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Corpo Expedicionário Português

Corpo Expedicionário Português

Os Generais Tamagnini de Abreu e Silva, Hacking e Gomes da Costa.

Os Generais Tamagnini de Abreu e Silva, Hacking e Gomes da Costa.

Hoje marca-se um dia, que no entender da equipa do Diário Universal, é uma data importante no Centenário da República Portuguesa: a partida do Corpo Expedicionário Português para a Primeira Guerra Mundial, onde muitos dos nossos antepassados ficaram.

O Corpo Expedicionário Português foi a principal força militar que Portugal, durante a Primeira Grande Guerra, enviou para França, com a finalidade de, através da sua participação activa no esforço de guerra contra a Alemanha, conseguir tirar dividendos no final desta, principalmente através de aquisição de territórios na África Colonial.

Para além deste, a recém-criada República Portuguesa também enviou para França uma outra força, mais reduzida e menos relatada: o Corpo de Artilharia Pesada Independente. O CAPI destinou-se a responder a um pedido de ajuda francesa, ficando sob comando do Exército Francês, sendo aí conhecido por Corps de Artillerie Lourde Portugaise e tendo operado artilharia super-pesada de caminho de ferro, com obuses de 320 mm, 240 mm e 190 mm. A partida de milhares de tropas para a Flandres gerou, no entanto, descontentamentos nacionais, bem como avolumados gastos a suportar pelo ainda frágil Governo.

Porém os sucessos do Corpo Expedicionário Português foram diminutos, tendo com a ofensiva “Georgette” dos Alemães, montada por Ludendorff, os portugueses, não motivados e muito mal preparados, sofrido uma derrota estrondosa na Batalha de La Lys , ocorrida a 9 de Abril de 1918, logo após a derrota do Exército Britânico em Arras.

Portugal e o Futuro

Portugal e o Futuro

Assinala-se hoje o 36º aniversário do lançamento do livro “Portugal e o Futuro”, pela Editora Arcádia e escrito pelo General António de Spínola. Neste livro, o Ex-Governador da Guiné-Bissau advogava, após 13 anos de Guerra do Ultramar, uma solução política e não militar como sendo a única saída para o conflito.

As acções do Governo Marcelista, a demissão dos Generais António de Spínola e Francisco da Costa Gomes dos cargos que ocupavam no Estado-Maior General das Forças Armadas e a organização de cerimónia de apoio ao regime, intitulada pelo povo como a Brigada do Reumático, dado ser maioritariamente constituída por idosos oficiais-generais dos três ramos das Forças Armadas, vieram ainda mais mostrar quanto o regime se sentia ameaçado pelas ideias contidas no livro, dando um grande impulso para o 25 de Abril, a Revolução dos Cravos, que derrubaria o Regime Fascista em Portugal.

No rescaldo da publicação, Marcelo Caetano pede a demissão ao Presidente da República, que não a aceita. O livro teve igualmente uma edição no Brasil, pela Editora Nova Fronteira, com uma nota introdutória de Carlos Lacerda.

Jacinta Marto – Pastorinha de Fátima

Jacinta Marto – Pastorinha de Fátima

O Diário Universal presta hoje a sua homenagem a um dos Pastorinhos de Fátima, Jacinta Marto. Nascida em Aljustrel no dia 11 de Março de 1910, Jacinta foi uma das crianças que presenciaram o milagre de Nossa Senhora de Fátima na Cova da Iria, entre 13 de Maio e 13 de Outubro de 1917.
Filha mais nova de Olímpia e Manuel Marto, Jacinta Marto (a mais nova da imagem) e Francisco eram crianças típicas do Portugal rural da época. Como de início não frequentava a escola, trabalhava como pastora em conjunto com seu irmão e a sua prima Lúcia. Mais tarde, logo após as aparições, por recomendação de Nossa Senhora de Fátima, entrou na Escola Primária. De acordo com as memórias de Lúcia, Jacinta era uma criança afectiva e muito afável e emocionalmente frágil.

Na sequência das Aparições, o comportamento dois dois irmãos alterou-se. Jacinta ficou muito marcada por uma visão do Inferno que ocorrera na Terceira Aparição. Deslumbrada com o destino dos pecadores, Jacinta iniciou uma longa penitência e sacrifício pela salvação e conversão de todos os que pecaram, seguindo assim a proposta da Virgem Maria, feita na primeira aparição.

As três crianças, mas particularmente Jacinta, praticavam mortificações e penitências. É possível que prolongados jejuns a tenha enfraquecido a ponto de ter sucumbido à epidemia do Vírus Influenza que varreu a Europa em 1918, uma das consequências da Primeira Guerra Mundial. Jacinta, que sofria de pleurisia e não podia ser anestesiada devido à má condição do seu coração, foi assistida em vários hospitais, acabando por sucumbir no dia 20 de Fevereiro de 1920, no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa.

Jacinta fora beatificada, com o seu irmão, pelo Papa João Paulo II a 13 de Maio de 2000. Jacinta é a Cristã mais nova não-mártir a ser beatificada, sendo recordada e homenageada a 20 de Fevereiro.

Batalhas dos Guararapes

Batalhas dos Guararapes

As Batalhas dos Guararapes foram dois importantes combates travados entre as tropas invasoras holandesas e os defensores portugueses, nos Montes Guararapes, actual município de Jaboatão dos Guararapes, no Estado de Pernambuco, no Brasil.
Por terem sido vencidas pelas tropas portuguesas, sob o comando de João Fernandes Vieira, as tropas holandesas renderam-se e desistiram do objectivo de conquistar o norte do Brasil ao Império Português. A assinatura da capitulação deu-se em 1654, no Recife, de onde partiram os últimos navios holandeses em direcção à Europa.

