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Dom Luís de Ataíde

Dom Luís de Ataíde

Crónica de época aos feitos de Dom Luís de Ataíde

Luís de Ataíde, o Terceiro Conde de Atouguia e primeiro e único Marquês de Santarém, nasceu no ano de 1517 e faleceu no dia 10 de Março de 1580, na cidade de Goa. D. Luís ficou para a História por ter sido o Governador-Geral da Índia Índia Portuguesa e Vice-Rei da Índia entre 1568 a 1581.

Após grandes conquistas em África, Luís de Ataíde participou na expedição de D. Estêvão da Gama ao Mar Vermelho, sendo armado cavaleiro na Igreja de Santa Catarina do Monte Sinai. Regressando ao Reino, foi enviado à corte de Carlos V e tomou parte na sua expedição contra os Luteranos. Quando D. Sebastião tomou o governo após o período de Regência, Luís de Ataíde foi nomeado 10º Vice-Rei da Índia em Março de 1568.

Já na nova Índia, o novo Governador tratou logo de «introduzir a disciplina nos serviços e manter domínio do mar, para o que fez os maiores sacrifícios, a fim de organizar esquadras que protegessem o comércio e mantivessem rigor na tributação sobre a navegação dos locais. Fez sufocar a revolta de Baticala por uma frota sob o comando de Afonso Pereira de Lacerda. Encarregou Martim Afonso de Miranda da polícia da costa do Malabar, com 20 navios. Dom Luís de Ataíde fez dar caça aos corsários, reprimir excessos dos malabares e atacar as força do Samorim por D. Diogo de Meneses. Para garantir a segurança da navegação, conquistou em 1569 as praças de Onor e de Bracelor, cujos portos eram centro de piratas.»

Universidade de Lisboa

Universidade de Lisboa

Símbolo da Universidade de Lisboa

A Universidade de Lisboa, também conhecida como Universidade Clássica de Lisboa, para se distinguir da Universidade Técnica de Lisboa e da Universidade Nova de Lisboa, é uma instituição de ensino superior público criada no dia 9 de Março de 1911. Tem como lema Ad Lucem, isto é, Para a Luz.

Actualmente o seu dirigente máximo é o Magnífico Reitor Doutor António Nóvoa. A sua Reitoria e as Faculdades, com excepção da Faculdade de Belas-Artes, ficam situadas na Cidade Universitária, o maior Campus de Ensino Superior do País. As restantes Instituições da Universidade ficam localizadas em diversos locais de Lisboa.

Foi criada a 9 de Março de 1911, por decreto do Governo Provisório da República Portuguesa, em simultâneo com a Universidade do Porto, tendo em vista colocar as duas maiores cidades do país em idêntica situação com Coimbra. Para tal, fundaram-se novas academias e congregaram-se as escolas e cursos superiores existentes na capital nas diversas faculdades do organismo.

Assim, por meio daquele decreto, foram instituídas as novas faculdades de Medicina e de Farmácia, em substituição da Escola Médico-Cirúrgica. A Faculdade de Ciências ampliou e substituiu a Escola Politécnica existente. O Curso Superior de Letras, fundado pelo rei D. Pedro V a 8 de Junho de 1859, deu lugar à Faculdade de Letras. Foi também criada a Faculdade de Ciências Económicas e Políticas de Lisboa, que em 1913 seria transformada na actual Faculdade de Direito e cujo primeiro director foi Afonso Costa, para contrabalançar o facto de, até então, a esmagadora maioria dos governantes do país serem provenientes da Faculdade de Direito de Coimbra.

A estas se viriam a juntar, mais tarde, as Faculdades de Psicologia e Ciências da Educação, que foi parte da Faculdade de Letras até 1981, de Medicina Dentária, integrada em 1991,  e de Belas-Artes que foi integrada em 1991.

Gripe Espanhola de 1918

Gripe Espanhola de 1918

A gripe fez-se sentir principalmente nas tropas estacionadas na Europa no pós Primeira Guerra Mundial.

A Gripe de 1918, frequentemente citada como Gripe Espanhola, foi uma pandemia do vírus influenza que se espalhou por quase toda parte do mundo. Esta gripe foi causada por uma virulência  invulgar e frequentemente mortal de uma estirpe do vírus Influenza A do subtipo H1N1, bastante similar à Gripe A.

A origem geográfica da pandemia de gripe de 1918-1919 é desconhecido, tendo sido designada de gripe espanhola, gripe pneumónica, peste pneumónica ou, simplesmente, pneumónica. A designação “gripe espanhola” deu origem a algum debate na literatura médica da época, que talvez se deva ao facto de a imprensa na Espanha, não participando na guerra, ter noticiado livremente que civis em muitos lugares estavam a adoecer e a morrer em números alarmantes.

