ReligiãoArquivo de

A Criação do Mundo

A Criação do Mundo

Beda representado num manuscrito medieval

De acordo com o Venerável Beda, o mundo foi criado neste dia no ano de 3952 a.C.. Beda, também conhecido como São Beda, nascido cerca de 672 e falecido a 27 de Maio de 735, foi um monge anglo-saxão do Mosteiro de Jarrow, na Nortúmbria.

Beda tornou-se famoso pela sua História Eclesiástica do Povo Inglês, donde derivou o título de «Pai da História Inglesa», embora tenha escrito sobre muitos outros temas.

Este dedicado monge trouxe noções sobre os caminhos que levam a felicidade e ao fracasso. Logo após a morte, tornou-se conhecido como O Venerável Beda, mas não viria a ser canonizado pela Igreja Católica, tendo sido apenas declarado Santo pela Igreja de Inglaterra, quando esta se separou da Igreja Católica Apostólica Romana, no século XVI.

Não obstante, a sua importância para a doutrina católica foi reconhecida em 1899, quando foi declarado Doutor da Igreja como São Beda Venerável.

Leonardo Dati

Leonardo Dati
Brasão de Armas de Leonardo Dati enquanto Mestre-Geral

Leonardo Dati nasceu no ano de 1360 e faleceu no dia 16 de Março de 1425, tendo sido um notável Frade e Humanista italiano.

Prior de Santa Maria Novella a partir de 1401, Leonardo Dati participou no Concílio de Constança, como Mestre Geral da Ordem dos Pregadores e representante da República de Florença. Em 1414, foi eleito Mestre-geral, tendo desempenhado este cargo até à sua morte.

Juntamente com o seu irmão Gregório, um comerciante, foi o autor do tratado “La sfera”, um poema em oitavas sobre astronomia/geografia, sendo ainda hoje considerado um exemplo típico do estilo medieval, escrito no final do século XIV, tendo grande popularidade no seu tempo. Dati escrevia em verso, transmitindo informação e conhecimento ao seu público, introduzindo observações, notas de viagens e ilustrações.

Dies Solis

Dies Solis

Mosaico do Imperador Constantino

O Édito de Constantino foi uma legislação do Imperador romano Constantino I, proclamada no dia 7 de Março de 321, proclamando:

Que todos os juízes, todos os habitantes da Cidade e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer amiúde que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo céu.

Embora alguns Cristãos tivessem usado este decreto para oficializar o dia de veneração ao Domingo, na realidade, o decreto não se aplicou nem a Cristãos nem a Judeus. Este édito fazia parte do Direito Civil romano e à sua religião pagã, visto que apenas em 325, no Primeiro Concílio de Nicéia, é que o Domingo seria confirmado como dia de descanso cristão, e a guarda do sábado abolida no Concílio de Laodicéia.

Sultão Saladino

Sultão Saladino

Cristãos perante Saladino durante a Terceira Cruzada.

Saladino nasceu em Tikrit (actual Iraque) em 1138, tornando-se um importante chefe militar muçulmano e Sultão do Egipto e da Síria. No auge do seu poder, o seu domínio estendia-se pelo Egipto, Síria, Iraque, Iémen e pelo Hijaz. Saladino foi responsável por reconquistar Jerusalém  aos Cristãos, durante as Cruzadas, após a sua vitória na Batalha de Hattin, tornando-se uma figura emblemática na cultura curda, árabe, persa, turca e islâmica em geral.

Saladino, adepto do islamismo sunita, tornou-se célebre entre os cronistas cristãos da época pela sua conduta cavalheiresca, especialmente nos relatos sobre o cerco a Kerak em Moab. Apesar de ser o principal inimigo dos Cruzados, conquistou o respeito de muitos deles, incluindo Ricardo Coração de Leão.

