Arquivo de Abril, 2007

Uma Tarde em Beleza

 

Four Cohan SongsUnited States Air Force Band – 2005

 

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Dia Internacional da Dança

Fernando Luís de Oliveira Pessa

Fernando Luís de Oliveira Pessa, nascido em Vera Cruz a 15 de Abril de 1902 e falecido em Lisboa no dia 29 de Abril de 2002, foi o mais antigo e duradouro jornalista português.

A mãe era natural de São Tomé. O pai era médico militar mas, devido à falta de dinheiro, pediu licença do exército e partiu para São Tomé e Príncipe, deixando a mulher e os três filhos em Portugal. Pessa viveu em Aveiro até aos dois anos. Foi em Penela, vila do distrito de Coimbra, que o jornalista recebeu a instrução primária. Fez o exame da 4ª classe em 1911, em Coimbra, onde viveu até 1921. Concluídos os estudos secundários, em que se preparara para os exames de admissão à Escola de Guerra, tentou o ingresso na carreira militar como oficial de Cavalaria. Porém, como resultado da Primeira Guerra Mundial, havia oficiais em excesso e só era admitido quem frequentasse o Colégio Militar de Lisboa.

Antes de embarcar na carreira jornalística, trabalhou numa companhia de seguros e num banco, onde esteve pouco tempo. Em 1926 foi trabalhar numa seguradora no Brasil, regressando em 1934.

Em 1934 candidatou-se aos quadros da recém-criada Emissora Nacional, tendo ficado classificado em segundo lugar e, como gostava de sublinhar, sem cunhas! Iniciou, assim, uma carreira que nunca tinha pensado seguir. Com uma semana de rádio, Pessa fez a sua primeira reportagem, a cobertura de um festival de acrobacias áreas na antiga Porcalhota, actual Amadora.

Após quatro anos na Emissora Nacional, foi convidado para trabalhar na BBC, em Londres. Começou por trabalhar com sotaque na secção brasileira e só quando um colega português adoeceu foi chamado para ler o noticiário. Neste ambiente sofreu os bombardeamentos alemães sobre Londres e se profissionalizou e notabilizou-se como correspondente durante a Segunda Guerra Mundial. A censura do Estado Novo acabou por contribuir para o crescendo de popularidade das transmissões em português da BBC.

Conheceu a sua esposa, Simone Alice Roufier, uma brasileira de ascendência inglesa e norte-americana, em Londres. Casou-se em 1947, no novo regresso a Portugal. No regresso a Lisboa, em 1947, a sua reentrada na rádio Emissora Nacional foi vedada por influência do regime, sendo forçado a voltar ao ramo dos seguros. Nesta época também fez dobragens de filmes e documentários, nomeadamente O Último Temporal – Cheias do Tejo e Portugal Já Faz Automóveis, do cineasta Manoel de Oliveira. Acabou por participar no Plano Marshall, de ajuda económica à Europa, quando Portugal se envolveu.

Depois da notoriedade enquanto repórter de guerra na BBC, realizou a primeira emissão em directo da RTP, a 7 de Março de 1957, na Feira Popular de Lisboa. Entrou para os quadros da RTP apenas a 1 de Janeiro de 1976, já com 74 anos.

A célebre expressão “E esta, hein?” marcou a sua carreira como repórter televisivo. A expressão surgiu como substituto dos palavrões que tinha vontade de dizer quando denunciava situações menos agradáveis do quotidiano do país nos seus célebres bilhetes postais.

Pelo seu trabalho como correspondente da Segunda Guerra Mundial, Fernando Pessa foi distinguido com a Ordem do Império Britânico. E, em Portugal, a 10 de Junho de 1981, recebeu o título de Comendador. Reformou-se em 1995, com 93 anos de idade.

Fernando Pessa faleceu a 29 de Abril de 2002, no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, poucos dias depois de completar 100 anos.

Alfred Joseph Hitchcock

Alfred Joseph Hitchcock, nascido em Londres no dia 13 de Agosto de 1899 e falecido em Los Angeles a 29 de Abril de 1980, foi um cineasta britânico/norte-americano, considerado o mestre dos filmes de suspense, sendo um dos mais conhecidos e populares realizadores de todos os tempos.

Alfred Hitchcock nasceu em Leytonstone, em Essex. Filho de Emma e William Hitchcock, recebeu uma rígida educação católica na escola londrina St. Ignatius College, cujo ensino era baseado nos ensinamentos do jesuíta Inácio de Loyola. Aos 14 anos Hithcock perdeu o pai e largou a escola, começando a trabalhar na companhia Henley, fabricante de cabos eléctricos, onde desenvolveu trabalhos em design gráfico de publicidade.

A sua carreira cinematográfica começou em 1920, com um emprego na Famous Players-Lasky, da Paramount Pictures. Durante dois anos, Alfred foi o autor dos cartões que frequentemente apareciam em diálogos de filmes mudos. Aprendeu desde cedo a criar guiões e a editar filmagens. Em 1922, tornou-se cenógrafo e assistente de direcção. Também nesse ano iniciou o seu primeiro filme, chamado Number Thirteen, mas o projecto foi abandonado. Entre 1923 e 1925, Hitchcock trabalhou em Berlim, na Universum Film AG.

