O Papa Sisínio nasceu na Síria. Eleito a 15 de Janeiro de 708, já idoso e doente, morreu três semanas depois, na manhã 4 de Fevereiro de 708. Pela brevidade de seu pontificado não conseguiu fazer obras importantes. Ainda teve tempo para angariar fundos para a construção de várias muralhas de Roma, que teriam sido destruídas anos antes.
Arquivo de 04 Fevereiro 2007
Lucius Septimius Severus
Lucius Septimius Severus nasceu a 11 de Abril de 146 e morreu a 4 de Fevereiro de 211. Foi Imperador de Roma de 193 a 211.
Com a morte de Cómodo, as legiões do Danúbio colocaram no poder o seu comandante, Septimio Severo. O novo imperador recompensou regiamente as suas tropas. Desprezou o Senado e as tradições romanas, preferindo governar com o apoio do exército. No décimo ano do seu reinado, empreendeu uma perseguição religiosa. O reescrito imperial interditava a propaganda cristã e as conversões ao cristianismo, assim como ao judaísmo. Eusébio de Cesareia dedica boa parte do seu sexto livro da História Eclesiástica mencionando esta perseguição.
Severus foi um imperador romano de origem africana, fundador da dinastia dos Severos, e o primeiro imperador romano nascido em Leptis Magna, antiga cidade situada na costa do Mediterrâneo, a leste de Tripoli, no norte da África. Chegou a Roma no início da década de 160, e iniciou a sua carreira militar. Foi eleito questor em Roma, grau necessário para a posterior participação no Senado, e serviu como questor provincial na Sardenha.
Nomeado legado, cargo de emissário ou oficial do estado-maior, do procônsul na África, Gaio Septimio Severo, voltou a Leptis e casou-se com Paccia Marciana, que morreu sem ter filhos, poucos anos mais tarde. Tornou-se pretor, comandante de legião na Síria e nomeado governador da Gália Lugdunense, antiga região da Europa que compreendia a França, parte do território belga e oeste da Alemanha. Viúvo, casou-se com Julia Domna, membro de importante família de sacerdotes de Emesa, com teve os filhos Caracalla e Geta.
Tornou-se governador da Sicília, cônsul e governador da Panónia. Após os assassinatos de Cómodo e de Pertinax, impôs-se pelas armas contra os partidários de Dídio Juliano e foi proclamado imperador por suas tropas, jurando vingar a morte do seu predecessor, chegando até a acrescentar Pertinax ao seu próprio nome. Para combater Pescénio Niger, que havia sido proclamado imperador pelas legiões do Oriente, marchou para a Itália, encontrando pouca resistência, e, depois que a maioria do Senado o apoiou, Dídio Juliano foi morto e os pretorianos que tinham assassinado Pertinax fugiram. Niger foi finalmente derrotado e morto em Antioquia, cidade do sul da Turquia, hoje chamada Antakya. Puniu severamente as cidades e as províncias desleais e iniciou a invasão do Mesopotâmia, onde subjugou os árabes, Adiabenes e Cenitas.
Voltou a Roma e marchou para Lugdunum, actual Lyon, para enfrentar o antes aliado Albino que, depois de uma violenta batalha, viu as suas tropas dispersarem-se e suicidou-se. O vitorioso imperador reorganizou as províncias do noroeste e voltou para Roma, onde se vingou dos senadores que haviam apoiado Albino, seguindo uma das suas características políticas, recompensar os amigos prodigamente e castigar os inimigos com severidade. Mais afecto ao campo de batalha, nomeou Caracalla imperador e partiu par uma campanha vitoriosa contra os persas, em seguida visitou o Egipto, onde se empenhou numa extensa reforma administrativa. Mais tarde, visitou a Síria, voltando a Roma para celebrar o jubileu de dez anos de governo, com a construção de um magnífico arco do triunfo e participar da celebração dos Jogos Seculares.
