A Emenda Platt foi um dispositivo legal, inserido na Carta Constitucional de Cuba, que autorizava os Estados Unidos da América a intervir naquele país a qualquer momento, desde que interesses recíprocos de ambos os países fossem ameaçados. Desta forma, na prática, Cuba passou a ser um protectorado norte-americano.

Antecedentes

Muitos historiadores afirmam que, já em meados do século XIX, o senador norte-americano James Bayard Jr. teria declarado que os interesses futuros, não apenas dos Estados Unidos, mas da civilização e do progresso humanos, estavam profundamente envolvidos na aquisição de Cuba pelos Estados Unidos.

No final da Guerra de Independência de Cuba, contra a Espanha, em 1898, os Estados Unidos envolveram-se no conflito, sob o pretexto de um suposto ataque contra um dos seus navios de guerra, ancorado na ilha. A vitória sobre as forças espanholas foi rápida, mas os Estados Unidos mantiveram o seu aparelho militar na ilha, a pretexto da defesa dos seus interesses, ao mesmo tempo da elaboração da nova Constituição da ilha.

A Emenda Platt

Em 1901, os cubanos foram persuadidos a incluir, na sua nova Constituição, uma Cláusula que garantia aos Estados Unidos o direito de intervenção em Cuba, sempre que os seus interesses estivessem ameaçados, mesmo após o término da sua ocupação militar, a ocorrer em 1902.

Protectorado

O dispositivo exemplifica, na prática, a aplicação da chamada Política do Big Stick, na qual o exercito podia usar a força para resolver problemas num dos Estados, formulada pelo Presidente Theodore Roosevelt. Nos anos seguintes, os investimentos americanos na ilha ampliaram-se consideravelmente, fomentando a produção do açúcar e os sectores de transportes, serviços e de turismo.

A Emenda Platt, na prática, mantinha Cuba um protectorado norte-americano até 1933, quando um movimento popular conduziu ao poder Fulgêncio Batista, que iniciou um grande processo de reformas sociais.

A Emenda Platt