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Tenente-General Tadamichi Kuribayashi

Tenente-General Tadamichi Kuribayashi

Fotografia do Tenente-General antes da sua partida para Iwo Jima

O Tenente-General Tadamichi Kuribayashi nasceu a 7 de Julho de  1891 e suicidou-se no dia 22 de Março de 1945, enquanto Comandante da defesa japonesa em Iwo Jima,  durante a imponente Batalha de Iwo Jima. Kuribayashi nasceu numa família samurai. No início de 1928, Tadamichi passou 2 anos num centro militar em Washington, onde pôde observar o poder industrial dos Estados Unidos.

Em Junho de 1944, o então Tenente-General foi escolhido pelo Imperador Hirohito para liderar a defesa da ilha de Iwo Jima. Na noite anterior à sua partida, reuniu-se em particular com o Imperador para lhe avisar sobre a importância dos EUA não tomarem o local.

No dia 16 de Fevereiro de 1945, três divisões de Fuzileiros dos EUA desembarcaram na ilha, dando continuidade à Operação Detachment. Kuribayashi ordenou às suas tropas que cada um deveria abater 10 soldados americanos ou um tanque antes de tombar, recusando-se a deixá-los participar em ataques suicidas. Ao invés disso, preferiu utilizá-los em táticas de guerrilha.

“Continuamos a lutar”, comunicou Kuribayashi por rádio a 22 de Março. “As forças sobre o meu comando são agora quatrocentas. Tanques estão a atacar as nossas posições. O inimigo sugeriu através de altifalantes que nos rendêssemos, mas os oficiais e o restante dos homens riram-se e não deram atenção…” – esta foi a sua última mensagem. Os Estados Unidos declararam Iwo Jima segura a 26 de Março, 1945.

A história do General Kuribayashi tornou-se mundialmente conhecida sessenta anos após a Batalha de Iwo Jima, através do filme Cartas de Iwo Jima, que descreve a sua odisseia através de cartas encontradas nas cavernas da ilha, anos depois, escritas por soldados e oficiais antes e durante a batalha e nunca enviadas. O filme, dirigido por Clint Eastwood, sucesso de crítica e bilheteira, ganhou o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, visto apesar ser uma produção norte-americana é falado em japonês, de 2006.

Code Civil des Français

Code Civil des Français

Capa do Código Civil

O Código Napoleónico, originalmente chamado de Code Civil des Français, foi o código civil francês  outorgado por Napoleão I, que entrou em vigor no dia 21 de Março de 1804.

o Código Napoleónico não foi o primeiro código legal a ser estabelecido numa nação europeia, tendo sido precedido pelo Codex Maximilianeus bavaricus civilis, pelo Allgemeines Landrecht e pelo Código Galiciano Ocidental. Embora não tenha sido o primeiro a ser criado, é considerado o primeiro a obter êxito irrefutável e a influenciar os sistemas legais de diversos outros países.

O Código Napoleónico em si aborda somente questões de direito civil, como o registo civil ou a propriedade, enquanto que outros códigos que foram posteriormente publicados abordam também o direito penal, direito processual penal e o direito comercial.

Este Código, acessível a um público mais amplo, foi um passo importante para estabelecer o domínio da lei em França e na Europa.

Museu da Língua Portuguesa

Museu da Língua Portuguesa

Estação da Luz - Localização actual do Museu da Língua Portuguesa

O Museu da Língua Portuguesa é um museu interactivo sobre a nossa língua, localizado na cidade de São Paulo, no histórico edifício Estação da Luz. Concebido pela Secretaria da Cultura Paulista em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, este museu tem orçamento de cerca de 37 milhões de reais, equivalente a 14,5 milhões de euros.

O objectivo do museu é criar um espaço vivo sobre a língua portuguesa, considerada como base da cultura do Brasil, onde seja possível causar surpresa aos visitantes com os aspectos inusitados e, muitas vezes, desconhecidos de sua língua materna. Segundo os organizadores do museu, “deseja-se que, no museu, o público tenha acesso a novos conhecimentos e reflexões, de maneira intensa e prazerosa”. O museu tem como alvo principal a média da população brasileira, composta de pessoas provenientes das mais variadas regiões e faixas sociais do país, mas que ainda não tiveram a oportunidade de obter uma ideia mais precisa e clara sobre as origens, a história e a evolução contínua da língua.

O museu foi inaugurado no dia 20 de Março de 2006, com a presença do Ministro da Cultura e cantor Gilberto Gil, representando o Presidente brasileiro, da Ministra da Cultura de Portugal, Isabel Pires de Lima, do Governador paulista Geraldo Alckmin, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de António Carmona Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, do Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian e outras autoridades representativas, não apenas de Portugal  e do Brasil, mas de todos os países lusófonos.

A Criação do Mundo

A Criação do Mundo

Beda representado num manuscrito medieval

De acordo com o Venerável Beda, o mundo foi criado neste dia no ano de 3952 a.C.. Beda, também conhecido como São Beda, nascido cerca de 672 e falecido a 27 de Maio de 735, foi um monge anglo-saxão do Mosteiro de Jarrow, na Nortúmbria.

Beda tornou-se famoso pela sua História Eclesiástica do Povo Inglês, donde derivou o título de «Pai da História Inglesa», embora tenha escrito sobre muitos outros temas.

Este dedicado monge trouxe noções sobre os caminhos que levam a felicidade e ao fracasso. Logo após a morte, tornou-se conhecido como O Venerável Beda, mas não viria a ser canonizado pela Igreja Católica, tendo sido apenas declarado Santo pela Igreja de Inglaterra, quando esta se separou da Igreja Católica Apostólica Romana, no século XVI.

Não obstante, a sua importância para a doutrina católica foi reconhecida em 1899, quando foi declarado Doutor da Igreja como São Beda Venerável.