Organizou uma expedição para a Britânia, levando consigo a esposa e os dois filhos e lá permaneceu até sua morte, em York, após realizar com sucesso várias campanhas no norte, com o desejo de expandir o controlo de Roma sobre toda a ilha. Preocupado com a instabilidade mental de Caracala, fez com que Geta fosse César, segundo posto de comando após o imperador. Como governante demonstrou ser um sábio administrador e reformador e obediente perante as leis, porém devido ao temperamento inconstante, a sua capacidade inflexível de trabalho e a sua política de expansão das fronteiras do Império transformaram-no numa personagem difícil de avaliar com justiça.
Alberto João Jardim
Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim nasceu no Funchal a 4 de Fevereiro de 1943. Jardim é um jornalista e político português, actual presidente do Governo Regional da Madeira. É um dos políticos mais polémicos do actual regime em Portugal, recebendo acusações de populismo e demagogia.
É licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, tendo sido professor nos ensinos técnico e secundário. É também professor convidado da Universidade Independente de Lisboa. Foi director do Centro de Formação Profissional da Madeira, assim ingressando na função pública, a cujos quadros pertenceu, depois de concluído o estágio de advocacia. Por ter passado à situação de aposentado, já não faz parte dos quadro do CFPM.
Como jornalista profissional, foi Director do diário Jornal da Madeira. Também foi ou é colaborador de vários meios de comunicação social nacionais, regionais e de países de emigração portuguesa. Foi dirigente cooperativo e nessa qualidade administrador de empresas. Pertence aos corpos gerentes de várias instituições de solidariedade social, sendo ainda presidente da direcção da Fundação Social Democrata da Madeira, embora sem funções executivas.
Cumpriu o serviço militar como Oficial de Acção Psicológica, no Estado-Maior do Exército, em Lisboa, e no Quartel-General da Madeira.
É co-fundador na Madeira do Partido Social Democrata, tendo vindo a presidir as suas Comissões Políticas Regionais. Integrou as respectivas Comissões Políticas Nacionais, incluso como vice-presidente de uma, sendo actualmente vogal por inerência, tendo sido presidente da Mesa do Congresso Nacional do referido Partido. É presidente honorário da Juventude Social Democrata da Madeira.
É também vice-presidente do Partido Popular Europeu.
Vem sendo sucessivamente eleito deputado à Assembleia da República e à Assembleia Legislativa da Madeira, onde esteve um ano e meio como líder da sua bancada, mas desde então optou sempre pelo cargo de Presidente do Governo Regional, que exerce desde Março de 1978. Nesta qualidade, é membro do Conselho de Estado, do Conselho Superior de Defesa Nacional e do Conselho Superior de Segurança Interna, da República Portuguesa.
É membro do Comité das Regiões da União Europeia, do qual foi já Vice-Presidente, tendo representado Portugal no Conselho Consultivo da Política Regional e Local da Comunidade Europeia, que antecedeu aquele. É desde 1978 membro do Congresso dos Poderes Locais e Regionais do Conselho da Europa, onde preside à delegação portuguesa.
O Grande Luís Vaz de Camões
Luís Vaz de Camões nasceu, pensa-se, a 4 de Fevereiro de 1524 e morreu a 10 de Junho de 1580. Camões é considerado o maior poeta de língua portuguesa e dos maiores da Humanidade. O seu génio é comparável ao de Virgílio, Dante, Cervantes ou Shakespeare. Das suas obras, a epopeia Os Lusíadas é a mais significativa.
Camões teria nascido em Lisboa ou Alenquer por volta de 1524 ou 1525, de uma família de origem galega que se fixou primeiro no Norte e depois irradiou para Coimbra e Lisboa. Foi seu pai Simão Vaz de Camões e mãe Ana de Sá e Macedo. Por via paterna, Camões seria trineto do trovador galego Vasco Pires de Camões, e por via materna, aparentado com o navegador Vasco da Gama.
Entre 1542 e 1545, viveu em Lisboa, trocando os estudos pelo ambiente da corte de D. João III, conquistando fama de poeta, e feitio altivo.
