Julius Rosenberg e Ethel Greenglass Rosenberg eram comunistas americanos que receberam a atenção mundial quando foram executados por passar segredos nucleares à antiga União Soviética. Nos anos 90, comunicações soviéticas desencriptadas pelo projecto VENOMA americano confirmaram as alegada espionagem de Julius, assim como a memórias póstumas de Nikita Krushchev.

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Julius Rosenberg nasceu em Maio de 1918 na cidade Nova Iorque. Tornou-se líder do movimento comunista onde, em 1936, conheceu Ethel, com quem se casaria três anos depois. Ele formou-se em engenharia eléctrica pela City College de Nova Iorque em 1939 e em 1940 trabalhou para o exército como técnico de radar.

Ethel nasceu em 1915 também em Nova Iorque. Sonhava ser actriz e cantora mas acabou por trabalhar como secretária numa companhia de navegação. Começou a envolver-se em disputas trabalhistas e associou-se ao movimento comunista. Casou-se com Julius e juntos tiveram dois filhos.

De acordo com o ex-agente da KGB Alexander Feklisov, Julius Rosenberg foi originalmente recrutado pela KGB em 1942, pelo espião Semyon Semyonov. Julius foi apresentado por Bernard Schuster, um alto oficial do partido comunista dos Estados Unidos.

Julius era, de acordo com Feklisov, o seu mais dedicado e valioso agente, entregando milhares de documentos secretos da Companhia Emerson Electric.

Vários desses documentos continham planos para construção de aviões e outros segredos de estado. Através de Julius, Feliksov descobriu que o seu cunhado trabalhava para o Projecto Manhattan.

Após a guerra, os EUA continuaram a resistir aos esforços russos para divulgar segredos de Estado, mas em 1949 a União Soviética já era capaz de produzir o seu próprio armamento nuclear. Rapidamente os EUA descobriram que Klaus Fuchs, um refugiado alemão que trabalhava para os ingleses no projecto Manhattan, tinha entregue documentos secretos para os russos. Na sua confissão acusava David Greenglass, Ethel e Julius Rosenberg.

O caso dos Rosenbergs começou no dia 6 de Março de 1951. Através do testemunho de David Greenglass, a culpa dos Rosenbergs ficou evidente. Assim, ambos foram condenados à morte pelo juiz Irving Kaufman. A condenação serviu de pavio para as investigações do senador Joseph McCarthy.

Os dois foram os únicos executados durante a Guerra Fria por espionagem. O papa Pio XII tentou, sem sucesso, apelar ao Presidente que retirasse a pena de morte.

Então, os Rosenbergs foram executados ao pôr-do-sol em Sing Sing, Nova Iorque em 1953. Os seus túmulos encontram-se no cemitério Wellwood em Pinelawn, Nova Iorque. Mais tarde, em 1955, a Agência Nacional de Segurança americana revelou documentos que comprovam o envolvimento do casal.

Julius e Ethel Rosenberg