
Arquivo de Maio, 2007
Bartolomeu Dias
Bartolomeu Dias nasceu cerca de 1450 e faleceu no dia 29 de Maio de 1500. Dias foi um célebre navegador português. Dele não se conhecem os antepassados. Alguns historiadores afirmam que é descendente de Dinis Dias, escudeiro de D. João I e como navegador descobrira Cabo Verde em 1445. Ignora-se onde e quando nasceu, no entanto alguns sustentam ter nascido em Mirandela, em Trás-os-Montes. Sobre a sua família sabe-se apenas que um parente Dinis Dias e Fernandes, na década de 1440, terá comandado expedições marítimas ao longo da costa do Norte de África, tendo visitado as ilhas de Cabo Verde.
Na sua juventude terá frequentado as aulas de Matemática e Astronomia na Universidade de Lisboa e serviu na fortaleza de São Jorge da Mina. Estava habilitado quer a determinar as coordenadas de um local, quer a enfrentar tempestades e calmarias como as do Golfo da Guiné.
Em 1486, D. João II confiou-lhe o comando de duas caravelas e de uma Naveta de mantimentos com o intuito público de saber notícias do Preste João. O propósito não declarado da expedição seria investigar a verdadeira extensão para Sul das costas do continente africano, de forma a avaliar a possibilidade de um caminho marítimo para a Índia. Antes disso, Dias capitaneara um navio na expedição de Diogo de Azambuja ao Golfo da Guiné.
Bartolomeu era um marinheiro experiente, tendo sido o primeiro a chegar ao Cabo das Tormentas, baptizando-o em 1488, sendo este um dos mais importantes acontecimentos da história das navegações. A expedição partiu de Lisboa em Agosto de 1487, levando a bordo dois negros e quatro negras, capturados por Diogo Cão na costa ocidental africana. Bem alimentados e vestidos, seriam largados na costa oriental para que testemunhassem junto daquelas populações daquelas regiões a bondade e grandeza dos portugueses, e ao mesmo tempo recolher informações sobre o reino do Preste João. Em Dezembro atingiu a costa da actual Namíbia, o ponto mais a sul cartografado pela expedição de Diogo Cão. Continuando para sul, descobriu primeiro a Angra dos Ilhéus, sendo atacado, em seguida, por um violento temporal. Treze dias depois, procurou a costa, encontrando apenas o mar. Aproveitando os ventos vindos da Antárctica que sopram vigorosamente no Atlântico Sul, navegou para nordeste, redescobrindo a costa, que aí já tinha a orientação este-oeste e norte. Continuou para leste, cartografando diversas baias da costa da actual África do Sul, e chegando até à baia de Algoa.
Dias acompanhou a construção dos navios e integrou a esquadra de Vasco da Gama, em 1499, como capitão de um dos navios. A expedição partiu em 1497 e passou por São Jorge da Mina. Em 1500, acompanhou Pedro Álvares Cabral na famosa viagem em que este descobriu o Brasil. Quando a frota seguia para a Índia, o navio em que ia Bartolomeu Dias naufragou e o valente marinheiro achou a morte junto da sua descoberta mais famosa, o Cabo da Boa Esperança.
Bartolomeu Dias foi o primeiro navegador a navegar longe da costa no Atlântico Sul. A sua viagem, continuada por Vasco da Gama, abriu o caminho marítimo para a Índia. Em 1500 foi o principal navegador da esquadra de Pedro Álvares Cabral. A carta de Pero Vaz de Caminha faz diversas referências a Dias, apontando para a confiança que nele tinha o capitão-mor. Quando a armada de Cabral navegava em direcção ao Cabo, após a sua estada no Brasil, um forte temporal causou o naufrágio de quatro naus, entre elas a sua.
28 de Maio de 1926
A Revolução de 28 de Maio de 1926 foi um movimento militar de cariz nacionalista e anti-parlamentar que pôs termo à Primeira República Portuguesa, levando à implantação da auto-denominada Ditadura Nacional, depois transformada, após a aprovação da Constituição de 1933, em Estado Novo.
![]()
A revolução começou em Braga, comandada pelo general Gomes da Costa, sendo seguida de imediato noutras cidades como Porto, Lisboa, Évora, Coimbra e Santarém. Consumado o triunfo do movimento, a 6 de Junho de 1926, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, Gomes da Costa desfila à frente de 15 mil homens, sendo aclamado pelo povo da capital.
A Jacquerie
A Jacquerie foi uma revolta camponesa que ocorreu no Norte de França entre 28 de Maio e 24 de Junho de 1358, durante a Guerra dos Cem Anos. A designação deriva de Jacques Bonhomme, o nome com conotação paternalista dado genericamente a um camponês da região, como o nosso “Zé Povinho”. A revolta iniciou-se de forma espontânea, reflectindo a sensação de desespero em que viviam as camadas mais pobres da sociedade, depois da Peste Negra, numa altura em que a França se encontrava num vazio de poder e à mercê das companhias livres, bandos de mercenários renegados que vagueavam pelo país. As elites acabaram por esmagar a revolta menos de um mês depois, matando no processo cerca de 20,000 homens, o que viria a contribuir para o agravamento das condições demográficas do país.
