Francisco da Costa Gomes, nascido em Chaves no dia 30 de Junho de 1914, foi um militar e político português, sendo o 16º Presidente da República Portuguesa, o segundo após o 25 de Abril de 1974.

Costa Gomes estudou no Colégio Militar em Lisboa, tendo um aproveitamento excelente, em relação aos seus colegas de curso. Anos mais tarde, esteve envolvido na intentona militar de Abril de 1961, liderada pelo general Botelho Moniz, então ministro da Defesa.

Em 1970, exerceu as funções de comandante da Região Militar de Angola, onde procedeu à remodelação do comando-chefe, sendo o primeiro impulsionador da ideia de entendimento militar com a UNITA, contra o MPLA e a FNLA.

A 12 de Setembro de 1972, é chamado para exercer o cargo de chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, em substituição do general Venâncio Deslandes. No entanto, viria a ser exonerado em Março de 1974, pouco antes do 25 de Abril, por se ter recusado a prestar lealdade numa cerimónia pública ao governo Caetano.

Após o 25 de Abril, foi um dos sete militares que compunham a Junta de Salvação Nacional. Entre o dia 25 de Abril e 30 de Setembro de 1974, foi a segunda figura do Estado português, logo abaixo de António de Spínola, exercendo as funções de chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.

Costa Gomes assumiu a Presidência da República por nomeação da Junta de Salvação Nacional, devido à renúncia de Spínola, no dia 30 de Setembro de 1974. Ocupou o cargo de Presidente da República até 27 de Junho de 1976, altura em que as primeiras eleições livres para a escolha do Chefe de Estado em Portugal ditaram a escolha do general Ramalho Eanes para lhe suceder à frente dos destinos do País.

A 31 de Julho de 2001, Costa Gomes morreu no Hospital Militar de Lisboa.

Francisco da Costa Gomes