Quem não se lembra ou já ouviu falar do Cardeal Cerejeira? O Diário Universal já lembrou o Cardeal Cerejeira, em 2006, na data do seu nascimento, no entanto voltamos a relembrar. Dom Manuel Gonçalves Cerejeira nasceu em  Vila Nova de Famalicão no dia 29 de Novembro de 1888, tendo-se tornado o 14º Cardeal Patriarca de Lisboa, nomeado no dia 18 de Novembro de 1929. Antes disso, fora eleito Arcebispo de Mitilene em 1928, e elevado ao Cardinalato a 16 de Dezembro de 1929, pelo Papa Pio XI, com o título de São Marcelino e São Pedro.

Dom Cerejeira foi diplomado em Teologia e em Ciências Histórico-Geográficas pela Universidade de Coimbra, onde também leccionou de 1919 a 1928, com o grau de Doutor em Ciências Históricas e Sociais. Mais tarde, foi o Patriarca que dirigiu a Igreja Católica Portuguesa durante o Estado Novo. Porém, o que torna o Cardeal Cerejeira também notório era a sua relação com Salazar, amigos intímos desde as alturas de Coimbra, onde ambos estudaram. Cerejeira procurou salvaguardar e restaurar os privilégios que o Catolicismo perdera durante a Primeira Repúblcia, tendo resultado desses esforços a Concordata entre o Estado e a Santa Sé de 1940.

Dom Manuel Cerejeira participou nos Conclaves que elegeram os Papas Pio XII em 1939, João XXIII em 1958 e Paulo VI em 1963, bem como no Concílio Vaticano II, que ocorreu de 1962 a 1965. A sua mais notória obra, ainda hoje bastante importante, foi a fundação da Universidade Católica Portuguesa, que ainda hoje é das mais conceituadas do País. Porém, já idoso e doente, Cerejeira resignou ao governo do Patriarcado no dia 10 de Maio de 1971, sendo substituído por D. António Ribeiro. Mais tarde, faleceu em Lisboa no dia 31 de Agosto de 1977.

Cardeal Cerejeira