No dia 12 de Março de 1930, Mahatma Gandhi e vários discípulos iniciaram uma marcha em protesto ao domínio inglês na Índia. A caminhada, de quase 400 quilómetros, durou 25 dias em direcção ao litoral. Mahatma Gandhi caminhou de Sabarmati Ashram a Dandi, para extrair um pouco de sal para si, tendo sido igualado por milhares de indianos, revoltados com a situação. Gandhi e os seus seguidores paravam de cidade em cidade para descansar, conseguindo assim, mais simpatizantes. O protesto foi incitado pelo facto de que, naquela época, os indianos eram obrigados a comprar produtos industrializados da Inglaterra, sendo proibidos inclusive de extrair sal no seu próprio país.

Por isso a Marcha do Sal, ou Satyagraha do Sal, foi um acto de protesto contra a proibição, imposta pelos ingleses, da extracção de sal na Índia colonial. A situação não foi considerada um protesto pelo Império Britânico, pois Ghandi não incitou os restantes indianos a fazerem o mesmo, simplesmente fizeram. A marcha ocorreu de 12 de Março até 6 de Abril de 1930.

No dia 6 de Abril, depois do banho, ritual sagrado para os hindus, Gandhi apanhou um punhado de sal à beira-mar, tendo o seu gesto sido repetido simbolicamente pelos milhares de indianos presentes. Em resposta a estes actos, os ingleses prenderam mais de 50 mil indianos, entre eles o próprio Gandhi.

Mesmo com a prisão de Ghandi, a marcha continuou, em direcção às salinas ao norte de Bombaim. Ao tentar entrar nas minhas de Bombaim, guardadas por mais de 400 Polícias, os marchantes, em silêncio, tentaram passa-los, pacificamente. Porém, como é bem retratado no filme Ghandi, foram agredidos e parados pelos agentes da lei, sem oferecerem qualquer resistência, simplesmente caindo no chão, com graves ferimentos.

A Marcha do Sal