A doença foi observada pela primeira vez em Fort Riley, no estado norte-americano no Kansas, a 4 de Março de 1918, e em Queens no dia 11 de Março do mesmo ano.
Os primeiros casos conhecidos de gripe na Europa ocorreram em Abril de 1918 com tropas francesas, britânicas e americanas, estacionadas nos portos de embarque na França. A primeira vitima mortal sucumbiu à gripe no dia 8 de Março de 1918.

Em Maio, a doença atingiu a Grécia, Portugal e Espanha. Em Junho, a Dinamarca e a Noruega. Em Agosto, os Países Baixos e a Suécia. Todos os exércitos estacionados na Europa foram severamente afectados pela doença, calculando-se que cerca de 80% das mortes da Armada dos EUA se deveram à gripe.

Tratado das Alcáçovas-Toledo

Tratado das Alcáçovas-Toledo

Cópia do Tratado Original

O Tratado das Alcáçovas, também denominado como , foi um diploma assinado entre o Rei Afonso V de Portugal e os Reis Católicos de Espanha, no desenvolvimento da Guerra da Beltraneja. Foi inicialmente assinado na vila portuguesa de Alcáçovas, no Alentejo, a 4 de Setembro de 1479, colocando fim à Guerra de sucessão de Castela e posteriormente ratificado na cidade castelhana de Toledo, a 6 de Março de 1480.

Portugal, na qualidade de principal Estado monárquico empenhado no reconhecimento de direitos sobre as ilhas atlânticas e a costa africana durante a década de 1470, viu-se enfrentado uma série de conflitos com o reino vizinho. Uma vez concluída, na Península Ibérica, uma guerra favorável a Castela, os representantes de ambos os Estados firmaram um acordo de paz.

Além de formalizar o fim das hostilidades, o Tratado continha outras cláusulas concernentes à política de projecção externa de ambos os países, num momento em que os dois reinos competiam pelo domínio do Oceano Atlântico e das terras até então descobertas na costa africana.

Portugal obtinha o reconhecimento do seu domínio sobre a ilha da Madeira, o Arquipélago dos Açores, o de Cabo Verde e a costa da Guiné, enquanto que Castela recebia as ilhas Canárias, exploradas por Diego Garcia de Herrera em 1476, renunciando a navegar ao Sul do cabo Bojador, ou seja, do Paralelo 27 no qual se encontravam as próprias ilhas. Este Tratado regulamentava também as áreas de influência e de expansão de ambas as coroas pelo Reino Oatácida de Fez, no Norte de África.

O Tratado foi o primeiro do género, que regulamentava a posse de terras ainda não descobertas, reflectindo os anseios de Portugal, interessado em garantir os direitos sobre a costa da Mina e o Golfo da Guiné, bem como uma possível passagem para a Índia, descoberta anos mais tarde.

António Camacho Costa

António Camacho Costa

Camacho Costa

José Camacho Costa nasceu em Odemira a 8 de Junho de 1946, ficando na memória de todos os portugueses por ter sido um excelente comediante e um brilhante actor português.

Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, foi crítico de cinema entre 1973 e 1978, mas foi ao teatro, principalmente à comédia portuguesa que mais se dedicou. Entre 1976 e 2000 participou em mais de vinte produções dos teatros do Parque Mayer.

Camacho Costa trabalhou também com os Artistas Unidos onde foi dirigido por Jorge Silva Melo. Com mais de dez participações no cinema, em filmes como Manhã Submersa de Lauro António, Saudades para Dona Genciana de Eduardo Geada, O Testamento do senhor Napumoceno da Silva Araújo de Francisco Manso ou Ilhéu da Contenda de Leão Lopes, popularizou-se com a sua presença regular nas principais séries televisivas de humor portuguesas, como Os Malucos do Riso de Marecos Duarte. O papel mais conhecido e mais cómico foi o Lelo, personagem cuja etnia era cigana, que ainda hoje tem impacto na sociedade.

Camacho Costa veio a falecer no dia 1 de Março de 2003, vítima de um cancro pulmonar. Semanas antes, já bastante combalido pela doença, havia dito numa das suas ultimas aparições em público: “Não fui eu que apanhei um cancro. O cancro é que apanhou um Camacho Costa!”

Baptista de Andrade

Baptista de Andrade

Baptista de Andrade

Baptista de Andrade foi um Oficial de Marinha muito distinto, tendo nascido a 27 de Março de 1811 e falecido em 26 de Fevereiro de 1902. No início da sua carreira militar, Andrade tornou-se Praça em 1833, tendo sido promovido a Guarda-Marinha efectivo em 1840.

Esteve em Moçambique e na Índia, donde regressou em 1838 para finalizar o curso da Escola Politécnica. Foi promovido a Segundo-Tenente em Setembro de 1844 e a Primeiro-Tenente por distinção em Setembro de 1845. Desempenhou entretanto as funções de imediato e comandante do cúter “Andorinha” e do brigue “Serra do Pilar” e de comandante do brigue “Corimba” e da polaca “Esperança”. Mais tarde, Baptista de Andrade foi nomeado Governador do distrito de Ambriz em Maio de 1855.

