O Segundo Templo foi o templo que o povo judeu construiu após o regresso a Jerusalém, findo o cativeiro Babilónico, no mesmo local onde o Templo de Salomão existira antes de ser destruído. Manteve-se erigido entre o dia 12 de Março de 515 a.C. e por volta de 70 D. C., tendo sido, durante este período, o centro de culto e adoração do Judaísmo.

Segundo o relato bíblico, o templo foi mandado reconstruir por decreto de Ciro II da Pérsia. No ano 539 a.C., Ciro apodera-se da Babilónia e ordena o repatriamento dos judeus mantidos em cativeiro e a reconstrução do seu templo, que, segundo a descrição presente no livro de Esdras, terá tido lugar sob Zorobabel, sendo apoiada pelo funcionário Esdras e pelos profetas Zacarias e Ageu.

Porém, no século II a.C., o Segundo Templo foi profanado por Antíoco IV Epifânio, que mandou sacrificar uma porca sobre o altar. Este incidente deu origem à revolta dos Macabeus.

Só mais tarde, no século I a.C., Herodes o Grande ordena uma remodelação ao templo, considerada por muitos judeus como uma profanação, com o propósito de agradar a César, tendo mandado construir, num dos vértices da muralha, a Torre Antónia, uma guarnição romana que dava acesso directo ao interior do pátio do templo. Certos autores designam o templo após esta intervenção por Terceiro Templo.

O Templo foi quase totalmente destruído pelas tropas do General e futuro Imperador Romano Titus Flávio, em 70 D.C., abafando aquilo que foi a Grande Revolta Judaica onde morreram mais de um milhão de judeus. Uma primeira revolta acontecera em 136 a.C., e a terceira seria liderada pelo suposto Messias Bar Cochba em 135 DC.

A única porção do Segundo Templo que ainda hoje se encontra em pé, é o famoso Muro das Lamentações.

O Segundo Templo Judeu