Clemente XI nascido Giovanni Francesco Albani nascem em Urbino a 22 de julho de 1649 e morreu em Roma a 19 de Março de 1721. Foi Papa de 23 de Novembro de 1700 até à sua morte.

É considerado o pontífice da conciliação. Possuía grande erudição. Ora vejamos, aos vinte anos admitiram-no no seu grémio os membros da Academia da Rainha Cristina, da Suécia, que formaram a fina flor da literatura de então. Eleito aos 51 anos, recusou a tiara. Adoeceu até. Submeteu-se ante as conclusões de uma comissão de teólogos. Viveu, entretanto, numa época ingrata. Uma tremenda guerra ocasionada pela disputa da coroa do falecido Carlos II da Espanha.

Empenhou-se o papa em impedir e em minorar tamanha desgraça. Clemente negou ao rei das Duas Sicílias o antigo e dúbio direito sículo. O Rei Vitório Amadeu expulsou então 3000 sacerdotes. O pontífice lançou o interdito à ilha. Só em 1719, sob Carlos VI, regularizou-se a questão.

Na França os Jansenistas ainda perturbavam a paz da Igreja, agora secundados pelo oratoriano Pascásio Quesnel, cujo livro teve o apoio do Parlamento e do arcebispo Noailles de Paris. Com a bula Unigenitus, o papa condenou o Quesnelismo. Os atingidos pela bula apelaram para um concílio ecuménico.

Clemente XI morreu em 1721, no dia de São José, do qual era muito devoto. Canonizou São Pio V e Santo André Avelino. O seu nome está presente, também, entre os pontífices protectores das artes e das letras. Enriqueceu as bibliotecas e museus com livros e obras de arte e ordenou escavações arqueológicas nas Catacumbas. Matemáticos e astrónomos gozavam da sua especial protecção. Fundou a Academia Clementina para pintores, escultores e arquitectos.

Clemente XI