A sua criatividade surpreendeu os dirigentes do estúdio, que decidiram promovê-lo a director. Mais tarde, em 1925, Hitchcock teve a primeira oportunidade como realizador no filme The Pleasure Garden, feito pela UFA Studios, na Alemanha. Em 1926 estreou-se no suspense com o filme The Lodger: A Story of the London Fog. Este filme seria o seu primeiro sucesso, baseado nos assassinatos de Jack, o Estripador. A partir daí, Hitchcock faria pelo menos uma aparição em cada uma das suas produções, o que se tornaria uma das suas marcas. Foi também o seu primeiro filme de suspense, género que o consagraria em todo o mundo.

No mesmo ano, ele casou com Alma Reville. Alma era assistente de director e trabalhava com ele na Paramount. A primeira filha do casal, Patricia, nasceu em 1928. Em 1929, Hitchcock filmou Blackmail, o primeiro filme sonoro britânico. Em 1933, Hitchcock foi trabalhar na Gaumont-British Picture Corporation, e o seu primeiro filme para a companhia chamou-se The Man Who Knew Too Much, e que seria re-filmado em 1956 com outros actores.

Mais tarde, após vários sucessos a nível europeu, Hitchcock mudou-se para os Estados Unidos em 1939 e tornou-se cidadão norte-americano em 1955. O seu primeiro filme americano foi Rebecca, que rendeu ao cineasta a sua primeira nomeação para um Óscar, que ganhou para melhor filme. Em 1949, Hitchcock lançou o filme Under Capricorn, numa co-produção com Sidney Berstein com a participação da actriz Ingrid Bergman. O filme fracassou, em parte pela publicidade negativa sobre o relacionamento extraconjugal que Ingrid Bergman mantinha com o director italiano Roberto Rossellini.

O filme Strangers on a Train, de 1951, foi baseado no romance de Patricia Highsmith e apresentou a sua filha Patricia Hitchcock num pequeno papel. Foi o seu primeiro filme distribuído pela Warner Bros. Anos mais tarde seria uma fonte de inspiração para Throw Momma from the Train, de 1987, com Billy Crystal e Danny DeVito. Segundo Roger Ebert, vencedor do Prémio Pulitzer e crítico de filmes, Strangers on a Train foi o melhor filme de todos os tempos. O filme Psycho, de 1960, com Janet Leigh, Anthony Perkins e Vera Miles, venceu o Globo de Ouro na categoria melhor actriz coadjuvante, com Janet Leigh. O filme trouxe uma das cenas mais conhecidas da história do cinema, a famosa cena do chuveiro, quando a personagem de Janet Leigh é assassinada à facada. O filme ficou na décima oitava posição entre os 100 melhores filmes do Instituto de Cinema Americano.

Em 1972, Hitchcok lançou Frenzy, um thriller sobre crime que trouxe pela primeira vez cenas de nudez e palavras de baixo calão num dos seus filmes. O seu último filme foi Family Plot, com Karen Black e Bruce Dern.

Mais tarde, em 1980, Alfred Hitchcock recebeu a KBE da Ordem do Império Britânico, da mãos da Rainha Elizabeth II. Porém,  morreria quatro meses depois, de insuficiência renal, na sua casa em Los Angeles.

A Glasnost

A Glasnost, de 1988, foi uma medida política implementada juntamente com a Perestroika, na URSS, durante o governo de Mikhail Gorbachov. A Glasnost contribuiu em grande parte para a intensificação de um clima de instabilidade, causado por agitações nacionalistas, conflitos étnicos e regionais e por uma agravada insatisfação económica, sendo um dos factores da queda da URSS.

O Conceito

Enquanto no Ocidente a noção da Glasnost está associada com a liberdade da expressão, o principal objectivo desta política foi tornar o Governo Russo transparente e aberto para debater vários assuntos da sociedade russa.

A Glasnost deu novas liberdades à população, como uma maior liberdade do discurso, uma modificação radical, visto que o controlo dos discurso e supressão da crítica ao Governo tinham sido anteriormente uma parte central do sistema soviético. Houve também um maior grau da liberdade dentro dos meios de comunicação.

Até ao final dos anos 80, o governo soviético estava debaixo de fogo devido às críticas de repressão, derivadas da ideologia Leninista, que Gorbachev tinha tentado conservar como fundamento da reforma, e os membros da população soviética foram mais francos na sua visão de que o governo soviético não ia bem. A palavra Glasnost em russo significa “transparência”.

As Forças Armadas dos Estados Unidos da América

Uma medley dos hinos dos vários ramos das Forças Armadas dos EUA.

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Fotografia da London Vegetarian Society (1890)

O jovem indiano em baixo à direita é o proeminente Mohandas K. Gandhi

Parabéns Ricardo!

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