Artur Ivens Ferraz nasceu em Lisboa no dia 1 de Dezembro de 1870 e faleceu a 16 de Janeiro de 1933. Artur foi um importante General do Exército Português, tendo sido também várias vezes ministro e Presidente do Conselho de Ministros de um dos governos da Ditadura Nacional que se seguiu ao golpe militar de 28 de Maio de 1926.

Ferraz fez os estudos preparatórios na Escola Politécnica, tendo ingressado mais tarde na Escola do Exército, onde fez o curso de Artilharia. Posteriormente fez o curso do Estado-Maior, sendo depois nomeado professor na Escola do Exército. Em 1904, foi chefe da missão portuguesa que auxiliou as manobras do exército britânico. Na Grande Guerra, em França, foi designado chefe da missão de ligação com o exército britânico. Após o Armistício, Ferraz representou Portugal na Conferência do Desarmamento da Sociedade das Nações.

Entre 1919 e 1922 foi adido militar em Londres. Exerceu também as funções de chefe do gabinete do Alto Comissário em Moçambique e de Governador daquela colónia. Já em 1927, foi ministro do comércio e depois ministro das colónias e das finanças. No período compreendido entre 8 de Julho de 1929 e 21 de Janeiro de 1930, Artur Ferraz chegou a Presidente do Conselho de Ministros, acumulando interinamente diversas pastas, como a da educação, dos negócios estrangeiros, das colónias e finanças.

Desde a Administrador Geral do Exército a Chefe do Estado-Maior do Exército, Artur Ferraz manteve sempre uma forte ligação às Forças Armadas, exercendo uma forte influência para com o governo. Devido aos seus grandes feitos e governação, foi condecorado com a Grã-Cruz de Avis, o colar da Torre e Espada, a Grã-Cruz de Leopoldo da Bélgica, o colar de Santiago, a Grã-Cruz de Carlos II de Espanha, a Grã-Cruz de Gregório Magno, a Grã-Cruz do Pontifícia e a medalha de Serviços Distintos do Reino Unido.

Artur Ivens Ferraz