Pinochet na década de 50Augusto José Ramón Pinochet Ugarte nasceu em Valparaíso, no dia 25 de Novembro de 1915 e faleceu hoje, no ano de 2006, em Santiago. Pinochet foi um ditador chileno, presidente do seu país de 1973 a 1990.

Nomeado a 1973 comandante do exército chileno, até então considerado um general leal e fora da política, acabou por chefiar a rebelião militar que tomou o poder através do golpe de estado de 11 de Setembro de 1973, bombardeando o palácio presidencial com aviões da força aérea, na expectativa de destruí-lo e matar todos os ministros, derrubando assim o presidente Salvador Allende. A 17 de Junho de 1974 assumiu formalmente o cargo de Presidente da República.

O Chile vivia na altura uma forte crise económica e social, devido ao grande fracasso das acções desenvolvidas durante o mandato de Salvador Allende, medidas socializante como a nacionalização de bancos, das minas de cobre e algumas grandes empresas, que provocaram uma enorme agitação social, que deu origem à sangrenta ditadura de Pinochet.

Já em 1978, assistiu-se a um dos anos mais críticos para o Governo de Pinochet, com os EUA a condenarem a politica totalitária e opressora do direitos civis chilenos.

Pinochet por volta do ano de 2000A ditadura, comandada pelo governo de Pinochet, permitiu o livre investimento de capital estrangeiro no país e um importante processo de liberalização económico, o que possibilitou um considerável crescimento económico da durante a década de 70. Contudo a crise económica de 1981 e as suas avultadas complicações, com elevadas taxas de desemprego e uma balança comercial deficitária, proporcionou uma crescente onda de contestação contra regime de Pinochet.

Isto abriu caminho para uma onda de protestos populares, contra a ditadura, que culminou com a campanha do “não” no referendo de 1988, que determinaria o “direito” de Pinochet concorrer a novo mandamento.

No dia 18 de Fevereiro de 1988 foi derrotado em referendo, que rejeitou o prolongamento da sua presidência. Em 1989, foram realizadas as primeiras eleições desde 1970, quando o General Pinochet entregou a presidência a Patricio Aylwin. Passou então a exercer as funções de senador vitalício no Congresso chileno, às quais renunciou em virtude dos problemas de saúde e das diversas acusações de violações aos direitos humanos.

Assim, Pinochet, que governou o país com mão de ferro por dezassete anos, perdeu o controlo quase absoluto, que detinha sobre as instituições chilenas, passando a temer eventuais investigações e processos judiciais que pudessem fazê-lo responder por crimes contra a Humanidade. Todavia, em Julho de 2001, apresentou um atestado de debilidade mental que o salvou de uma possível condenação.

Em 2004 Pinochet passou a ser acusado de manter contas secretas no exterior, a partir de investigações realizadas pelo Senado dos EUA, no Banco Riggs. Embora tenha deixado de responder a processos por violações a direitos humanos nos casos “Caravana da Morte” e “Operação Condor”, em virtude de sua frágil saúde, Pinochet continua a ser responsabilizado por organizações de defesa das vítimas, que o acusam de graves crimes cometidos durante a ditadura.

Pinochet em 1998Ainda que protegido pela imputabilidade, tal facto não impediu a continuação das investigações. Então, em Julho de 2006, a partir dos depoimentos do general reformado Manuel Contreras, ex-chefe da DINA, a Polícia Secreta do regime milita, e, até então, um dos mais fiéis subordinados do ex-ditador Augusto Pinochet, vieram ao de cima provas que o ditador ficara milionário a partir da fabricação de cocaína instaladas em edifícios do exército chileno. O tráfico controlado por Pinochet permitiu que o ditador e o seu filho juntassem grandes quantias de dinheiro, distribuídas em bancos ao redor do mundo.

Sofreu, dia 3 de Dezembro de 2006, um ataque cardíaco, tendo vindo a falecer  a dia 10 de Dezembro.

Augusto Pinochet – o Fim do Ditador