A Segunda Guerra Boer, ou dos Bôeres, foi o confronto entre o Reino Unido e a população bôer, descendente de colonizadores holandeses e fundadores das repúblicas independentes de Transvaal e Orange, no nordeste da África do Sul. O conflito, que dura de 1899 a 1902, inicia-se com a tentativa da Coroa Britânica de anexar as duas repúblicas, ricas em jazidas de diamante, ouro e ferro. Os Bôeres, que ocupam a região desde 1830, lutaram para preservar a sua independência. Os ingleses viram neste Nacionalismo aceso um perigo para o Império Britânico no sul da África.

No início da guerra, as tropas imperiais estavam em clara desvantagem. A Invasão da Colónia do Cabo por parte dos Bôeres foi o cume do ataque. Mais tarde, em 1902, o contra-ataque britânico foi esmagadora, tendo a Coroa enviado batalhões inteiros, em massa, de vários pontos do globo, para esmagar esta revolta.

As tropas inglesas devastaram e queimaram propriedades ao longo da guerra. Os Bôeres capturados foram colocados em campos de concentração (não confundir com os campos de morte da Alemanha Nazi), onde morreram cerca de 20 mil pessoas devido às condições, não por acção directa das tropas. As notícias sobre o tratamento desumano dado pelos ingleses aos prisioneiros intensificam a imagem negativa do Reino Unido perante a opinião internacional. Com a Paz de Vereeniging, as repúblicas são incorporadas ao Reino Unido e, em 1910, juntam-se às colónias do Cabo e de Natal para constituir a União Sul-Africana.

Segunda Guerra Boer