O Concílio de Constança, que teve lugar entre 1414 e 1418 em Constança, foi um concílio ecuménico da Igreja Católica. O seu principal objectivo foi acabar com o cisma papal que tinha resultado do Papado de Avinhão.

Na altura em que o concílio foi convocado, havia três papas, todos clamavam ter legitimidade. Alguns anos antes, num dos primeiros golpes que afectou o movimento conciliador, os bispos do concílio de Pisa tinham deposto ambos os papas anteriores e elegido um terceiro papa, argumentando que em tal situação, um concílio de bispos tem mais autoridade do que o herdeiro do trono de São Pedro. Isto apenas contribuiu para agravar o cisma.

Com o apoio de Sigismundo, o Sacro Imperador Romano, o concílio de Constança recomendou que todos os três papas abdicassem, e que um outro fosse escolhido. Em parte por causa da presença constante do Imperador, outros monarcas exigiram que tivessem uma palavra a dizer na escolha do papa. Grande parte da discussão no concelho foi ocupada na tentativa de acalmar monarcas seculares, mais do que em efectuar uma reforma da igreja e da sua hierarquia.

Um segundo objectivo do concílio foi continuar as reformas iniciadas pelo concílio de Pisa. Estas reformas foram largamente dirigidas contra John Wyclif, Jan Hus, e os seus seguidores. Jan Hus foi condenado pelo concílio à morte na fogueira. Foi queimado vivo a 6 de Julho de 1415.

O concílio também tentou iniciar reformas eclesiásticas. Foi mais tarde declarado que um concílio de bispos não tem maior influência do que o Papa.

O Concílio de Constança