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Batalha do Jenipapo

Batalha do Jenipapo

Cemitério onde estão os corpos dos combatentes, no Monumento do Jenipapo

A Batalha do Jenipapo, a única verdadeira batalha durante o processo de independência do Brasil, ocorreu nas margens do riacho de Jenipapo no dia 13 de Março de 1823, sendo decisiva para as intenções de independência do Brasil e consolidação do território nacional.

Esta batalha consistiu na luta de várias capitanias contra as tropas do Major João José da Cunha Fidié, o comandante das tropas portuguesas, encarregadas de manter o norte da ex-colónia fiel à Coroa Portuguesa. Apesar da grande derrota dos brasileiros, este confronto resultou num desviar de atenção da capital de então, Oeiras. Caso o Major continuasse a marchar para Oeiras, talvez não encontrasse resistência e cumpriria o seu objectivo de manter o norte fiel ao Império.

Apesar desta data quase não estar assinalada dos livros de História Brasileiros, foi graças aos homens que nela lutaram que hoje não existem dois territórios brasileiros, mas sim um Brasil unido e um dos primeiros países verdadeiramente independentes.

Satyagraha do Sal

Satyagraha do Sal

Ghandi durante a Marcha do Sal

A Marcha do Sal ou Satyagraha do Sal foi um acto de protesto contra a proibição, imposta pelos britânicos, da extracção de sal na Índia colonial. Gandhi caminhou de Sabarmati Ashram a Dandi, para extrair um pouco de sal para si, tendo-se juntado um grande número de indianos à marcha. Porém, as autoridades locais decidiram não intervir no protesto que decorreu de 12 de Março até 6 de Abril de 1930.

No dia 12 de Março de 1930, Mahatma Gandhi e vários dos seus discípulos iniciaram uma marcha em protesto ao domínio britânico na Índia. A caminhada, de quase 400 quilómetros, durou 25 dias em direcção ao litoral. Gandhi e os seus seguidores pararam de cidade em cidade para descansar, conseguindo assim mais simpatizantes. O protesto foi incitado pelo facto de que, naquela época, os indianos eram obrigados a comprar produtos industrializados do Reino Unido, sendo proibidos inclusive de extrair sal no seu próprio país.

No dia 6 de Abril, depois do banho, ritual sagrado para os hindus, Gandhi apanhou um punhado de sal à beira-mar, sendo o seu gesto repetido simbolicamente pelos milhares de indianos presentes. Em resposta, as autoridades prenderam mais de 50 mil indianos, entre eles o próprio Gandhi. Mesmo com a prisão de Ghandi, a marcha continuou, em direcção às salinas no norte de Bombaim.

Universidade de Lisboa

Universidade de Lisboa

Símbolo da Universidade de Lisboa

A Universidade de Lisboa, também conhecida como Universidade Clássica de Lisboa, para se distinguir da Universidade Técnica de Lisboa e da Universidade Nova de Lisboa, é uma instituição de ensino superior público criada no dia 9 de Março de 1911. Tem como lema Ad Lucem, isto é, Para a Luz.

Actualmente o seu dirigente máximo é o Magnífico Reitor Doutor António Nóvoa. A sua Reitoria e as Faculdades, com excepção da Faculdade de Belas-Artes, ficam situadas na Cidade Universitária, o maior Campus de Ensino Superior do País. As restantes Instituições da Universidade ficam localizadas em diversos locais de Lisboa.

Foi criada a 9 de Março de 1911, por decreto do Governo Provisório da República Portuguesa, em simultâneo com a Universidade do Porto, tendo em vista colocar as duas maiores cidades do país em idêntica situação com Coimbra. Para tal, fundaram-se novas academias e congregaram-se as escolas e cursos superiores existentes na capital nas diversas faculdades do organismo.

Assim, por meio daquele decreto, foram instituídas as novas faculdades de Medicina e de Farmácia, em substituição da Escola Médico-Cirúrgica. A Faculdade de Ciências ampliou e substituiu a Escola Politécnica existente. O Curso Superior de Letras, fundado pelo rei D. Pedro V a 8 de Junho de 1859, deu lugar à Faculdade de Letras. Foi também criada a Faculdade de Ciências Económicas e Políticas de Lisboa, que em 1913 seria transformada na actual Faculdade de Direito e cujo primeiro director foi Afonso Costa, para contrabalançar o facto de, até então, a esmagadora maioria dos governantes do país serem provenientes da Faculdade de Direito de Coimbra.

A estas se viriam a juntar, mais tarde, as Faculdades de Psicologia e Ciências da Educação, que foi parte da Faculdade de Letras até 1981, de Medicina Dentária, integrada em 1991,  e de Belas-Artes que foi integrada em 1991.

Gripe Espanhola de 1918

Gripe Espanhola de 1918

A gripe fez-se sentir principalmente nas tropas estacionadas na Europa no pós Primeira Guerra Mundial.

A Gripe de 1918, frequentemente citada como Gripe Espanhola, foi uma pandemia do vírus influenza que se espalhou por quase toda parte do mundo. Esta gripe foi causada por uma virulência  invulgar e frequentemente mortal de uma estirpe do vírus Influenza A do subtipo H1N1, bastante similar à Gripe A.

A origem geográfica da pandemia de gripe de 1918-1919 é desconhecido, tendo sido designada de gripe espanhola, gripe pneumónica, peste pneumónica ou, simplesmente, pneumónica. A designação “gripe espanhola” deu origem a algum debate na literatura médica da época, que talvez se deva ao facto de a imprensa na Espanha, não participando na guerra, ter noticiado livremente que civis em muitos lugares estavam a adoecer e a morrer em números alarmantes.

