Foi neste dia de Novembro, no decorrer do ano de 1717, que tem início a construção do Palácio Nacional de Mafra, constituído actualmente por um Palácio e um Mosteiro Monumental, do estilo Barroco.

Este impressionante monumento, construído inicialmente como um pequeno convento para 13 frades, rapidamente deu lugar ao Real Convento de Mafra, com sucessivos alargamentos.

Após o fim dos trabalhos, os edifícios finais ocupavam uma área de cerca de 40.000 m2, com todas as dependências e pertences necessários à vida quotidiana de 300 frades da Ordem de S. Francisco.

Esta obra foi fomentada pelo Rei D. João V de Portugal, cumprindo uma promessa que fizera aos monges: se a Rainha D. Maria Ana de Áustria lhe desse descendência, construiria um novo e grande Mosteiro para o Clero.

Alguns acreditam que os Franciscanos já suspeitavam da gravidez da Rainha, aproveitando-se do desespero do Rei, à procura de descendência, para obterem um novo e imponente mosteiro.

Gravura de 1853, do Palácio Nacional de Mafra
Gravura de 1853, do Palácio Nacional de Mafra

Classificado como Monumento Nacional em 1910, foi um dos finalistas para uma das Sete Maravilhas de Portugal, que se realizou a 7 de Julho de 2007.

Hoje em dia muitos são os seus mitos: desde túneis secretos que levam ate à Ericeira, a ratazanas gigantes que vivem nos esgotos onde. Até agora, não passam de mitos.

Memorial do ConventoComemorando o 265 anos do início da construção do Palácio, José Saramago lançava, em 1982, a primeira edição da sua famosa obra O Memorial do Convento. Nesta obra, Saramago retrata a personalidade do Rei D. João V e também de um operário que participou na construção do Mosteiro, chamado Baltasar, e do seu grande amor por Blimunda, uma mulher dotada do estranho poder de ver o interior dos Homens.

A história retrata também o famoso Padre Bartolomeu de Gusmão, a quem se deve a invenção da Passarola, um arcaico planador.

O Mosteiro de Mafra e o Memorial do Convento