Arquivo de Dezembro, 2009

Tratados Torrijos-Carter

Tratados Torrijos-Carter

Os Tratados Torrijos-Carter são dois documentos assinados entre os Estados Unidos da América e o Panamá, celebrados em Washington, District of Columbia, no dia 7 de Setembro de 1977, anulando o Tratado Hay-Bunau-Varilla assinado em 1903. Esses dois tratados garantiam ao Panamá o controlo total do Canal do Panamá, que estavam sob tutela dos Estados Unidos, a partir do dia 31 de Dezembro de 1999.

Estes documentos receberam os nomes dos seus principais diplomatas e signatários, o Presidente Jimmy Carter e o Presidente do Panamá, Omar Torrijos. Porém, Torrijos não fora eleito democraticamente, tendo tomado o poder através de um Golpe de Estado em 1968, mas considera-se, em geral, que teve um grande apoio no Panamá para a assinatura desses tratados, devido ao factor de unidade nacional em defesa do seu território nacional.
Carter e Torrijos
O primeiro tratado é chamado oficialmente de The Treaty Concerning the Permanent Neutrality and Operation of the Panama Canal, normalmente referido como the Neutrality Treaty. Neste documento, os EUA mantêm o direito permanente de defender o canal de qualquer ameaça que possa interferir com seu serviço neutro continental a navios de todos os países.

O segundo tratado é chamado de The Panama Canal Treaty, garantindo que, depois do ano 2000, o Panamá assumiria o controlo total das operações do canal e tornar-se-ia o primeiro responsável pela sua defesa e manutenção. Ainda hoje o Panamá se mantém em controlo das operações administrativas do respectivo Canal, estando a proceder a operações de aumento dos canais, para possibilitar a passagem dos novos modelos de navios de grande porte.

Compra Gadsden

Compra Gadsden

A Compra Gadsden constituiu-se pela aquisição ao México, por parte dos Estados Unidos da América, de territórios com uma área total de aproximadamente 77 770 km2, actualmente situados no sul dos Estados Norte-americanos do Arizona e Novo México, incluindo territórios a norte do Rio Gila e a oeste do Rio Grande.

Após o final da Guerra Mexicano-Americana de 1848 ainda existiam várias disputas fronteiriças entre os Estados Unidos e o México, sendo que o território que hoje constitui o sul dos estados do Arizona e Novo México fazia parte de uma proposta para a construção de uma linha de caminho de ferro transcontinental. O então Secretário-de-Guerra americano, Jefferson Davis, convenceu o Presidente Franklin Pierce a enviar James Gadsden, que tinha interesses pessoais nesta rota de caminho de ferro, para negociar com o México a compra destes territórios.

Segundo o acordo estabelecido e assinado no dia 30 de Dezembro de 1853, também conhecido como o Tratado de La Mesilla, entre James Gadsden e o Presidente mexicano Antonio López de Santa Anna, os Estados Unidos pagaram ao México 10 milhões de dólares, equivalentes a 233 milhões de dólares de 2004, em troca da cedência territorial mexicana.

Thomas Becket

Thomas Becket

Representação do assassinato de Thomas Becket, dentro da CatedralDos primeiros anos de vida de Thomas Becket sabe-se pouco, apenas que nasceu no ano de 1118 e que se juntou à vida religiosa bem cedo, por vontade e necessidade da família, tendo-se tornado Arcebispo de Cantuária entre 1162 a 1170. Hoje em dia é venerado como Santo e Mártir pela Igreja Católica e pela Igreja Anglicana, algo raro existir uma concordância entre ambas as Igrejas. Becket viu-se envolvido num conflito com o Rei Henrique II da Inglaterra pelos direitos e privilégios da Igreja, tendo sido assassinado por seguidores do rei na Catedral de Cantuária.

A maioria dos historiadores parece concordar que o rei não pretendia realmente o assassinato de Becket, apesar das suas duras palavras e críticas ao modo de actuação do sacerdote. No entanto, quatro dos cavaleiros presentes terão interpretado isto como uma ordem. No dia 29 de Dezembro de 1170, os cavaleiros entraram na Catedral e assassinaram Becket, segundo alguns nos degraus do altar, quando os monges cantavam as vésperas. Existem vários relatos contemporâneos do acto, em particular um de Edward Grim, um visitante da Catedral que teria também sido ferido no ataque.

