores pararam de cidade em cidade para descansar, conseguindo assim mais simpatizantes. O protesto foi incitado pelo facto de que, naquela época, os indianos eram obrigados a comprar produtos industrializados do Reino Unido, sendo proibidos inclusive de extrair sal no seu próprio país.

No dia 6 de Abril, depois do banho, ritual sagrado para os hindus, Gandhi apanhou um punhado de sal à beira-mar, sendo o seu gesto repetido simbolicamente pelos milhares de indianos presentes. Em resposta, as autoridades prenderam mais de 50 mil indianos, entre eles o próprio Gandhi. Mesmo com a prisão de Ghandi, a marcha continuou, em direcção às salinas no norte de Bombaim.

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