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Artur Semedo

Artur Francisco da Cunha Semedo nasceu em Arronches, no distrito de Portalegre, a 2 de Novembro de 1924, ficando para a História por ter sido um famoso cineasta e actor português. Desde cedo que as Artes despertaram um interesse especial na vida de Artur Semedo, tendo ingressado no Conservatório Nacional de Teatro em 1949, após ter estado no Colégio Militar e nas Universidades de Coimbra.

No cinema nacional, Semedo participou em mais de 20 filmes desde 1951 até 1992, ano da sua última aparição pública. Das suas magníficas contribuições destacamos a sua participação no filme Nazaré (1952), A Maluquinha de Arroios (1970), na televisão no Humor de Perdição, com Herman José, bem como escrevendo e realizando vários filmes como Um Crime de Luxo (1987) ou O Querido Lilás (1986), também com Herman José.

Porém a sua condição física e já avançada idade obrigaram Semedo a retirar-se do mundo artístico até à sua morte, no dia 8 de Fevereiro de 2001. Passado um ano do seu falecimento, a Sociedade Portuguesa de Autores atribuiu a Semedo um prémio póstumo, pelas suas preciosas contribuições para o mundo das Artes.

Facebook

Hoje celebra-se a fundação de uma das Redes Sociais mais famosas, o Facebook. Considerado um website de relacionamento social, este foi lançado a 4 de Fevereiro de 2004 por Mark Zuckerberg, um ex-estudante de Harvard. Inicialmente, a adesão ao Facebook era restrita apenas aos estudantes da Universidade Harvard, tendo sido progressivamente expandida ao MIT e a outras Universidades Norte-Americanas.

Eventualmente, pessoas com endereços de e-mail de universidades (por exemplo, .edu, .ac.uk) em todo o mundo eram eleitas para ingressar na rede. Um marco importante foi o dia 27 de Fevereiro de 2006: o Facebook passou a aceitar também estudantes do Ensino Básico e Secundário, bem como algumas empresas. Só a 11 de Setembro de 2006, é que o registo foi aberto a todos os que quiserem aderir.

O Facebook possui actualmente mais de 120 milhões de utilizadores activos, sendo o 7º site mais utilizado no mundo, sendo ainda o maior site de partilha de imagens dos Estados Unidos, com mais de 60 milhões de novas fotografias publicadas por semana.

Kaúlza de Arriaga

ArriagaKaúlza de Arriaga nasceu no Porto a 18 de Janeiro de 1915 e morreu a 3 de Fevereiro de 2004.

Arriaga foi um general português, escritor, professor e político, descendente de família açoriana, onde completou o curso superior de Matemática e Engenharia. Formar-se-ia com distinção, mais tarde, nos cursos de Estado-Maior de Altos Comandos, no Instituto de Altos Estudos Militares.

Foi ministro da Defesa Nacional entre 1953 e 1955, entre outros cargos políticos de relevo. Sob ordens de Salazar e de Marcello Caetano, foi comandante das Forças Terrestres em Moçambique durante a Guerra do Ultramar nas regiões moçambicanas. Foi também membro do Conselho da Ordem Militar de Cristo.

Depois de concluir os seus estudos em Matemática e Engenharia, foi para o Exército Português, como voluntário a 1 de Novembro de 1935, tendo acabado o curso de Engenharia Militar e Civil da Academia Militar, em 1939.Em 1949, terminou o curso do Estado-Maior e dos Altos Comandos do Instituto de Estudos Militares.

Como militar, esforçou-se na reforma dos sistemas de recrutamento e de treino, preocupou-se com a modernização dos transportes aéreos militares e incentivou o Corpo de forças Pára-quedistas e a sua integração na Força Aérea. Ficou conhecido principalmente pelas campanhas militares que comandou em Moçambique, durante a Guerra do Ultramar, sobretudo na grandiosa Operação Nó Górdio, que resultou num enorme fiasco militar.

Colaborador fiel de Oliveira Salazar e de Marcelo Caetano, chegando a ser decisivo no controlo do golpe de Estado de 1961, Kaúlza teve várias funções de carácter civil e militar, como a de Chefe de Gabinete do Ministério da Defesa, de Sub-secretário de Estado da Aeronáutica, de professor do Instituto de Altos Estudos Militares, presidente da Junta de Energia Nuclear, de presidente executivo da empresa de petróleos Angola S. A. e de comandante das forças terrestres em Moçambique. Depois do 25 de Abril de 1974 criou o Movimento para a Independência e Reconstrução Nacional em 1977, partido de Extrema-direita do qual foi presidente e que foi extinto a seguir as eleições legislativas de 1980.