Considerado o final vencedor das Guerra Santas, Saladino tornou-se um herói de um ciclo de lendas, que percorreram todo o Oriente médio e a Europa. Os seus feitos são lembrados e admirados até os dias de hoje pelos povos muçulmanos. Forte protector da cultura islâmica, não era apenas um líder militar, mas também um excelente administrador dos seus domínios. Saladino mandou reconstruir a Mesquita de Al-Aksa, na cidade de Jerusalém, e ordenou também a construção da cidadela do Cairo e outros monumentos de interesse mundial. Veio a falecer em Damasco, hoje capital da Síria, em 1193.

Raimundo IV de Toulouse

Raimundo IV de Toulouse

Iluminura medieval de Ademar de Monteil (com a mitra) empunhando a lança do destino numa Batalha da Primeira Cruzada

Raimundo IV de Toulouse nasceu entre os anos de 1041 e 1042, na actual França, tornando-se Conde de Toulouse, Duque de Narbonne, Margrave da Provença e um dos principais líderes da Primeira Cruzada, na qual se tornou também conde de Trípoli. Raimundo era filho do conde Pôncio de Toulouse e Almodis de La Marche.

Raimundo parece ter sido impelido tanto por motivos religiosos como materiais a se juntar à Primeira Cruzada com os seus exércitos. Aquando da sua chegada ao Oriente, Raimundo de Toulouse aceitou a descoberta da Lança do Destino em Antioquia mas rejeitou a Coroa de Jerusalém, estando ao serviço do Papado.

De acordo com os historiadores da época, Raimundo perdeu um olho numa peregrinação a Jerusalém  antes da Primeira Cruzada. No final da década de 1070 tomou o partido do Arcebispo Aicard de Arles contra o conde da Provença e o Papa Gregório VII sobre a questão das investiduras.

Também lutou contra os Mouros na Reconquista da Península Ibérica de 1087 a 1096, tendo sido um dos primeiros a aderir às Cruzadas depois do Sermão do Papa Urbano II no Concílio de Clermont.

Com a morte de Guilherme Bertrando da Provença em 1094, o seu título de Margrave passou para Raimundo. Uma bula de Urbano, datada de 22 de Julho de 1096, refere-se a Raimundo como Comes Nimirum Tholosanorum ac Ruthenensium et marchio Provintie Raimundus.

Após uma vida de conflitos e batalhas, Raimundo IV de Toulouse veio a falecer no dia 28 de Fevereiro de 1105, no seu castelo na actual França.

Budas de Bamiyan

Budas de Bamiyan

Budas de Bamiyan em 2003

O Vale de Bamiyan, localizado a 240 km de Cabul, no Afeganistão, contém diversos testemunhos culturais do Reino da Báctria, dos séculos I a XIII, nomeadamente da corrente Gandhara  da arte budista.

Bamiyan fica na Rota da Seda, uma rota de caravanas que ligava a China e a Índia, existindo nesta região mosteiros budistas e um próspero centro para religião, filosofia e arte Budista. Foi um local religioso Budista do século II, até a época da invasão Islâmica no século XIX.

A arte religiosa mais importante da região eram os dois Budas de Bamiyan, medindo 55 e 38 metros de altura, os maiores exemplares de Budas em pé esculpidos no mundo. O peregrino chinês budista Hsüan-tsang viajou pela área por volta de 630 d.C. e descreveu Bamiyan como um florescente centro Budista “com mais de dez mosteiros e mais de mil monges”, destacando que ambas as estátuas do Buda estavam “decoradas com ouro e pedras preciosas”.

Porém, por ordem do governo fundamentalista taliban, estas estátuas que haviam sido escavadas em nichos na rocha, por volta do século V, foram brutalmente destruídas com tiros de canhões. Embora as figuras dos dois Budas gigantes estejam quase completamente destruídas, os seus contornos e algumas feições são ainda reconhecíveis entre os restos. É também ainda possível explorar as cavernas dos monges e as passagens que as ligam. Como parte do esforço internacional para reconstruir o Afeganistão depois da guerra do Taliban, o governo do Japão comprometeu-se a reconstruir os dois Budas gigantes.