Depois do assassinato, descobriu-se que Becket usava um cilício (uma camisa de tecido grosso e desconfortável) por baixo das suas vestes de Arcebispo. Devido a esta descoberta, por se demonstrar devoto à sua causa e à Igreja, em pouco tempo, fiéis por toda a Europa começaram a venerar Thomas Becket como um mártir, e, em 1173, cerca de três anos após a sua morte, foi canonizado pelo Papa Alexandre III na Igreja de São Pedro, em Segni.

No dia 12 de Julho de 1174, durante a revolta dos seus três filhos Henrique, o Jovem, Ricardo, futuro Coração de Leão e Geoffrey Plantageneta, Henrique II da Inglaterra fez penitência pública junto ao túmulo de Becket, que se tornou num dos mais populares locais de peregrinação da Inglaterra até à sua destruição durante a Dissolução dos Mosteiros ocorrida entre 1538 e 1541.

Só em 1220 é que os restos mortais de Thomas Becket foram transladados para um relicário na recentemente concluída Capela da Trindade, em Cambridge. O pavimento deste está hoje em dia assinalado com uma vela acesa. Os arcebispos actuais celebram a Eucaristia neste local para lembrar o martírio e a transladação.

Serpa Pinto

Serpa Pinto

Fotografia de época de Serpa PintoAlexandre Alberto da Rocha de Serpa Pinto nasceu a 20 de Abril de 1846 na cidade de Lisboa, tornando-se num famoso explorador e num brilhante Administrador colonial português.

Nascido na freguesia de Tendais, no Concelho de Cinfães, Serpa Pinto ingressou no Colégio Militar com apenas 10 anos e aos 17 já era um aluno Comandante de Batalhão, demonstrando a sua capacidade de liderança e de destreza militar. Alexandre viajou pela primeira vez até África em 1869, numa expedição ao rio Zambeze, integrando uma coluna de quase mercenários, cujo objectivo era o de enfrentar as milícias do Bonga. Porém Serpa Pinto integrava a coluna como técnico, avaliando a rede hidrográfica e a topografia local. Mais tarde, em 1877, explorou a zona entre a costa oeste de Angola e a costa leste de Moçambique, liderando uma expedição que partiu de Benguela, em Angola. A expedição terminou em 1879, tendo atravessado as bacias do rio Congo e do Zambeze, Angola e partes das actuais Zâmbia, Zimbabwe e África do Sul.

A expedição de Serpa Pinto tinha como objectivo fazer o reconhecimento do território e efectuar o mapeamento do interior do continente africano, para demarcar a zona que Portugal reclamaria para si através do famoso Mapa Cor-de-rosa, cujo foi obsoleto devido ao ultimato britânico de 1888. Em reconhecimento dos seus serviços prestados ao País, Serpa Pinto foi nomeado Cônsul-Geral para o Zanzibar em 1887 e Governador-Geral de Moçambique em 1889.

Tanto o Rei D. Luís I, como o seu filho Carlos I de Portugal, nomearam-no seu Ajudante de Campo e o segundo concedeu-lhe, em duas vidas, o título de Visconde de Serpa Pinto. A vila de Menongue, no sudeste de Angola, foi chamada Serpa Pinto até 1975 em alusão a este explorador. Ainda novo, já depois de ter servido Portugal de várias maneiras, desde explorador, a Deputado no Parlamento Nacional, a Governador das Províncias, as suas constantes viagens e aventuras pelo continente africano debilitaram a sua saúde, tendo vindo a a falecer no dia 28 de Dezembro de 1900.

Tratado de Methuen

Tratado de Methuen

O Tratado de Methuen, também referido como o Tratado dos Panos e Vinhos, foi um diploma assinado entre a Grã-Bretanha e Portugal no dia 27 de Dezembro de 1703, sendo negociado entre o Embaixador John Methuen, por parte da Rainha Ana da Grã-Bretanha, e D. Manuel Teles da Silva, o Marquês de Alegrete.

Pelos seus termos, os portugueses comprometeram-se a consumir apenas os têxteis britânicos e, em contrapartida, os britânicos adquiriam os vinhos de Portugal. Com três artigos, é o texto mais reduzido da história diplomática europeia:

I. Sua Majestade ElRey de Portugal promete tanto em Seu próprio Nome, como no de Seus Sucessores, de admitir para sempre daqui em diante no Reyno de Portugal os Panos de lã, e mais fábricas de lanifício de Inglaterra, como era costume até o tempo que forão proibidos pelas Leys, não obstante qualquer condição em contrário.