Viveu algum tempo em Coimbra onde teria frequentado o curso de Humanidades, talvez no Mosteiro de Santa Cruz, onde tinha um tio padre D. Bento de Camões. Não há registos da passagem do poeta por Coimbra. Em todo o caso, a cultura refinada dos seus escritos torna a única universidade de Portugal do tempo como o lugar mais provável dos seus estudos. Ligado à casa do Conde de Linhares, D. Francisco de Noronha, e talvez preceptor do filho D. António, segue para Ceuta em 1549 e por lá fica até 1551. Era uma aventura comum na carreira militar dos jovens, recordada na elegia Aquela que de amor descomedido. Num cerco, teve um dos olhos vazados por uma seta pela fúria rara de Marte. Ainda assim, manteve as suas potencialidades de combate.
De regresso a Lisboa, não tarda em retomar a vida boémia. São-lhe atribuídos vários amores, não só por damas da corte mas até pela própria irmã do Rei D. Manuel I. Teria caído em desgraça, a ponto de ser desterrado para Constância. Não há, porém, o menor fundamento documental. No dia do Corpo de Deus de 1552 entra em rixa, e fere um certo Gonçalo Borges. Preso, é libertado por carta régia de perdão de 7 de Março de 1552, embarcando para a Índia na armada de Fernão Álvares Cabral, a 24 desse mesmo mês.
Chegado a Goa, Camões toma parte na expedição do Vice-Rei D. Afonso de Noronha contra o Rei de Chembe, conhecido como o rei da pimenta. A esta primeira expedição refere-se a elegia O Poeta Simónides falando. Depois Camões fixa-se em Goa onde escreveu grande parte da sua obra épica. Considerou a cidade como uma madrasta de todos os homens honestos. Lá estudou os costumes de cristãos e hindus, e a geografia e a história locais. Toma parte em mais expedições militares. Entre Fevereiro e Novembro de 1554 vai na armada de D. Fernando de Meneses constituída por mais de 1000 homens e 30 embarcações, ao Golfo Pérsico, aí sentindo a amargura expressa na canção Junto de um seco, fero e estéril monte. No regresso é nomeado provedor-mor dos defuntos nas partes da China pelo Governador Francisco Barreto, para quem escreveria o Auto do Filodemo.
Em 1556 parte para Macau, onde continuou os seus escritos. Vive numa célebre gruta com o seu nome e por aí terá escrito boa parte de Os Lusíadas. Naufragou na foz do rio Mekong, onde conservou de forma heróica o manuscrito dos Lusíadas então já adiantados. No naufrágio teria morrido a sua companheira chinesa Dinamene, celebrada em série de sonetos. É possível que datem igualmente dessa época ou tenham nascido dessa dolorosa experiência as redondilhas Sôbolos rios.
Regressa a Goa antes de Setembro de 1560 e pede a protecção do Vice-Rei D. Constantino de Bragança num longo poema em oitavas. Aprisionado por dívidas, dirige súplicas em verso ao novo Vice-Rei, D. Francisco Coutinho, Conde do Redondo, para ser liberto. Em 1568, vem para a Ilha de Moçambique, onde, passados dois anos, Diogo do Couto encontra-o, como relata na sua obra, acrescentando que o poeta estava tão pobre que vivia de amigos. Trabalhava então na revisão de Os Lusíadas e na composição de um Parnaso de Luís de Camões, com poesia, filosofia e outras ciências, obra roubada. Diogo do Couto pagou-lhe o resto da viagem até Lisboa, onde Camões aportou em 1570. Em 1580, de regresso a Lisboa, assistiu à partida do exército português para o norte de África. Infelizmente morre numa casa de Santana, em Lisboa, sendo enterrado numa campa rasa numa das igrejas das proximidades.
Codex Sinaiticus
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O Codex Sinaiticus, também conhecido como Manuscrito Aleph, é um dos mais importantes manuscritos gregos já descobertos, pois além de ser um dos mais antigos, e o único codex que contém o Novo Testamento inteiro. Actualmente está exposto no Museu Britânico. Juntamente com o Codex Vaticanus, é um dos mais importantes manuscritos gregos para o Criticismo Textual, além do texto da Septuaginta.
O 1º Presidente
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1789 - George Washington é eleito como primeiro presidente dos Estados Unidos por unanimidade.