Jacinta Marto – Pastorinha de Fátima

Jacinta Marto – Pastorinha de Fátima

O Diário Universal presta hoje a sua homenagem a um dos Pastorinhos de Fátima, Jacinta Marto. Nascida em Aljustrel no dia 11 de Março de 1910, Jacinta foi uma das crianças que presenciaram o milagre de Nossa Senhora de Fátima na Cova da Iria, entre 13 de Maio e 13 de Outubro de 1917.
Filha mais nova de Olímpia e Manuel Marto, Jacinta Marto (a mais nova da imagem) e Francisco eram crianças típicas do Portugal rural da época. Como de início não frequentava a escola, trabalhava como pastora em conjunto com seu irmão e a sua prima Lúcia. Mais tarde, logo após as aparições, por recomendação de Nossa Senhora de Fátima, entrou na Escola Primária. De acordo com as memórias de Lúcia, Jacinta era uma criança afectiva e muito afável e emocionalmente frágil.

Na sequência das Aparições, o comportamento dois dois irmãos alterou-se. Jacinta ficou muito marcada por uma visão do Inferno que ocorrera na Terceira Aparição. Deslumbrada com o destino dos pecadores, Jacinta iniciou uma longa penitência e sacrifício pela salvação e conversão de todos os que pecaram, seguindo assim a proposta da Virgem Maria, feita na primeira aparição.

As três crianças, mas particularmente Jacinta, praticavam mortificações e penitências. É possível que prolongados jejuns a tenha enfraquecido a ponto de ter sucumbido à epidemia do Vírus Influenza que varreu a Europa em 1918, uma das consequências da Primeira Guerra Mundial. Jacinta, que sofria de pleurisia e não podia ser anestesiada devido à má condição do seu coração, foi assistida em vários hospitais, acabando por sucumbir no dia 20 de Fevereiro de 1920, no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa.

Jacinta fora beatificada, com o seu irmão, pelo Papa João Paulo II a 13 de Maio de 2000. Jacinta é a Cristã mais nova não-mártir a ser beatificada, sendo recordada e homenageada a 20 de Fevereiro.

São Teotónio de Portugal

São Teotónio de Portugal

Hoje celebra-se o dia religioso de São Teotónio nascido em Valença no decorrer do ano de 1082. Teotónio ficou para a História por ter sido um importante religioso português do século XII, tendo sido o primeiro português canonizado pela Igreja Católica. Formado em Teologia e Filosofia em Coimbra e Viseu, tornou-se Prior da Sé desta última cidade em 1112. Mais tarde São Teotónio foi em peregrinação até Jerusalém. Quando regressou, foi-lhe proposto o cargo de Bispo de Viseu, que recusou.

Com o decorrer dos anos, tornou-se um dos aliados do jovem Infante Afonso Henriques na sua luta contra a mãe, Teresa de Leão, dizendo a lenda que teria chegado a excomungá-la. Mais tarde, seria conselheiro do então já Rei Dom Afonso Henriques de Portugal.

Na sua segunda peregrinação à Terra Santa, Teotónio fixou-se por Jerusalém até 1132, quando regressou para Coimbra, onde foi um dos co-fundadores, juntamente com outros onze religiosos, do Mosteiro de Santa Cruz, do qual se tornou Prior. Esta viria a ser uma das mais importantes Casas Monásticas durante a Primeira Dinastia. Em 1152, renunciou ao Priorado de Santa Cruz, sendo que em 1153 o Papa Alexandre IV quis ordenar São Teotónio o Bispo de Coimbra, o que uma vez mais recusou.

Morreu em 18 de Fevereiro de 1162, dia em que é celebrado pela Igreja Católica. Teotónio foi sepultado numa Capela da Igreja Monástica que ajudou a fundar, mesmo ao lado do local onde o primeiro Rei de Portugal se fez sepultar.

Em 1163, um ano depois da sua morte, o Papa canonizou-o. São Teotónio tornava-se assim o primeiro santo português a subir ao altar, sendo recordado sobretudo por ter sido um reformador da vida religiosa nesta Nação nascente que então era Portugal. Actualmente é o Santo Padroeiro da cidade de Viseu e da respectiva Diocese.

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes