PragaA Primavera de Praga, realizada em 1968 na Checoslováquia, é o movimento liderado por intelectuais reformistas do Partido Comunista Checo interessados em promover grandes mudanças na estrutura política, económica e social do país. A experiência de um socialismo com face humana foi comandada pelo líder do Partido Comunista local, Alexander Dubcek. A proposta surpreendeu a sociedade checa, que em 5 de Abril de 1968 soube das propostas reformistas dos intelectuais comunistas.

O objectivo de Dubcek era desestalinizar o país, removendo os vestígios de despotismo e autoritarismo, que considerava aberrações no sistema socialista. Com isso, o secretário-geral do partido prometeu uma revisão da Constituição, que garantiria a liberdade do cidadão e os direitos civis. A abertura política abrangia o fim do monopólio do partido comunista e a livre organização partidária, com uma Assembleia Nacional que reuniria democraticamente todos os segmentos da sociedade checa. A liberdade de imprensa, o Poder Judiciário independente e a tolerância religiosa eram outras garantias expostas por Dubcek.

A União Soviética, temendo a influência que uma Checoslováquia democrática e socialista, independente da influência soviética e com garantias de liberdades à sociedade, pudesse passar às nações socialistas e às democracias populares, mandou tanques do Pacto de Varsóvia invadirem a capital Praga a 20 de Agosto de 1968. Confrontos entre tropas do Pacto e manifestantes aconteceram nas ruas da cidade. Dubcek foi detido por soldados soviéticos. Ele foi levado a Moscovo e destituído do cargo.

As reformas foram canceladas e o regime de partido único continuou a vigorar na Checoslováquia. Em protesto contra o fim das liberdades conquistadas, o jovem Jan Palach ateou fogo ao próprio corpo numa praça de Praga a 16 de Janeiro de 1969.

Primavera de Praga