O Cisma do Ocidente foi uma ruptura que ocorreu na Igreja Católica em 1378.

As motivações deste cisma não foram de ordem teológica mas sim política, resultado do fim do Papado de Avignon. O cisma terminou décadas mais tarde, no Concílio de Constança de 1414, com o papado restabelecido em Roma.

O Concílio de Constança, que teve lugar entre 1414 e 1418 em Constança. O seu principal objectivo foi acabar com o cisma que tinha resultado do Papado de Avignon.

Na altura em que o concílio foi convocado, havia três papas, todos eles clamavam legitimidade. Alguns anos antes, num dos primeiros golpes que afectaram o movimento conciliador, os bispos do concílio de Pisa tinham deposto ambos os papas anteriores e elegido um terceiro papa, argumentando que em tal situação, um concílio de bispos tem mais autoridade do que um só papa. Isto apenas contribuiu para agravar o cisma.

Este Concílio, iniciado em 1414, teve lugar para resolver a questão do cisma do Ocidente, tornando-se logo numa arena de luta política.

Após acesa discussão, que incluiu interferência e ameaças dos poderes seculares, o Concílio recomendou a abdicação dos três papas e a eleição de um único novo papa de consenso geral.O Papa Gregório XII, de Roma, acedeu e resignou, mas os antipapas de Avinhão foram depostos.

Finalmente, a 11 de Novembro de 1417, a assembleia do concílio elegeu Martinho V, pondo fim ao cisma.

 

O Grande Cisma do Ocidente