Diário Universal | 2006 | Dezembro | 04

Arquivo de 04 Dezembro 2006

Sá Carneiro

Sá Carneiro

Francisco Sá Carneiro

Francisco Manuel Lumbrales de Sá Carneiro, nasceu no Porto, a 19 de Julho de 1934 e morreu em Camarate, 4 de Dezembro de 1980, num atentado de avião. Foi um político português, fundador e líder do Partido Popular Democrático/Partido Social-Democrata, tendo ainda sido primeiro-ministro de Portugal, durante cerca de onze meses, no ano de 1980.

Advogado de profissão, formado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, foi eleito pelas listas da Acção Nacional Popular, o partido único do regime Salazarista, para a Assembleia Nacional, o parlamento fantoche do regime, convertendo-se num líder da Ala Liberal , onde desenvolveu diversas iniciativas tendentes à gradual transformação da ditadura numa democracia típica da Europa Ocidental. Colaborou com Mota Amaral na elaboração de um projecto de revisão constitucional, apresentado em 1970. Não tendo alcançado os objectivos aos quais se propusera, demitiu-se do cargo de deputado com outros membros da Ala Liberal, entre os quais Francisco Pinto Balsemão.

Em Maio de 1974, após o 25 de Abril, Sá Carneiro fundou o Partido Popular Democrata (PPD), entretanto chamado Partido Social-Democrata (PSD), juntamente com Francisco Pinto Balsemão e José Magalhães Mota, vindo a ser o primeiro Secretário-Geral do novo partido.

Foi nomeado Ministro sem pasta em diversos governos provisórios,  mas seria eleito deputado à Assembleia Constituinte no ano seguinte, e em 1976, eleito para a I Legislatura da Assembleia da República.

Cartaz da AD
Carta de Campanha da Aliança Democrática

Em Novembro de 1977, demitiu-se da chefia do partido, mas seria reeleito no ano seguinte para desempenhar a mesma função.

Em finais de 1979, criou a Aliança Democrática, uma coligação entre o seu PPD/PSD, o Centro Democrático Social-Partido Popular de Diogo Freitas do Amaral, o Partido Popular Monárquico de Gonçalo Ribeiro-Telles, e alguns independentes. A coligação vence as eleições legislativas desse ano com maioria absoluta. Dispondo de uma ampla maioria a apoiá-lo, a maior coligação governamental até então desde o 25 de Abril, foi chamado pelo Presidente da República Ramalho Eanes para liderar o novo executivo, tendo sido nomeado Primeiro-Ministro a 3 de Janeiro de 1980, sucedendo assim a Maria de Lurdes Pintassilgo.

Faleceu na noite de 4 de Dezembro de 1980, num trágico e nunca completamente esclarecido atentado, quando o avião no qual seguia se despenhou em Camarate, quando se dirigia ao Porto para participar num comício de apoio ao candidato presidencial da coligação, o General António Soares Carneiro. Juntamente com ele faleceu o Ministro da Defesa, o democrata-cristão Adelino Amaro da Costa, bem como a sua companheira Snu Abecassis, para além de assessores, piloto e co-piloto.

Após o atentado terrorista de 1980, em homenagem, o aeroporto internacional do Porto, para o qual ele se dirigia, foi posteriormente rebaptizado com o seu nome, apesar das objecções de que não seria elegante dar a um aeroporto o nome de alguém vítima de um desastre aéreo.

O Cardeal Richelieu

Cardeal de RichelieuArmand Jean Du Plessis, Cardeal de Richelieu, foi um importante duque e político francês, tendo nascido em Paris, no ano de 1585, tendo falecido no dia 4 de Dezembro de 1642. Foi também primeiro-ministro de Luís XIII de 1628 a 1642, sendo o principal arquitecto do absolutismo real na França e da liderança francesa na Europa.

Foi consagrado Bispo de Luçon em 1607 e orador do clero nos Estados Gerais de 1614, passando a fazer parte do conselho da regente Maria de Médici por volta de 1616. Veio a tornar-se cardeal em 1622.

Foi temporariamente excluído após a ascensão ao poder de Luís XIII, mas em 1624 já contava com a confiança do rei, entrando no Conselho do rei, onde rapidamente tornou-se a personagem principal.

O CardealRichelieu foi o responsável pela destruição do poder político e capacidade militar dos huguenotes e deu continuidade à política absolutista de Henrique IV. Alheou o partido católico “Dévot” e a hierarquia judicial, tendo-se esforçado por submeter os nobres a controlo e reprimiu as conspirações contra ele. A sua administração foi assinalada por reformas úteis nas finanças, no exército e na legislação.

Foi o criador do absolutismo real, pôs fim aos privilégios provinciais com a centralização administrativa e a instituição de intendentes. Fundou a Academia Francesa, sendo a sua política de tributação entre as classes mais baixas um desastre, criou um estado de revoltas.

Tendo necessidade de dinheiro para financiar a activa política externa contra o poder da casa da �ustria e, durante a Guerra dos Trinta Anos, subsidiando os protestantes holandeses, dinamarqueses e suecos para que lutassem contra os Habsburgos, veio a conhecer influentes famílias europeias, pedindo financiamentos.

Financiou e fomentou várias rebeliões e resistências. Veio a falecer, deixando a França num regime de terror. O seu sucessor tentou manter a sua política, tendo bastante êxito.

Papa Adriano IV

Adriano IVEleito hoje, em 1154, o Papa Adriano IV nasceu inglês, perto de Saint Albans, por volta do ano 1100. Era filho de um clérigo que abraçou a vida monástica. Vendo-se na penúria, Nicolau, que seria o único papa de origem britânica, foi para França e tornou-se cónego regular de Santo Agostinho.

Tornou-se prior do mosteiro de cónegos regrantes de São Rufus, em Avinhão, e sendo enviado ao Papa Gregório III para ser julgado pela acusação de excessiva dureza no exercício do cargo, o pontífice reconheceu as suas qualidades e tornou-o bispo-cardeal de Albano, em 1149.

Depois de eleito (4 de Dezembro de 1154), e consagrado pouco tempo depois, Adriano diligenciou a reposição da autoridade papal na cidade de Roma, dominada pelos partidários de Arnaldo de Brescia e da sua doutrina, que defendia a mais pura pobreza clerical. Dadas as graves consequências da agitação entre as duas facções, o Papa decidiu excomungar a cidade de Roma, o que induziu o senado a render-se e retirar todos os títulos e terras a Arnaldo de Brescia. Este foi finalmente entregue por Frederico Barbarossa, aquando da sua coroação como imperador em 1155, e finalmente morto em Roma.

Adriano IV governou até 1 de Setembro de 1159, defendendo com todos os meios a primazia do papado sobre o império, desafiando o imperador Frederico Barbarossa.

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