António Joaquim Tavares Ferro, nascido em 17 de Agosto de 1895, ficou para a história pelo seu papel na Imprensa portuguesa e no Estado Novo.

Ao longo da sua carreira, desempenhou funções Revista Orpheu, no diário O Jornal 1919 (comunicação oficial do Partido Republicano Conservador), n’O Século, no Diário de Lisboa e no Diário de Notícias.

Fora a sua carreira de jornalista, com elevado prestígio e reconhecimento, António Ferro era um apaixonado pelas artes, tendo participado em várias publicações de poesia e prosa.

Porém, ficou na História pelo seu papel durante o Estado Novo: foi Director do Secretariado Nacional de Propaganda do Estado Novo, departamento por si criado.

António Ferro (à direita) com António de Oliveira Salazar (ao centro)
António Ferro (à direita) com António de Oliveira Salazar (ao centro)

Nesta função, Ferro criou e desenvolveu a concepção visível do Estado Novo: a arquitectura, a linguagem política, a imagem típica do País, os tipos de letra, a cultura popular e bairrista, o Fado enquanto elemento agregador da cultura e, claro, o teatro e cinema português.

Como homem de cultura e de espírito, serviu-se do Secretariado por si fundado não apenas para a política, mas também para defender e divulgar os artistas e as obras mais arrojadas da modernidade portuguesa, tendo sido durante a sua acção, que o teatro e cinema português mais se desenvolveram.

Morre neste dia, em 1956.

António Ferro e a Cultura no Estado Novo