Francis Bacon nasceu em Londres, a 22 de Janeiro de 1561, e morreu no dia 9 de Abril de 1626. Bacon foi um político, filósofo e ensaísta inglês, tendo sido ordenado barão Verulam e visconde de St. Albans. Desde cedo, a sua educação orientou-o para a vida política, na qual exerceu posições elevadas. Em 1584 foi eleito para a Câmara dos Comuns.

Sucessivamente, durante o reinado de Jaime I, desempenhou as funções de procurador-geral, fiscal-geral, guarda do selo e grande chanceler. Neste mesmo ano, foi nomeado barão de Verulam e em 1621, barão de St. Albans. Também em 1621, Bacon foi acusado de corrupção e condenado ao pagamento de uma pesada multa e proibido de exercer cargos públicos. Como filósofo, destacou-se com uma obra onde a ciência era exaltada como benéfica para o homem. Nas suas investigações, ocupou-se especialmente com a metodologia científica e com o empirismo. É muitas vezes chamado o fundador da ciência moderna. A sua principal obra filosófica é o Novum Organum.

Francis Bacon foi um dos mais conhecidos e influentes alquimistas, tendo ocupado o posto mais elevado da Ordem Rosacruz, o de Imperator. Estudiosos apontam como sendo o real autor dos famosos manifestos rosacruzes, Fama Fraternitatis, Confessio Fraternitatis e Núpcias Alquímicas de Christian Rozenkreuz.

Francis Bacon esteve envolvido em investigações naturais até ao fim da sua vida, tentando realizar na prática o seu método. No inverno de 1626 estava envolvido em experiências sobre o frio e a conservação. Desejava saber por quanto tempo o frio poderia preservar a carne. A idade já se fazia sentir na frágil saúde do filósofo, não conseguindo resistir ao rigoroso inverno daquele ano. Morreu a 9 de Abril, vítima de uma bronquite.

Efectivamente, Bacon não realizou um grande progresso nas ciências naturais. Mas foi ele quem primeiro fez um esboço de uma metodologia racional para a actividade científica. Foi um pioneiro no campo científico e um marco entre o homem da Idade Média e o homem Moderno.

Bacon foi também um escritor notável. As suas teses são os primeiros modelos da prosa inglesa moderna. Porém, a hipótese surgida no século XIX, que deseja atribuir a Bacon a autoria das peças de Shakespeare, é hoje considerada totalmente sem fundamento.

Francis Bacon