CalígulaGaius Caesar Germanicus, conhecido por Calígula, nasceu a 31 de Agosto no ano de AD 12 e morreu a 24 de Janeiro de AD 41.

Calígula foi o terceiro Imperador romano, reinante entre 37 e 41. Ficou conhecido pela sua natureza extravagante e por vezes cruel, tendo sido assassinado pela guarda pretoriana em 41, aos 29 anos. A sua alcunha Calígula, que significa botinhas em português, foi posta pelos soldados das legiões comandadas pelo pai, que achavam graça vê-lo mascarado de legionário, com pequenas caligae, sandálias militares, nos pés.

Calígula escapou aos assassinatos e entrou no favor de Tibério. Quando o imperador morreu em 37, o testamento designava-o como herdeiro, em conjunto com Tibério Gemelo, neto do falecido Tibério. Calígula era já um homem ambicioso e não perdeu tempo. Dois dias depois, a 18 de Março, faz com que o senado romano anule o testamento e proclama-se imperador sem parceiros, mandando assassinar Gemelo pouco tempo depois.

Os primeiros meses de reinado foram prometedores. Calígula concedeu prémios à guarda pretoriana, mandou encerrar todos os casos de traição iniciados por Tibério, pôs fim às prescrições e chamou de regresso muitos exilados. No entanto, pouco tempo depois, Calígula adoeceu com uma febre cerebral, segundo Suetónio e Cássio Dio, e esteve às portas da morte. Quando recuperou, o comportamento do imperador mudou radicalmente. Estudos modernos sugerem que tenha sofrido de depressão nervosa ou alguma forma de encefalite, para justificar a mudança. Ou talvez a sua personalidade fosse apenas o produto de uma infância e adolescência em ambiente instável. De qualquer forma, Calígula era extremamente ignorante e mal preparado para governar. O terror das perseguições voltou ao mesmo tempo que o imperador tomava atitudes no mínimo excêntricas que incluíram nomear o seu cavalo de corrida, Incitatus, senador e mandar esculpir a sua cabeça em todas as estátuas de deuses de Roma, intitulando a si mesmo como um deus.

Pouco a pouco tornou-se impopular e, no princípio de 41, foi assassinado por um tribuno da sua guarda pessoal com quem costumava fazer comentários maldosos, Cassius Chaerea, que matou também a sua mulher Milonia Caesonia e a filha bébé Júlia Drusilla.

A sua memória foi apagada pelo Senado, que ordenou a destruição de tudo o que pudesse recordar Calígula.

Calígula