Budas de Bamiyan em 2003

O Vale de Bamiyan, localizado a 240 km de Cabul, no Afeganistão, contém diversos testemunhos culturais do Reino da Báctria, dos séculos I a XIII, nomeadamente da corrente Gandhara  da arte budista.

Bamiyan fica na Rota da Seda, uma rota de caravanas que ligava a China e a Índia, existindo nesta região mosteiros budistas e um próspero centro para religião, filosofia e arte Budista. Foi um local religioso Budista do século II, até a época da invasão Islâmica no século XIX.

A arte religiosa mais importante da região eram os dois Budas de Bamiyan, medindo 55 e 38 metros de altura, os maiores exemplares de Budas em pé esculpidos no mundo. O peregrino chinês budista Hsüan-tsang viajou pela área por volta de 630 d.C. e descreveu Bamiyan como um florescente centro Budista “com mais de dez mosteiros e mais de mil monges”, destacando que ambas as estátuas do Buda estavam “decoradas com ouro e pedras preciosas”.

Porém, por ordem do governo fundamentalista taliban, estas estátuas que haviam sido escavadas em nichos na rocha, por volta do século V, foram brutalmente destruídas com tiros de canhões. Embora as figuras dos dois Budas gigantes estejam quase completamente destruídas, os seus contornos e algumas feições são ainda reconhecíveis entre os restos. É também ainda possível explorar as cavernas dos monges e as passagens que as ligam. Como parte do esforço internacional para reconstruir o Afeganistão depois da guerra do Taliban, o governo do Japão comprometeu-se a reconstruir os dois Budas gigantes.

Budas de Bamiyan