A doença foi observada pela primeira vez em Fort Riley, no estado norte-americano no Kansas, a 4 de Março de 1918, e em Queens no dia 11 de Março do mesmo ano.
Os primeiros casos conhecidos de gripe na Europa ocorreram em Abril de 1918 com tropas francesas, britânicas e americanas, estacionadas nos portos de embarque na França. A primeira vitima mortal sucumbiu à gripe no dia 8 de Março de 1918.

Em Maio, a doença atingiu a Grécia, Portugal e Espanha. Em Junho, a Dinamarca e a Noruega. Em Agosto, os Países Baixos e a Suécia. Todos os exércitos estacionados na Europa foram severamente afectados pela doença, calculando-se que cerca de 80% das mortes da Armada dos EUA se deveram à gripe.

Dies Solis

Dies Solis

Mosaico do Imperador Constantino

O Édito de Constantino foi uma legislação do Imperador romano Constantino I, proclamada no dia 7 de Março de 321, proclamando:

Que todos os juízes, todos os habitantes da Cidade e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer amiúde que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo céu.

Embora alguns Cristãos tivessem usado este decreto para oficializar o dia de veneração ao Domingo, na realidade, o decreto não se aplicou nem a Cristãos nem a Judeus. Este édito fazia parte do Direito Civil romano e à sua religião pagã, visto que apenas em 325, no Primeiro Concílio de Nicéia, é que o Domingo seria confirmado como dia de descanso cristão, e a guarda do sábado abolida no Concílio de Laodicéia.

Tratado das Alcáçovas-Toledo

Tratado das Alcáçovas-Toledo

Cópia do Tratado Original

O Tratado das Alcáçovas, também denominado como , foi um diploma assinado entre o Rei Afonso V de Portugal e os Reis Católicos de Espanha, no desenvolvimento da Guerra da Beltraneja. Foi inicialmente assinado na vila portuguesa de Alcáçovas, no Alentejo, a 4 de Setembro de 1479, colocando fim à Guerra de sucessão de Castela e posteriormente ratificado na cidade castelhana de Toledo, a 6 de Março de 1480.

Portugal, na qualidade de principal Estado monárquico empenhado no reconhecimento de direitos sobre as ilhas atlânticas e a costa africana durante a década de 1470, viu-se enfrentado uma série de conflitos com o reino vizinho. Uma vez concluída, na Península Ibérica, uma guerra favorável a Castela, os representantes de ambos os Estados firmaram um acordo de paz.

Além de formalizar o fim das hostilidades, o Tratado continha outras cláusulas concernentes à política de projecção externa de ambos os países, num momento em que os dois reinos competiam pelo domínio do Oceano Atlântico e das terras até então descobertas na costa africana.

Portugal obtinha o reconhecimento do seu domínio sobre a ilha da Madeira, o Arquipélago dos Açores, o de Cabo Verde e a costa da Guiné, enquanto que Castela recebia as ilhas Canárias, exploradas por Diego Garcia de Herrera em 1476, renunciando a navegar ao Sul do cabo Bojador, ou seja, do Paralelo 27 no qual se encontravam as próprias ilhas. Este Tratado regulamentava também as áreas de influência e de expansão de ambas as coroas pelo Reino Oatácida de Fez, no Norte de África.

O Tratado foi o primeiro do género, que regulamentava a posse de terras ainda não descobertas, reflectindo os anseios de Portugal, interessado em garantir os direitos sobre a costa da Mina e o Golfo da Guiné, bem como uma possível passagem para a Índia, descoberta anos mais tarde.

Cinderela faz 60 Anos

Cinderela faz 60 Anos

Poster original de 1950

Recordam-se, caros Leitores, do filme onde uma jovem rapariga é obrigada pela madrasta a trabalhar como sua empregada, cujo únicos amigos são pequenos animais? A Cinderela está de parabéns, tendo o filme estreado há 60 anos atrás, no dia 4 de Março de 1950.

Na história, a Fada Madrinha dá a Cinderela um lindo vestido de presente, para que ela possa ir ao baile. Porém, Cinderela ficou obrigada a voltar a casa até à meia-noite, senão o feitiço desapareceria. No palácio, Cinderela dança com o Príncipe, que fica encantado com ela. Ao fugir do palácio na hora combinada, Cinderela perde um sapatinho de cristal e o Príncipe faz de tudo para encontrar a dona daquele sapato.

Cinderella, ou Cinderela – A Gata Borralheira, é um filme de animação de longa-metragem produzido pelos estúdios Disney em 1950. A história é baseada num conto de Charles Perrault.

Estatuto do Rhuddlan

Estatuto do Rhuddlan

O Estatuto do Rhuddlan foi promulgado no dia 3 de marco de 1284, após a conquista militar do Principado de Gales. Este Principado tinha sido criado por Llywelyn ap Gruffudd, Senhor dos Aberffraw e Príncipe de Gales, título esse posteriormente detido pelo seu sucessor Dafydd ap Gruffudd, o posterior Rei de Inglaterra, Eduardo I.

Estatuto de Rhuddlan

O estatuto assumiu as terras na posse dos Príncipes de Gwynedd, sob o título de Príncipe de Gales, como parte das terras da Inglaterra sob Eduardo I. Algumas das terras, como o sul do Reino de Powys, já pertenciam ao Reino desde 1283. Estes territórios não incluem uma faixa de terra desde Pembrokeshire, através do sul de Gales até às suas fronteiras, que foi em grande parte pertencente aos Senhores das Marches, incluída anos mais tarde no Reino Unido.

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