Arquivo de Janeiro, 2010

Comemorações do Centenário I

Comemorações do Centenário I

A cidade do Porto iniciou ontem as comemorações do Centenário da República com uma série de iniciativas que se prolongam este ano em todas as áreas da cultura e da sociedade portuguesas. Hoje acontece neste momento, que pode ser visto na RTP 1, a evocação da Revolta do 31 de Janeiro e o facto histórico, amanhã, do regicídio de D. Carlos e do Principe Herdeiro D. Luís Filipe, em 1908.

A Comissão Nacional de Comemorações do Centenário tem um vasto programa de eventos, cujo ponto alto será a 5 de Outubro.

Mais informações em: www.centenariorepublica.pt

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Damião Diogo de Góis

Damião Diogo de Góis

Damião Diogo Góis nasceu na vila de Alenquer a 2 de Fevereiro de 1502, ficando para a História por ter sido um importante historiador e humanista português e a figura-chave do Renascimento em Portugal. Filho do químico Rui Dias de Góis, valido do Duque de Aveiro e da sua quarta esposa Isabel Gomes de Limi, descendente de Nicolau de Limi, fidalgo flamengo que se estabeleceu em Portugal, Damião de Góis passou 10 anos da sua infância na corte de D. Manuel I. Em 1523 foi colocado por D. João III como Secretário da Feitoria Portuguesa em Antuérpia, devido à sua ascendência flamenga.

Damião efectuou várias missões diplomáticas e comerciais na Europa entre 1528 e 1531. Porém, em 1533 abandonou o serviço oficial do Governo português e dedicou-se exclusivamente aos seus propósitos de humanista. Tornou-se amigo íntimo do humanista holandês Desiderius Eramus, com quem convive em Basileia em 1534 e que o guiou nos seus estudos assim como nos seus escritos. Góis estudou em Pádua entre 1534 e 1538, onde foi contemporâneo dos humanistas italianos Pietro Bembo e Lazzaro Buonamico. Pouco tempo depois fixou-se em Lovaina por um período de seis anos.

Damião de Góis foi feito prisioneiro durante a invasão francesa da Flandres mas foi libertado pela intervenção de Dom João III que o trouxe para Portugal. Em 1548 foi nomeado Guarda-Mor dos Arquivos Reais da Torre do Tombo, e dez anos mais tarde foi escolhido pelo Cardeal D. Henrique para escrever a crónica oficial do Rei D. Manuel I, que foi completada em 1567.

No entanto, o seu trabalho histórico desagradou algumas famílias nobres, e em 1571 Damião de Góis foi preso pela Inquisição e sujeito a um processo criminal. Após ter sido considerado culpado, Damião Diogo de Góis foi transferido para o Mosteiro da Batalha, onde só foi libertado vários anos mais tarde. Após este contratempo, Góis mudou-se para a sua antiga casa em Alenquer, onde foi encontrado morto, possivelmente assassinado, no dia 30 de Janeiro de 1574. Encontra-se hoje sepultado na Igreja de Santa Maria da Várzea, em Alenquer.

A Bola

A Bola

A Bola é um jornal desportivo português, de âmbito nacional e com periodicidade diária. A sua primeira edição foi no dia 29 de Janeiro de em 1945, tendo sido fundado por Cândido de Oliveira, Ribeiro dos Reis e Vicente de Melo, publicando-se duas vezes por semana. Porém, em 1989 passou a quadrissemanário e só em 1995 é que passou a diário.

Apesar de o seu subtítulo ser “O jornal de todos os desportos”, 90% do seu conteúdo é sobre futebol. Normalmente é visto como próximo dos adeptos do Sport Lisboa e Benfica, apesar de alguns dos seus colunistas serem apoiantes de outros clubes, como é o caso de Pedro Santana Lopes, apoiante do Sporting Clube de Portugal, que teve uma coluna durante vários anos, enquanto que Miguel Sousa Tavares, um grande apoiante do Futebol Clube do Porto, mantém actualmente uma coluna.

