Exmos. Leitores do Diário Universal,

Existe uma pequena correcção a ser feita no Inquérito que esteve activo até este momento. Uma discripancia histórica estava a induzir em erro e mal informar os nossos estimados leitores. Um dos nossos visitantes, o Exmo. João Pedro Francisco, de Coimbra, detectou a falha e enviou o seguinte e-mail:

Boa noite:

Escrevo este mail na sequência de ter lido as opções da última sondagem do seu site “Quem foi o primeiro Imperador de Roma?”.

De acordo com o que aprendi, o título “Imperador” refere-se a um cargo das chefias militares. Contudo, é comum confundir-se o título de Imperador e de Príncipe. Com efeito, o “Principado” é o regime político em que o “Príncipe” – assim chamado por ser o primeiro entre os cidadãos – detém amplos poderes governativos.

Caio Júlio César auto proclamou-se “Ditador Vitalício”: uma primeira tentativa de concentração de poder. E, por isso, foi morto no Senado. Contudo, só “A partir de Augusto, o príncipe é o primeiro dos senadores dotado do “imperium” [penso que falta aqui uma vírgula que não consta no livro original] do poder consular, do tribunício e do pontificado máximo” – Borges, Emília Salvado et all – História 10, 1º Volume.
De facto, “Na origem, “imperator” designa o general-chefe aclamado pelos soldados, que nele saúdam o poder divinal gerador de vitória.” – P. Grimal.

Portanto, das 3 respostas apresentadas – Júlio César, Nero e Tibério – nenhuma está correcta.
Penso que a resposta que o autor pretende será “Júlio César”. Contudo, como já referi, este não terá sido Imperador (foi chefe militar e, por isso imperador, mas sem a componente política do principado), mas sim Ditador Vitalício.
O primeiro Imperador foi, de facto, Octávio César Augusto – Octávio (nome da pessoa), César (filho de Júlio César) e Augusto (cargo religioso de pontífice máximo).

Desde já agradeço a sua participação e o envio deste e-mail, bem como a sua atenção ao Diário Universal.

O Inquérito ao Império