Conflito de Cisplatina

Conflito de Cisplatina

Território do Brasil

No dia 17 de Março de 1808, Portugal dá um ultimato aos governantes de Buenos Aires, tendo assim começado a disputa pela Província Cisplatina. A Província Cisplatina, também denominada de Província Oriental, era o nome dado a uma região situada no sul do Brasil, que fazia parte do Vice-Reinado do Prata, território incorporado no Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1821.

Devido ao facto de grande parte da população deste território ser constituída na altura por colonos espanhóis, a sua integração no Brasil nunca foi completa. A língua e os costumes, herdados da Espanha, impediam esta integração e qualquer ligação à sociedade brasileira.

Na primeira década de 1800, o governo argentino reivindicou este território como parte do antigo Vice-reinado do Prata. Porém, como parte integrante das estratégias de defesa territorial, o Império do Brasil manteve o seu direito às terras. A desanexação ocorreu em 1828, com a independência do território que formou a República Oriental do Uruguai.

Batalha do Jenipapo

Batalha do Jenipapo

Cemitério onde estão os corpos dos combatentes, no Monumento do Jenipapo

A Batalha do Jenipapo, a única verdadeira batalha durante o processo de independência do Brasil, ocorreu nas margens do riacho de Jenipapo no dia 13 de Março de 1823, sendo decisiva para as intenções de independência do Brasil e consolidação do território nacional.

Esta batalha consistiu na luta de várias capitanias contra as tropas do Major João José da Cunha Fidié, o comandante das tropas portuguesas, encarregadas de manter o norte da ex-colónia fiel à Coroa Portuguesa. Apesar da grande derrota dos brasileiros, este confronto resultou num desviar de atenção da capital de então, Oeiras. Caso o Major continuasse a marchar para Oeiras, talvez não encontrasse resistência e cumpriria o seu objectivo de manter o norte fiel ao Império.

Apesar desta data quase não estar assinalada dos livros de História Brasileiros, foi graças aos homens que nela lutaram que hoje não existem dois territórios brasileiros, mas sim um Brasil unido e um dos primeiros países verdadeiramente independentes.

Satyagraha do Sal

Satyagraha do Sal

Ghandi durante a Marcha do Sal

A Marcha do Sal ou Satyagraha do Sal foi um acto de protesto contra a proibição, imposta pelos britânicos, da extracção de sal na Índia colonial. Gandhi caminhou de Sabarmati Ashram a Dandi, para extrair um pouco de sal para si, tendo-se juntado um grande número de indianos à marcha. Porém, as autoridades locais decidiram não intervir no protesto que decorreu de 12 de Março até 6 de Abril de 1930.

No dia 12 de Março de 1930, Mahatma Gandhi e vários dos seus discípulos iniciaram uma marcha em protesto ao domínio britânico na Índia. A caminhada, de quase 400 quilómetros, durou 25 dias em direcção ao litoral. Gandhi e os seus seguidores pararam de cidade em cidade para descansar, conseguindo assim mais simpatizantes. O protesto foi incitado pelo facto de que, naquela época, os indianos eram obrigados a comprar produtos industrializados do Reino Unido, sendo proibidos inclusive de extrair sal no seu próprio país.

No dia 6 de Abril, depois do banho, ritual sagrado para os hindus, Gandhi apanhou um punhado de sal à beira-mar, sendo o seu gesto repetido simbolicamente pelos milhares de indianos presentes. Em resposta, as autoridades prenderam mais de 50 mil indianos, entre eles o próprio Gandhi. Mesmo com a prisão de Ghandi, a marcha continuou, em direcção às salinas no norte de Bombaim.

Universidade de Lisboa

Universidade de Lisboa

Símbolo da Universidade de Lisboa

A Universidade de Lisboa, também conhecida como Universidade Clássica de Lisboa, para se distinguir da Universidade Técnica de Lisboa e da Universidade Nova de Lisboa, é uma instituição de ensino superior público criada no dia 9 de Março de 1911. Tem como lema Ad Lucem, isto é, Para a Luz.

Actualmente o seu dirigente máximo é o Magnífico Reitor Doutor António Nóvoa. A sua Reitoria e as Faculdades, com excepção da Faculdade de Belas-Artes, ficam situadas na Cidade Universitária, o maior Campus de Ensino Superior do País. As restantes Instituições da Universidade ficam localizadas em diversos locais de Lisboa.

Foi criada a 9 de Março de 1911, por decreto do Governo Provisório da República Portuguesa, em simultâneo com a Universidade do Porto, tendo em vista colocar as duas maiores cidades do país em idêntica situação com Coimbra. Para tal, fundaram-se novas academias e congregaram-se as escolas e cursos superiores existentes na capital nas diversas faculdades do organismo.

Assim, por meio daquele decreto, foram instituídas as novas faculdades de Medicina e de Farmácia, em substituição da Escola Médico-Cirúrgica. A Faculdade de Ciências ampliou e substituiu a Escola Politécnica existente. O Curso Superior de Letras, fundado pelo rei D. Pedro V a 8 de Junho de 1859, deu lugar à Faculdade de Letras. Foi também criada a Faculdade de Ciências Económicas e Políticas de Lisboa, que em 1913 seria transformada na actual Faculdade de Direito e cujo primeiro director foi Afonso Costa, para contrabalançar o facto de, até então, a esmagadora maioria dos governantes do país serem provenientes da Faculdade de Direito de Coimbra.

A estas se viriam a juntar, mais tarde, as Faculdades de Psicologia e Ciências da Educação, que foi parte da Faculdade de Letras até 1981, de Medicina Dentária, integrada em 1991,  e de Belas-Artes que foi integrada em 1991.

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