Actualmente, este é o jornal mais popular entre os emigrantes portugueses e bastante lido nas antigas colónias portuguesas de África. Desde 2006 é também impresso em Newark, Nova Jérsia, nos EUA.

O Império Nasce

O Império Nasce

O dia 16 de Janeiro de 27 a.C. marca uma data importante para o Império Romano, tendo neste dia o Senado Romano votado a atribuição do cognome Augustus ao Imperador Octávio. A partir deste dia, todos os Imperadores teriam o cognome de César Augusto.

A República Romana, do latim Res Publica, que significa uma “coisa pública”, definiu o Estado Romano e as suas províncias desde o fim do Reino de Roma em 509 a.C., quando o último rei foi deposto, até este dia, convencionado como o primeiro dia do Império Romano, de 27 a.C. até 476 d.C..

Revolta de Nika

Revolta de Nika

Assinala-se hoje a data do início da Revolta de Nika, durante o ano de 532, na capital do Império Romano do Ocidente, em Constantinopla. O ponto de ruptura e começo da revolta foi tão simples como a dúvida de quem vencera a corrida de cavalos, entre os quais o preferido do povo, o cavalo Nika. Porém, os antecedentes que levaram a esta explosão social são extensos: fome, falta de habitação, altos impostos, opressão social, entre outros.

Na capital do Império existiam várias Associações Desportivas, como as de hoje em dia, que aglomeravam a simpatia de vários sectores da população. Na altura existiram os Verdes, os Azuis, os Brancos e os Vermelhos. Estes grupos, ao representar certos sectores e camadas, tornaram-se verdadeiros partidos políticos sociais, criando focos de tensão.

Os Azuis reuniam representantes dos grandes proprietários rurais e da ortodoxia religiosa. Já os Verdes tinham o apoio dos altos funcionários nativos das províncias orientais, comerciantes e artesãos. Até então, os Imperadores tinham tentado enfraquecer um grupo, apoiando o outro. Justiniano recusou esta solução, o que provocou a união dos Verdes e dos Azuis, que se vieram a amotinar.

No entanto, rapidamente foram esquecidas as questões desportivas em detrimento das questões sociais: a população queria uma diminuição dos altos impostos cobrados. Para conseguir este objectivo, os rebeldes massacraram a Guarda Real e dominaram quase toda a cidade, proclamando um novo Imperador. Perante as fortes ameaças, o Imperador Justiniano pensou em abandonar o trono e a cidade, exilando-se nas províncias asiáticas, mas foi convencido pela Imperatriz a ficar.

O Imperador encarregou o General Belisário de cercar o Hipódromo e de aniquilar os revoltosos, matando mais de 30.000 pessoas numa só semana, seguindo-se meses de julgamentos e execuções. Justiniano reinou até à sua morte como ditador e senhor absoluto do Império Bizantino.

Casamento Civil Homossexual Aprovado

Casamento Civil Homossexual Aprovado

François Mitterrand

François Mitterrand

François Maurice Adrien Marie Mitterrand nasceu a 26 de Outubro de 1916 em Jarnac e ficará para a História por ter sido um estadista e Presidente da República Francesa, tendo sido o Presidente mais tempo em funções, desempenhando o cargo durante 14 anos seguidos.

Mitterand chegou ao poder através do Partido Socialista Francês, tendo posto em prática os grandes ideais socialistas de Igualdade de Direitos e mais e melhores condições sociais, tendo sido a sua grande marca de mandato a abolição oficial da Pena de Morte em França, no decorrer do ano de 1981.

Envolto em vários escândalos associados à prostituição e diversão nocturno ilícita, o seu mandato terminou em Maio de 1995, tendo sido sucedido por Jacques Chirac. François morre de cancro 6 meses depois, a 8 de Janeiro de 1996.

Esta publicação é dedicada ao GT e a Santa Cruz

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