A primeira batalha ocorreu a 19 de Abril de 1648, e a segunda a 19 de Fevereiro de 1649. A primeira Batalha dos Guararapes é, simbolicamente, considerada a origem do Exército Brasileiro.

São Teotónio de Portugal

São Teotónio de Portugal

Hoje celebra-se o dia religioso de São Teotónio nascido em Valença no decorrer do ano de 1082. Teotónio ficou para a História por ter sido um importante religioso português do século XII, tendo sido o primeiro português canonizado pela Igreja Católica. Formado em Teologia e Filosofia em Coimbra e Viseu, tornou-se Prior da Sé desta última cidade em 1112. Mais tarde São Teotónio foi em peregrinação até Jerusalém. Quando regressou, foi-lhe proposto o cargo de Bispo de Viseu, que recusou.

Com o decorrer dos anos, tornou-se um dos aliados do jovem Infante Afonso Henriques na sua luta contra a mãe, Teresa de Leão, dizendo a lenda que teria chegado a excomungá-la. Mais tarde, seria conselheiro do então já Rei Dom Afonso Henriques de Portugal.

Na sua segunda peregrinação à Terra Santa, Teotónio fixou-se por Jerusalém até 1132, quando regressou para Coimbra, onde foi um dos co-fundadores, juntamente com outros onze religiosos, do Mosteiro de Santa Cruz, do qual se tornou Prior. Esta viria a ser uma das mais importantes Casas Monásticas durante a Primeira Dinastia. Em 1152, renunciou ao Priorado de Santa Cruz, sendo que em 1153 o Papa Alexandre IV quis ordenar São Teotónio o Bispo de Coimbra, o que uma vez mais recusou.

Morreu em 18 de Fevereiro de 1162, dia em que é celebrado pela Igreja Católica. Teotónio foi sepultado numa Capela da Igreja Monástica que ajudou a fundar, mesmo ao lado do local onde o primeiro Rei de Portugal se fez sepultar.

Em 1163, um ano depois da sua morte, o Papa canonizou-o. São Teotónio tornava-se assim o primeiro santo português a subir ao altar, sendo recordado sobretudo por ter sido um reformador da vida religiosa nesta Nação nascente que então era Portugal. Actualmente é o Santo Padroeiro da cidade de Viseu e da respectiva Diocese.

Ponte Pênsil

Ponte Pênsil

A Ponte Pênsil, originalmente denominada Ponte D. Maria II, era uma ponte suspensa que ligava as duas margens do Rio Douro, entre a cidade do Porto e Vila Nova de Gaia, em Portugal. A sua construção foi iniciada em Maio de 1841, para comemorar o aniversário da coroação de D. Maria II, ainda que ficasse conhecida como Ponte Pênsil. A construção terminou cerca de dois anos depois do início das obras.

Com pilares de 15 metros de altura, 150 metros de comprimento e 6 de largura, a ponte assegurava um melhoramento no tráfego entre as duas margens, substituindo a degradada Ponte das Barcas.
Para testar a sua resistência suportou mais de 105 toneladas, peso esse constituído por cerca de 100 pipas de água. Esta ponte manteve-se em funcionamento durante cerca de 45 anos, até ser substituída pela Ponte Dom Luís I, construída ao seu lado, que ainda hoje está activa.

Após a inauguração da Ponte D. Luís, a Ponte Pênsil foi desmontada em 1887. Restam actualmente os pilares e as ruínas da Casa da Guarda Militar que assegurava a ordem e o regulamento da ponte, assim como a cobrança de portagens para a sua travessia.

Avante!

Avante!

O jornal Avante! é a publicação oficial do Partido Comunista Português. Fundada no dia 15 de Fevereiro de 1931, ainda hoje é publicada regularmente, tendo inscrita em todas as edições desde o início, o seu lema: Trabalhadores de Todos os Países, Uni-vos.

Inicialmente, este jornal não tinha uma data de publicação certa nem uma redacção permanente, sendo um meio de comunicação clandestina contra o Estado Novo e Salazar. Aquando da reorganização do Partido em 1940, o Avante! passou a ser uma publicação constante e mais informativa. Após o 25 de Abril de 1974, e principalmente durante o PREC, o Avante! foi um excelente meio de comunicação revolucionária. Porém, a partir do 25 de Novembro de 1975, este jornal, bem como o próprio Partido Comunista Português, têm vindo a perder influência. Hoje a sua principal zona de acção baseia-se na Península de Setúbal até Almada e no profundo Alentejo Sul.

DECO Proteste

DECO Proteste

A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (a conhecida DECO) é a maior e mais antiga Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor, tendo sido oficialmente fundada a 12 de Fevereiro de 1974. Actualmente tem mais de 380 mil associados. Apenas durante o ano de 1978 é que a DECO lançou a sua primeira revista de Defesa do Consumidor, a PRO TESTE.
Visto existir uma crescente procura, num mundo cada vez mais capitalista, de uma boa defesa do pequeno consumidor, a DECO criou a Edideco, uma empresa dedicada à pesquisa e estudos do mercado. Ao longo dos anos, o número de publicações foi-se alargando e, em 2008, a DECO PROTESTE começou também a editar, além da PRO TESTE, a TESTE SAÚDE, DINHEIRO & DIREITOS e os boletins financeiros PROTESTE POUPANÇA e POUPANÇA ACÇÕES.

Sobre a designação DECO PROTESTE – Guias Práticos, a DECO edita vários livros sobre os mais variados temas: Informática, Bricolage, Economia, Seguros, Direitos do Consumidor, Direitos do Trabalhador, Saúde, Segurança, entre outros. Actualmente, por um valor mensal de apenas 3,95€ é possível ser-se sócio desta Associação.

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