Arquivo de Julho, 2009

Francisco da Costa Gomes

Marechal Francisco da Costa Gomes

Marechal Francisco da Costa Gomes

Francisco da Costa Gomes nasceu na cidade de Chaves a 30 de Junho de 1914, tendo sido um militar e político português, ocupando o cargo de 15º Presidente da República Portuguesa, o segundo depois do 25 de Abril de 1974.

Costa Gomes estudou no Colégio Militar em Lisboa e na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, onde se licenciou em Matemática. Mais tarde, enquanto Subsecretário de Estado do Exército, esteve envolvido na intentona militar de Abril de 1961, liderada pelo general Botelho Moniz, então Ministro da Defesa. Em 1970, Costa Gomes exerceu as funções de Comandante da Região Militar de Angola, onde procedeu à remodelação do Comando-chefe e foi o primeiro impulsionador da ideia de entendimento militar com a UNITA contra o MPLA e a FNLA, ideia que veio a gerar conflitos com a Metrópole.

No dia 12 de Setembro de 1972, é chamado para exercer o cargo de Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, em substituição do general Venâncio Deslandes. No entanto, viria a ser exonerado em Março de 1974, pouco antes do 25 de Abril, por se ter recusado a prestar lealdade numa cerimónia pública ao Governo de Marcello Caetano.

Após o 25 de Abril, Francisco Costa Gomes foi um dos sete militares que compunham a Junta de Salvação Nacional. Entre o dia 25 de Abril e 30 de Setembro de 1974, foi a segunda figura do Estado português, logo abaixo de António de Spínola, exercendo as funções de chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, tendo assumido a Presidência da República por nomeação da Junta de Salvação Nacional, devido à renúncia de Spínola a 30 de Setembro de 1974.

Ocupou o cargo de Presidente da República até 27 de Junho de 1976, altura em que as primeiras eleições livres para a escolha do Chefe de Estado em Portugal ditaram a escolha do General Ramalho Eanes para lhe suceder à frente dos destinos do País. Em 1982 foi elevado à dignidade de Marechal, posto honorífico. A 31 de Julho de 2001, Costa Gomes morreu no Hospital Militar de Lisboa.

Otto von Bismarck

O Chanceler Bismarck

O Chanceler Bismarck

Otto Leopold Eduard von Bismarck-Schönhausen nasceu em Schönhausen no dia 1 de Abril de 1815, tornando-se famoso por, enquanto Primeiro-ministro do Reino da Prússia, ter unificado a Alemanha, depois de uma série de guerras, tornando-se o primeiro Chanceler do Império Alemão. A política de Bismarck ficou marcada pelo nacionalismo e pelo militarismo. As guerras com a Dinamarca e depois com a França asseguraram a unificação da Alemanha em torno de um regime militarista.

Depois de estudar Direito nas Universidades de Göttingen e de Berlim, Bismarck trabalhou como administrador judicial em Aachen. Em 1847, conquistou um lugar como Deputado no Landtag da Prússia. Após exercer este cargo, Otto foi embaixador em São Petersburgo e Paris, onde conheceu o imperador Napoleão III.  Em 1864, enquanto Primeiro-Ministro do Reino da Prússia, Bismarck levou a Prússia a uma guerra vitoriosa contra a Dinamarca pela posse do Schleswig-Holstein, tendo conquistado este território.

Em termos de política externa, a sua actividade centrou-se na criação de um complexo sistema de alianças, destinado a conseguir o isolamento internacional da França e a realçar o papel da Alemanha. Em 1890, o seu poder começou a declinar em virtude de crescentes divergências com o novo Kaiser, o Guilherme II, que levaram o Chanceler Bismarck a demitir-se do cargo a 18 de Março.

Na última etapa da vida, afastado da política, Otto von Bismarck dedicou-se à redação das suas Memórias, que foram publicadas, tendo grande sucesso após a sua morte. Bismarck faleceu pacificamente na sua cama na manhã de 30 de Julho de 1898, em Friedrichsruh, perto de Hamburgo.

O Desctructor

O Navio da Armada Espanhola

O Navio da Armada Espanhola

O Desctructor foi um navio do século XIX, lançado ao mar no dia 29 de Julho de 1886 pela Armada Espanhola, idealizado pelo marinheiro Fernando Villaamil e que serviu de modelo para todas as Marinhas do mundo. Este tipo de navio foi mais tarde adaptado e transformado nos famosos Destroyers usados nas Armadas de todos os países modernos, com a função de Contratorpedeiros.

Colisão Contra o Empire State Building

Empire State Building após o embate

Empire State Building após o embate

Na manhã de 28 de Julho de 1945, a cidade de Nova Iorque estava coberta por um denso manto de nevoeiro, reduzindo a visibilidade a quase nula. Nessa manhã, o Tenente-Coronel William Smith estava de serviço aos comandos de um Bombardeiro Pesado B-25, com destino a Newark.

Devido ao grande nevoeiro, Smith decidiu pedir informações de navegação ao aeroporto de LaGuardia, que o informou que deveria aterrar devido ao nevoeiro. Porém, com a devida autorização das Chefias Militares, William Smith continuou com a rota devida.

