Páscoa é uma ilha da Polinésia oriental, localizada no sul do Oceano Pacífico. Está situada a 3.700 quilómetros de distância da costa oeste do Chile e a sua população é de 3.791 habitantes, 3.304 dos quais vivem na capital Hanga Roa. Famosa pelas suas enormes estátuas de pedra, faz parte da V Região de Valparaíso, pertencente ao Chile.

Em rapanui, o idioma local é denominada Rapa Nui (ilha grande), Te pito o te henúa (umbigo do mundo) e Mata ki te rangi (olhos fixados no céu).

A Ilha antes dos Europeus

Na pré-história, até 1.200 a.C, a expansão polinésia é contada como uma das explorações marítimas mais dramáticas. Povos vindos do continente asiático, como agricultores e navegadores, aparentemente originários do arquipélago de Bismark, a noroeste da Nova Guiné, atravessaram quase dois mil quilómetros de mar aberto, a bordo de canoas, para atingir as ilhas da Polinésia Ocidental de Fiji, Samoa e Tonga. Os polinésios, apesar da ausência de bússolas, instrumentos de metal e escrita, eram mestres da arte da navegação e da tecnologia de canoas a vela. Os seus ancestrais produziam uma cerâmica conhecida como estilo lapita.

Historiadores acreditavam que as ilhas polinésias foram descobertas ao acaso. Hoje, porém, há fortes indícios de que, tanto as descobertas quanto a colonização foram planeadas por viajantes que numa incursão predeterminada, navegavam rumo ao desconhecido. A rota mais provável para a colonização de Páscoa deve ter sido a partir das ilhas de Mangareva, Pitcairn e Henderson. A transferência de muitas espécies de plantas e animais não deixam dúvidas sobre o planeamento da ocupação da Páscoa pelos seus colonizadores.

Há provas de que os insulares de Páscoa eram típicos polinésios, vindos da Ásia em vez da América. A sua cultura tem características dominantes da cultura Polinésia. Falavam um dialecto polinésio oriental relacionado ao das ilhas do Hawaii e das Marquesas. Os seus instrumentos eram polinésios e assemelhavam-se a antigos modelos das ilhas Marquesas. Muitos dos seus crânios apresentavam uma característica da Polinésia conhecida como mandíbula oscilante.

A História

A 5 de Abril de 1722, o explorador neerlandês Jacob Roggeveen atravessou o Pacífico partindo do Chile em três grandes navios europeus, e após 17 dias de viagem desembarca na ilha num domingo de Páscoa, daí o seu nome, que permanece até hoje.

A primeira e mais adequada descrição da ilha foi feita pelo Capitão Cook, em 1774, na sua breve visita de apenas quatro dias, com o seu destacamento, quando realizou o reconhecimento do território pascoense. Cook tinha a vantagem de estar acompanhado por um taitiano, cujo polinésio era similar ao dos insulares, possibilitando o entendimento entre eles.

Em 1870, comerciantes europeus tomaram posse das terras e introduziram ovinos na ilha. Em 1888, o governo chileno anexou Páscoa, que se tornou uma fazenda de ovelhas administrada por uma empresa escocesa estabelecida no Chile. Os insulares, todos eles, foram obrigados a trabalhar para a empresa contra o pagamento de bens e víveres. Em 1914, os insulares revoltaram-se contra a exploração escrava, porém foram dominados com a chegada de um navio de guerra chileno. Somente em 1966 os nativos se tornaram cidadãos chilenos.

Ilha da Páscoa