Aconteceu no dia 1 de Dezembro de 1640, a revolta que deu origem à Restauração da Independência, lutando contra a tentativa de anulação da independência do Reino de Portugal por parte da Dinastia Filipina de Espanha, e que vem a culminar com a instauração da Dinastia Portuguesa da casa de Bragança.

Sob o poder de Filipe III, o desrespeito pelo juramento de Tomar, assinado em 1581, tinha atingido um grau intolerável devido à nomeação de nobres espanhóis para lugares de chefia militar em Portugal, usando tropas portuguesas para a guerra da Catalunha, aumentando vários impostos em Portugal sem a aprovação das Cortes nacionais e a crescente perda de soberania nas colónias, entre outras questões chave para Portugal.

A 12 de Outubro, em casa de D. Antão de Almada, reuniram-se D. Miguel de Almeida, Francisco de Melo e o seu irmão Jorge de Melo, Pedro de Mendonça Furtado, António de Saldanha e João Pinto Ribeiro. Desta reunião ficou acordado convocar o Duque de Bragança, Dom João, para assumir os destinos do País e restaurar a Independência face a Espanha. No dia 1 de Dezembro de 1640, eclodiu por fim em Lisboa a revolta, imediatamente apoiada por muitas comunidades urbanas e concelhos rurais de todo o país, levando à instauração da Casa de Bragança no trono de Portugal.

A Restauração da Soberania