Decorria o ano de 1934, quando o levantamento operário fez tremer Salazar e o perturbou seriamente. Os acontecimentos tiveram o palco principal na Vila Vidreira. Em menos escala, actos semelhantes sucederam-se em diversos locais do País.

De 17 para 18 e durante todo o dia 18 de Janeiro, aconteceram pelo País acções de desespero, tendo havido cortes de linhas telegráficas, descarrilamento de comboios, explosões, assaltos a postos policiais, entre tantos outros actos de rebelião contra o Governo Central. Contudo foi na Marinha Grande onde o movimento operário teve expressão devido ao facto de maior coesão de trabalhadores.

Salazar promulga em 23 de Setembro de 1933, o Estatuto do Trabalho Nacional e com ele, os Sindicatos Nacionais, os Grémios e as Corporações. Os sindicatos livres, foram encerrados e em 31 de Dezembro de 1933, impediu a liberdade sindical.

Com a crise económica de 1929, crise mundial, suprimem-se as mais elementares liberdades individuais e aumenta-se a repressão e exploração sobre os trabalhadores. O desemprego e a coacção sobre as massas operárias era tão evidente e tão anormal que o 18 de Janeiro surgiu, como promissor e desejado salvador.

À data do movimento não existia, infelizmente, uma completa identificação de pontos de vista entre os trabalhadores nacionais, razão pelo fracasso do golpe.

Revolta da Marinha Grande