A Amazon lançou o Kindle 2, equipamento electrónico de leitura de E-Book’s (já falado aqui). Porém, a grande novidade neste dispositivo é a tecnologia inovadora nele aplicada, no que toca ao método de leitura. Ao contrário dos equipamentos convencionais, o Kindle 2 usa a E-Ink, tinta electrónica.

A Grande Diferença – E-Ink

Ao contrário do seu antecessor, o Kindle 2 usa uma tecnologia especial que imita a tipografia no papel, em vez de Cristais ou LED. Apesar de ser um grande avanço tecnológico, o seu funcionamento é bastante simples: os milhares de micro cápsulas, mais finas que um cabelo humano, que constituem o leitor são constituídas por partículas brancas, de carga eléctrica positiva, e partículas negras, estas de carga negativa, ambas suspensas num determinado líquido condutor, assentes numa fina folha de plástico, que imita uma folha de papel regular.

Processo de formação da E-Ink

Conforme o que deve aparecer no ecrã, o leitor envia pequenas cargas eléctricas com “instruções” às partículas, para se moverem para cima ou para baixo, criando assim as imagens no leitor, permitindo visualizar os conteúdos.

Outra vantagem deste tipo de equipamento é o seu baixo consumo de energia. Porém, esta vantagem de consumo de energia pode-se revelar uma desvantagem. Este baixo consumo só é possível pois o ecrã não é iluminado por nenhum LED ou equipamento similar, sendo apenas possível ler E-Books com a luz natural, demonstrando mais uma vez as similaridades entre um livro normal e o Kindle 2.

E-Ink – De onde vem e para onde vai?

A companhia que inventou esta tecnologia foi fundada em 1997, baseada na pesquisa feita no MIT Media Lab, em Cambridge, sendo hoje a principal constructora de papel electrónico, ou em inglês electronic paper display (EPD). Numa combinação de Química, Física e Electrónica, a E-Ink Corporation cria há mais de dez anos várias aplicações EPD, para as grandes companhias a que estamos habituados, como a Amazon, Sony e a Motorola.

Este artigo foi também publicado no Diário 2, pelo mesmo autor.

O Kindle e a Tinta Electrónica