II. He estipulado que Sua Sagrada e Real Magestade Britanica, em seu proprio Nome e no de Seus Sucessores será obrigada para sempre daqui em diante, de admitir na Grã Bretanha os Vinhos do produto de Portugal, de sorte que em tempo algum (haja Paz ou Guerra entre os Reynos de Inglaterra e de França), não se poderá exigir de Direitos de Alfândega nestes Vinhos, ou debaixo de qualquer outro título, directa ou indirectamente, ou sejam transportados para Inglaterra em Pipas, Toneis ou qualquer outra vasilha que seja mais o que se costuma pedir para igual quantidade, ou de medida de Vinho de França, diminuindo ou abatendo uma terça parte do Doreito do costume. Porem, se em quaquer tempo esta dedução, ou abatimento de direitos, que será feito, como acima he declarado, for por algum modo infringido e prejudicado, Sua Sagrada Magestade Portugueza poderá, justa e legitimamente, proibir os Panos de lãa e todas as demais fabricas de lanificios de Inglaterra.

III. Os Exmos. Senhores Plenipotenciários prometem, e tomão sobre si, que seus Amos acima mencionados ratificarão este Tratado, e que dentro do termo de dous meses se passarão as Ratificações.

Super Bock Super Blog Awards

Super Bock Super Blog Awards

sbsbaA marca Super Bock dá novamente destaque ao mundo dos Blogues, com a 2ª Edição dos Super Bock Super Blog Awards, onde destacam e premeiam os melhores blogs de Portugal e de Angola, continuando as políticas de parceria com este País.

Na edição de 2009 podemos contar com novas categorias, adaptando esta iniciativa às mudanças da web, bem como um novo prémio para MicroBlog (por exemplo, o Twitter). Os blogs inscritos e nomeados nas diversas categorias serão votados pelos visitantes deste projecto de 24 de Fevereiro a 24 de Março, sendo que os cinco blogues finalistas serão analisados pelo Júri de 25 de Março a 5 de Abril de 2010. Os vencedores de cada categoria, receberão um prémio no valor de 75 euros.

O vencedor do Super Blog será escolhido pelo Júri de entre todos os vencedores das categorias temáticas, a quem será atribuído um prémio de 1.500€. O Júri irá também reconhecer o Blog Revelação e o Blog com o Melhor Design.

O segredo é manter um blogue bem actualizado e bem publicitado nas redes sociais.

Hathor

Hathor

Imagem de Hathor no Templo de DenderáHoje celebrava-se o dia de Hator, uma das Deusas mais veneradas do Egipto Antigo. Hathor personificava as Mulheres, bem como os Céus, Amor, Alegria, Vinho, Dança, Fertilidade e da Necrópole de Tebas, dizendo a tradição antiga que Hathor saia da Falésia de Tebas para receber os recém-mortos.

Hathor, ou Het-Heru, era associada a Ísis e a Bast, porém, esta Hathor mais conhecida é a reformulação de uma Hathor pré-dinástica, muito mais antiga, da qual pouco foi revelado e muito foi ocultado pela classe sacerdotal. O seu poder era tão grande que, mesmo com estas reformulações e confusões, em mais de uma dinastia, o Faraó era considerado filho de Hathor ou seu consorte.

Ministério da Fazenda

Ministério da Fazenda

O Ministério das Finanças e da Administração Pública tem como responsabilidade em Portugal a condução da política financeira do Estado, bem como a coordenação das políticas financeiras dos diversos subsectores do Sector Público Administrativo e a concepção, execução e avaliação da política referente à Administração Pública.

Imagem Institucional do Ministério das Finanças

Imagem Institucional do Ministério das Finanças

O Ministério das Finanças tem a sua origem nas tesourarias da Fazenda criadas no século XIV para gerirem os assuntos financeiros do Estado. A partir do final do século XVI, as tesourarias são substituídas pelo Conselho de Fazenda.

Porém, no dia 22 de Dezembro de 1761, foi criado oficialmente o Ministério da Fazenda, o Ministério mais antigo em funcionamento contínuo em Portugal, mas ainda denominado Departamento Central de Finanças do Estado. Só mais tarde, em 1801, é que se altera a sua denominação para Ministério da Fazenda.

Com a instauração da República em Portugal, cortando os laços com o passado monárquico, o Ministério muda o seu nome em 1910 para Ministério das Finanças. Desde então, o Ministério tem mantido quase sempre a mesma denominação, com excepção de alguns períodos limitados em que se chamou Ministério das Finanças e da Coordenação Económica (entre Março e Maio de 1974), Ministério da Coordenação Económica (entre Maio e Junho de 1974), Ministério das Finanças e do Plano (de 1980 a 1983) e Ministério das Finanças e Administração Pública (desde 2002 até aos dias de hoje).

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