José SaramagoJosé de Sousa Saramago, nascido em 16 de Novembro de 1922, entrou para a História enquanto um dos mais conceituados escritores da Língua Portuguesa, e o único Nobel da Literatura luso.

Oriundo de uma família rural, de Azinhaga (Ribatejo), ainda em criança mudou-se para Lisboa.

Abandonou o ensino secundário por questões económicas, tendo exercido diversas profissões ao longo da vida, como serralheiro mecânico, funcionário público e desenhador.

Porém, foi como jornalista e escritor que Saramago mais se destacou. Publicou o seu primeiro livro em 1947, um romance intitulado Terra do Pecado. Em simultâneo, trabalhava numa editora, enquanto Director Literário.

Em 1972, entrou para o Diário de Lisboa, onde ocupou funções enquanto comentador político e coordenador do suplemento cultural. Em 1975, tornou-se Director-Adjunto do Diário de Notícias, função que abandonou em Novembro desse ano, por questões políticas.

Após 1976, dedicou-se inteiramente à literatura, enquanto autor e tradutor. Ajudou a fundar a Direcção da Associação Portuguesa de Escritores, tendo também ocupado o cargo de Presidente da Assembleia-Geral da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), entre 1985 e 1994.

Casou com Pilar del Río em 1988, dividindo o seu tempo entre Lisboa e Lanzarote (Canárias – Espanha), onde veio a falecer.

Em 1998, obteve a mais conceituada distinção da sua área: foi-lhe atribuído o Prémio Nobel de Literatura. Também ganhou o Prémio Camões, o mais importante Prémio Literário da Língua Portuguesa.

Conhecido pelo seu ateísmo e iberismo, adorado por uns, respeitado por todos, Saramago desaparecia a 18 de Junho de 2010.

José de Sousa Saramago