Durante gerações, a nobreza viveu receosa que tais episódios voltassem a acontecer. No entanto, na memória popular, a Jacquerie é vista como uma série de massacres feitos pelos camponeses contra a nobreza. Na realidade, porém, os servos rebeldes estavam mais preocupados com a pilhagem, a comida e a bebida dos castelos do que com a morte dos seus ocupantes.
Ressentidos contra a falta de protecção e desencantados com o estatuto do nobre depois das derrotas humilhantes de Crécy e Poitiers, os camponeses revoltaram-se contra a classe dominante. A rebelião começou a 28 de Maio de 1358 na aldeia de St.Leu-sur-Oise, depois de uma reunião de camponeses. Os ânimos exaltaram-se, a indignação contra a classe nobre subiu de tom e os homens reuniram as armas que podiam e invadiram a casa do senhor local. A família foi assassinada e a propriedade incendiada. A violência propagou-se às aldeias vizinhas e dias depois o motim era generalizado, envolvendo milhares de camponeses em fúria. O cronista Jean Froissart registou mais de 150 propriedades destruídas nas regiões de Coucy, Soissons, Amiens e Laon, sem que houvesse intervenção contrária aos camponeses. Em vez de reagir, os senhores locais fugiram para as cidades próximas com as famílias, abandonando as suas casas e bens à pilhagem. O clero foi também afectado e alguns mosteiros e igrejas queimados.
No meio da anarquia que caracterizava o movimento, surgiu Guillaume Cale, um homem da Picardia com carisma e capacidade de liderança suficiente para influenciar os seus pares. Cale organizou um conselho e procurou estabelecer uma hierarquia militar nas hordas de camponeses, organizando logística e batalhões militares.
A 9 de Junho, a horda de camponeses de cerca de 9000 homens dirigiu-se para a cidade de Meaux onde se encontrava a família real, incluindo o Delfim e a mulher Joana de Bourbon, as filhas do casal e inúmeras senhoras nobres que haviam procurado protecção junto do regente. Os dois líderes da cidade juraram “defender a honra” das damas presentes mas não conseguíram oferecer resistência à ocupação da cidade pelos camponeses. A situação tornava-se mais desesperadora a cada dia e nem Cale tinha controlo sobre os seus homens.
É nesta altura que surgem o Captal de Buch e Gastão Febo, Conde de Foix, dois cavaleiros regressados de uma campanha na Prússia. Buch e Foix entraram na cidade com 120 homens e ocuparam a ponte que conduzia à cidadela. A horda de camponeses tentou forçar a entrada, mas a ponte impedia que fizessem uso da sua enorme superioridade numérica. O resultado foi a morte de centenas de Jacques e um dia de glória para os cavaleiros defensores. O evento motivou ainda o início de uma resposta da nobreza contra a Jacquerie.
Entretanto no Norte, os Jacques foram dominados pelo exército comandado por Enguerrand VII, Senhor de Coucy. A 24 de Junho mais de 20,000 camponeses haviam sido mortos e a região estava devastada.
Consequências
Depois da peste, fome e banditismo que tinham assolado a região, o principal tributo da repressão da Jacquerie foi em termos demográficos. Os campos férteis do Norte de França perderam ainda mais mãos para os trabalhar, o que resultou em mais fome e pobreza. A classe camponesa não foi a única afectada, pois sem homens para trabalhar as suas terras os próprios nobres acabariam por perder muito do seu rendimento. Em Paris, a liderança de Etienne Marcel ficou seriamente comprometida pelo seu apoio à revolta, tendo sido assassinado meses depois.
O Papa João II
O Papa João II, que reinou de 533 a 535, chamava-se Mercúrio.
Não se sabe a data do seu nascimento, embora se saiba que tenha morrido a 27 de Maio de 535. conseguiu obter da parte de Alarico, Rei dos Ostrodogodos, um decreto contra as simonia. Além disso, através dos seus esforços, foi regulamentada a eleição dos papas. Em 534, sob a sua direcção, foi aprovada uma confissão de fé escrita, nos dias do Imperador Justiniano, do Império Romano do Oriente. Segundo diz a lenda, o Papa João II era uma mulher que se disfarçou de homem para retirar os poderes do imperador Caius Lucius.
Operação Dynamo

A Operação Dynamo, na Segunda Guerra Mundial, foi o nome dado à evacuação de 27 de Maio a 4 de Junho, 1940, das tropas britânicas de Dunquerque, França.






