Bento III foi Papa entre 855 e 7 de Abril de 858. Todavia, a lenda coloca a Papisa Joana entre os pontificados do Papa Leão IV e Bento III, deixando a este um pontificado mais curto.

Estava em oração na sua igreja, quando o povo de Roma o foi buscar em procissão e trouxe-o, relutante, para ser Papa. Apareceu depois o Antipapa Anastácio III, já afastado por Leão IV, mas que voltava agora, apoiado pelo conde de Vubbio. Bento foi preso, despojado das suas insígnias e maltratado, mas o povo repudiou violentamente o intruso, que, vencido e preso, teve válido defensor no manso e humilde Bento. Toda a população, espontaneamente, fez jejum de três dias em desagravo a Deus. Penitência também feita pelo imperador Lotário, filho de Ludovico, o Pio, e neto de Carlos Magno. Roído pelo remorso de ter guerreado e humilhado o próprio pai, recolheu-se como simples monge beneditino no mosteiro de Prüm, onde viria a falecer a 28 de Setembro de 855.

Muitos cronistas do seu tempo descrevem-no como um homem de grande inteligência, moderação e energia, dotado de uma vitalidade exuberante e incrível doçura até para com os seus inimigos.

Bento III foi bem visto nas cortes de França e de Inglaterra, até pelos gregos, mas defendeu com energia a validade do matrimónio no caso da princesa Ingeltrude. Morreu com fama de santidade na madrugada de 7 de Abril de 858.

Papa Bento III