Sem qualquer indicio que tal iria acontecer, às 9:45 horas desse Sábado, o bombardeiro embateu contra o 75º andar da Torre do Empire State Building, causando vários feridos e mortos, pois durante a Segunda Guerra Mundial, várias empresas começaram a trabalhar 6 dias por semana, incluindo o Sábado, tornando este acidente mais trágico.

Momentos antes do embate contra o edifício, a última transmissão foi: “De onde eu estou, nem consigo ver o topo do Empire State Building”.

PSP e a Lei

Esta imagem retrata uma viatura da Polícia de Segurança Pública da Esquadra de Almada, estacionada num lugar reservado a deficientes. Quem tirou a fotografia? Um cidadão deficiente motor que não conseguiu lugar.

Viatura da PSP

E viva Almada!

Cortejo de Salazar no Vimieiro

Cortejo Fúnebre de Salazar - Santa Comba Dão

Cortejo Fúnebre de Salazar - Santa Comba Dão

António de Oliveira Salazar – 39º Aniversário da sua Morte

António de Oliveira Salazar em 1957

António de Oliveira Salazar em 1957

António de Oliveira Salazar, nascido no Vimieiro, concelho de Santa Comba Dão, no dia 28 de Abril de 1889 foi Presidente do Conselho de Ministros de Portugal de 1931 a 1968, tendo antes sido professor catedrático da Universidade de Coimbra.

Salazar começou a sua carreira política enquanto deputado ao Parlamento, tendo-o sido apenas por dia. Quando Salazar participou no Plenário de Abertura, notou que a Assembleia da República não funcionava nem conseguia ultrapassar as querelas políticas da época, de modo a servir o País, tendo-se demitido e voltado para a Universidade de Coimbra, para leccionar.

Mais tarde, após o golpe militar de 28 de Maio de 1926, as Finanças Públicas de Portugal, desgastadas ainda dos prejuízos da Primeira Guerra Mundial e pelas sucessivas quedas dos governos efémeros da Primeira República, estavam quase no ponto zero. Salazar foi então chamado à capital para ser Ministro das Finanças, cargo que ocupou novamente por apenas dias, visto o regime militar da altura não ter aceite seguir as condições de Oliveira Salazar, respeitante aos orçamentos. Só à beira do desespero financeiro e social é que o regime militar aceita as condições de Salazar, permitindo-o proceder a um saneamento financeiro de grande sucesso. Devido ao sucesso das suas políticas, foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros.

Instituidor do Estado Novo, através da Nova Constituição de 1933, e da sua organização política, a União Nacional, Salazar dirigiu os destinos de Portugal, como Presidente do Conselho de Ministros, entre 1932 e 1968, continuando com uma política de controlo de gastos, permitindo a Portugal ter um saldo positivo na sua balança comercial e financeira (em termos simples, ganhava-se mais do que se gastada, em termos do Estado e as suas receitas fiscais), pela primeira e única vez na longa história do País.

Apoiando-se na doutrina social da Igreja Católica, Salazar orientou o País para um corporativismo de Estado autoritário, com uma linha de acção económica nacionalista. Este nacionalismo económico levou-o a tomar medidas de proteccionismo e isolacionismo de natureza fiscal, tarifária, alfandegária, para Portugal e as colónias, que tiveram grande impacto sobretudo até aos anos 60, altura que Portugal começou a abrir-se ao exterior devido a pressões da ONU, aliados e devido às crescentes questões coloniais.

O princípio do fim de Salazar começou a 3 de Agosto de 1968, no Forte de Santo António, no Estoril, onde aconteceu a famosa queda de uma cadeira de lona, deixada em segredo primeiro, acabou por ditar o seu afastamento do Governo. Porém ainda hoje vários historiadores põe em causa se este episódio realmente aconteceu.

Américo Tomás, então Presidente da República chamou, a 27 de Setembro de 1968, Marcello Caetano para substituir Salazar. Até morrer, em 1970, continuou a receber visitas como se fosse ainda Presidente do Conselho, tendo vindo a falecer no dia 27 de Julho de 1970, na cidade de Lisboa. O seu funeral foi presenciado por milhares de portugueses, que se deslocaram de todo o País.

Nota do Autor: Esta publicação de forma alguma é uma homenagem a um regime autoritário como foi o Salazarismo (e não Fascismo, como popularmente se apelidou), mas sim a explicação histórica de uma efemeridade temporal, o 39º Aniversário da morte de Salazar. A História, seja boa ou má, não deve ser esquecida e reprimida, mas sim relembrada de forma imparcial e realista, de forma a ser estudada.

Libéria – A Primeira Independência Africana

A 26 de Julho de 1847 a Libéria declarou a sua independência, assumindo a forma de uma República Presidencial, cuja Constituição foi decalcada a partir da Constituição dos Estados Unidos da América. Joseph Jenkins Roberts foi o primeiro Presidente deste país africano, exercendo funções até 1856. O reconhecimento da independência da Libéria pelos países mais importantes da época ocorreu entre 1848 e 1862, respectivamente pela Grã-Bretanha, França e Estados Unidos.

Localização da Libéria - África

Localização da Libéria - África

Este país tem a sua humilde origem a partir de várias gerações de escravos negros libertados dos EUA, quando começaram os movimentos de libertação e anti-escravatura. Hoje é um país que ainda se depara com alguns poblemas de segurança interna, que tenta ultrapassar, apesar da sua débil economia.

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