Sofrendo da doença de Alzheimer, morreu em 2004 em Lisboa.

Clemente XIII

Clemente XIIIClemente XIII, nascido Carlo della Torre Rezzonico, nasceu em Veneza a 7 de Março de 1693 e morreu em Roma a 2 de Fevereiro de 1769. Foi Papa de 6 de Julho de 1758 ate a sua morte.

Nasceu em Veneza e era filho do barão João Batista della Torre Rezzonico e de Vitória Barbarigo. No início do pontificado, Clemente XIII escreveu cartas aos soberanos da Europa, empenhados na guerra dos Sete Anos. O novo Papa conseguiu extinguir a velha animosidade entre a sua cidade natal, e a sede do Papado, Roma. Socorreu o povo na carestia de 1764, acolhendo 14 mil pessoas. Obrigou os latifundiários dos Estados Papais a plantarem as suas terras. Mandou velar nos museus as obras artísticas de consideradas por alguns realismo exagerado. Controlou abusos de copistas, que se serviam dos Arquivos romanos. Reprovou o livro em que João Nicolau de Hontheim, escondido atrás do pseudónimo de Justinus Febronius, atacava a soberania do Papa.

A negação de toda a Religião, pregada sob a capa de racionalismo por Voltaire, Rousseau e outros, desencadeou a perseguição aos batalhadores da Igreja, os Jesuítas. Em Portugal, o Marquês de Pombal implicou-os num atentado contra o Rei D. José, originando o Processo dos Távoras e a expulsão de todos os Jesuítas para o Brasil.

Vídeo do Dia – Funeral do Rei D. Carlos

Regicídio de 1908

O Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908, ocorrido na Praça do Comércio, marcou profundamente a História de Portugal, resultando deste atentado a morte do Rei D. Carlos e do Príncipe Real D. Luís Filipe. O atentado foi uma consequência do clima de crescente tensão que perturbava o aspecto politico português. O Rei, a Rainha e o Príncipe Real encontravam-se então em Vila Viçosa, no Alentejo, onde costumavam passar uma temporada de caça no inverno. O infante D. Manuel, futuro Rei, havia regressado dias antes, por causa dos seus estudos como aspirante na marinha.

Os acontecimentos acima descritos levaram D. Carlos a antecipar o regresso a Lisboa, tomando o comboio, na estação de Vila Viçosa, na manhã do dia 1 de Fevereiro. Durante o caminho, o comboio sofre um ligeiro descarrilamento junto ao nó ferroviário de Casa Branca, provocando um atraso de quase uma hora. A comitiva régia chegou ao Barreiro ao final da tarde, onde tomou o vapor “D. Luís”, com destino ao Terreiro do Paço, em Lisboa, onde desembarcaram, na Estação Fluvial Sul e Sueste, por volta das 5 horas da tarde, onde eram esperados por vários membros do governo, incluindo João Franco, além dos infantes D. Manuel e D. Afonso, o irmão do rei. Apesar do clima de grande tensão, o monarca optou por seguir em carruagem aberta, envergando o uniforme de Generalíssimo, para demonstrar normalidade. A escolta resumia-se aos batedores protocolares e a um oficial a cavalo, Francisco Figueira Freire, ao lado da carruagem do rei.

Quando se deu o atentado, encontravam-se poucas pessoas no Terreiro do Paço. Aquando do primeiro tiro, os conspiradores debruçam-se sobre a carruagem real e atiram sobre o Rei e o Príncipe. Os assassinos, Manuel Buíça, professor primário, e Alfredo Costa, comerciante de Lisboa, atiram várias vezes sobre o Rei e a sua carruagem. A Rainha apenas se defendeu com o que tinha na mão, um ramo de flores, agredindo os atacantes.

Ao anoitecer, o Infante D. Manuel é coroado Rei de Portugal, que, devido às crescentes instabilidades sociais e à sua inexperiência para liderar, será o último Monarca do País.

Com este bárbaro atentado, a Europa ficou revoltada, uma vez que D. Carlos era estimado pelos restantes Chefes de Estado europeus, e ainda mais pelo facto de não se ter tratado de um acto isolado, mas sim uma organização metódica. Jornais de todo o mundo publicam imagens do atentado, baseadas nas descrições, com elementos mais ou menos fantasiosos, mas sendo sempre presente a imagem de Dª Amélia, de pé, indiferente ao perigo, fustigando os assassinos com um frágil ramo de flores. Em Londres, os jornais exibiam fotos das campas dos assassinos, cobertas de flores, com a legenda “Lisbon’s shame!” (A Vergonha de Lisboa).

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