Empreendeu então, uma série de brilhantes campanhas para subjugar a revolta de vários sobas indígenas. Em recompensa pelos brilhantes serviços prestados, foi-lhe atribuída, em Outubro de 1857, o grau de Oficial da Ordem da Torre e Espada e promovido por distinção no campo de batalha, ao posto de Capitão-Tenente em Abril de 1858. Foi reconduzido no Governo de Ambriz e em 1859 nomeado Superintendente das minas de Bembe. Regressou entretanto à Metrópole já como Capitão-de-Fragata, posto a que ascendeu em 21 de Setembro de 1860. Desempenhou as funções de comandante da corveta “Estefânia” e em Agosto de 1862 foi nomeado Governador-Geral de Angola.

Percorreu o norte da província, tendo batalhado para a consolidação da soberania portuguesa. Em 1865 pediu a demissão do cargo, tendo regressado à metrópole já como Capitão-de-Mar-e-Guerra. Durante a sua presença em Portugal, Baptista de Andrade desempenhou as funções de Comandante da fragata “D. Fernando” e da corveta “Estefânia”. Esteve, durante o comando desta corveta, na Índia aquando da revolta desta colónia. Em 1872 foi promovido, por distinção, ao posto de Contra-Almirante.

Foi novamente nomeado em 1873 Governador de Angola, onde desempenhou uma acção de grande relevo na pacificação da colónia. Em 1880 foi feito par vitalício do reino, em 1889 foi promovido ao posto de Vice-Almirante, em 1890 Comandante-Geral da Armada, em 1892 Vice-Presidente do Conselho do Almirantado e em 1895 promovido por distinção especial ao posto de Almirante.

Baptista de Andrade distinguiu-se ainda pelo seu notável sentido de justiça e por uma permanente e contagiante simpatia que o tornavam querido não só na Armada como entre todos os que o conheciam. Possuía ainda entre outras condecorações, a ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, a Ordem Militar de Aviz e a Cruz de Guerra de 1ª Classe.

Corpo Expedicionário Português

Corpo Expedicionário Português

Os Generais Tamagnini de Abreu e Silva, Hacking e Gomes da Costa.

Os Generais Tamagnini de Abreu e Silva, Hacking e Gomes da Costa.

Hoje marca-se um dia, que no entender da equipa do Diário Universal, é uma data importante no Centenário da República Portuguesa: a partida do Corpo Expedicionário Português para a Primeira Guerra Mundial, onde muitos dos nossos antepassados ficaram.

O Corpo Expedicionário Português foi a principal força militar que Portugal, durante a Primeira Grande Guerra, enviou para França, com a finalidade de, através da sua participação activa no esforço de guerra contra a Alemanha, conseguir tirar dividendos no final desta, principalmente através de aquisição de territórios na África Colonial.

Para além deste, a recém-criada República Portuguesa também enviou para França uma outra força, mais reduzida e menos relatada: o Corpo de Artilharia Pesada Independente. O CAPI destinou-se a responder a um pedido de ajuda francesa, ficando sob comando do Exército Francês, sendo aí conhecido por Corps de Artillerie Lourde Portugaise e tendo operado artilharia super-pesada de caminho de ferro, com obuses de 320 mm, 240 mm e 190 mm. A partida de milhares de tropas para a Flandres gerou, no entanto, descontentamentos nacionais, bem como avolumados gastos a suportar pelo ainda frágil Governo.

Porém os sucessos do Corpo Expedicionário Português foram diminutos, tendo com a ofensiva “Georgette” dos Alemães, montada por Ludendorff, os portugueses, não motivados e muito mal preparados, sofrido uma derrota estrondosa na Batalha de La Lys , ocorrida a 9 de Abril de 1918, logo após a derrota do Exército Britânico em Arras.

Portugal e o Futuro

Portugal e o Futuro

Assinala-se hoje o 36º aniversário do lançamento do livro “Portugal e o Futuro”, pela Editora Arcádia e escrito pelo General António de Spínola. Neste livro, o Ex-Governador da Guiné-Bissau advogava, após 13 anos de Guerra do Ultramar, uma solução política e não militar como sendo a única saída para o conflito.

As acções do Governo Marcelista, a demissão dos Generais António de Spínola e Francisco da Costa Gomes dos cargos que ocupavam no Estado-Maior General das Forças Armadas e a organização de cerimónia de apoio ao regime, intitulada pelo povo como a Brigada do Reumático, dado ser maioritariamente constituída por idosos oficiais-generais dos três ramos das Forças Armadas, vieram ainda mais mostrar quanto o regime se sentia ameaçado pelas ideias contidas no livro, dando um grande impulso para o 25 de Abril, a Revolução dos Cravos, que derrubaria o Regime Fascista em Portugal.

No rescaldo da publicação, Marcelo Caetano pede a demissão ao Presidente da República, que não a aceita. O livro teve igualmente uma edição no Brasil, pela Editora Nova Fronteira, com uma nota introdutória de Carlos Lacerda.

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