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Dies Solis

Dies Solis

Mosaico do Imperador Constantino

O Édito de Constantino foi uma legislação do Imperador romano Constantino I, proclamada no dia 7 de Março de 321, proclamando:

Que todos os juízes, todos os habitantes da Cidade e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer amiúde que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo céu.

Embora alguns Cristãos tivessem usado este decreto para oficializar o dia de veneração ao Domingo, na realidade, o decreto não se aplicou nem a Cristãos nem a Judeus. Este édito fazia parte do Direito Civil romano e à sua religião pagã, visto que apenas em 325, no Primeiro Concílio de Nicéia, é que o Domingo seria confirmado como dia de descanso cristão, e a guarda do sábado abolida no Concílio de Laodicéia.

Sultão Saladino

Sultão Saladino

Cristãos perante Saladino durante a Terceira Cruzada.

Saladino nasceu em Tikrit (actual Iraque) em 1138, tornando-se um importante chefe militar muçulmano e Sultão do Egipto e da Síria. No auge do seu poder, o seu domínio estendia-se pelo Egipto, Síria, Iraque, Iémen e pelo Hijaz. Saladino foi responsável por reconquistar Jerusalém  aos Cristãos, durante as Cruzadas, após a sua vitória na Batalha de Hattin, tornando-se uma figura emblemática na cultura curda, árabe, persa, turca e islâmica em geral.

Saladino, adepto do islamismo sunita, tornou-se célebre entre os cronistas cristãos da época pela sua conduta cavalheiresca, especialmente nos relatos sobre o cerco a Kerak em Moab. Apesar de ser o principal inimigo dos Cruzados, conquistou o respeito de muitos deles, incluindo Ricardo Coração de Leão.

Considerado o final vencedor das Guerra Santas, Saladino tornou-se um herói de um ciclo de lendas, que percorreram todo o Oriente médio e a Europa. Os seus feitos são lembrados e admirados até os dias de hoje pelos povos muçulmanos. Forte protector da cultura islâmica, não era apenas um líder militar, mas também um excelente administrador dos seus domínios. Saladino mandou reconstruir a Mesquita de Al-Aksa, na cidade de Jerusalém, e ordenou também a construção da cidadela do Cairo e outros monumentos de interesse mundial. Veio a falecer em Damasco, hoje capital da Síria, em 1193.

Raimundo IV de Toulouse

Raimundo IV de Toulouse

Iluminura medieval de Ademar de Monteil (com a mitra) empunhando a lança do destino numa Batalha da Primeira Cruzada

Raimundo IV de Toulouse nasceu entre os anos de 1041 e 1042, na actual França, tornando-se Conde de Toulouse, Duque de Narbonne, Margrave da Provença e um dos principais líderes da Primeira Cruzada, na qual se tornou também conde de Trípoli. Raimundo era filho do conde Pôncio de Toulouse e Almodis de La Marche.

Raimundo parece ter sido impelido tanto por motivos religiosos como materiais a se juntar à Primeira Cruzada com os seus exércitos. Aquando da sua chegada ao Oriente, Raimundo de Toulouse aceitou a descoberta da Lança do Destino em Antioquia mas rejeitou a Coroa de Jerusalém, estando ao serviço do Papado.

De acordo com os historiadores da época, Raimundo perdeu um olho numa peregrinação a Jerusalém  antes da Primeira Cruzada. No final da década de 1070 tomou o partido do Arcebispo Aicard de Arles contra o conde da Provença e o Papa Gregório VII sobre a questão das investiduras.

Também lutou contra os Mouros na Reconquista da Península Ibérica de 1087 a 1096, tendo sido um dos primeiros a aderir às Cruzadas depois do Sermão do Papa Urbano II no Concílio de Clermont.

Com a morte de Guilherme Bertrando da Provença em 1094, o seu título de Margrave passou para Raimundo. Uma bula de Urbano, datada de 22 de Julho de 1096, refere-se a Raimundo como Comes Nimirum Tholosanorum ac Ruthenensium et marchio Provintie Raimundus.

Após uma vida de conflitos e batalhas, Raimundo IV de Toulouse veio a falecer no dia 28 de Fevereiro de 1105, no seu castelo na actual França.

Budas de Bamiyan

Budas de Bamiyan

Budas de Bamiyan em 2003

O Vale de Bamiyan, localizado a 240 km de Cabul, no Afeganistão, contém diversos testemunhos culturais do Reino da Báctria, dos séculos I a XIII, nomeadamente da corrente Gandhara  da arte budista.

Bamiyan fica na Rota da Seda, uma rota de caravanas que ligava a China e a Índia, existindo nesta região mosteiros budistas e um próspero centro para religião, filosofia e arte Budista. Foi um local religioso Budista do século II, até a época da invasão Islâmica no século XIX.

A arte religiosa mais importante da região eram os dois Budas de Bamiyan, medindo 55 e 38 metros de altura, os maiores exemplares de Budas em pé esculpidos no mundo. O peregrino chinês budista Hsüan-tsang viajou pela área por volta de 630 d.C. e descreveu Bamiyan como um florescente centro Budista “com mais de dez mosteiros e mais de mil monges”, destacando que ambas as estátuas do Buda estavam “decoradas com ouro e pedras preciosas”.

Porém, por ordem do governo fundamentalista taliban, estas estátuas que haviam sido escavadas em nichos na rocha, por volta do século V, foram brutalmente destruídas com tiros de canhões. Embora as figuras dos dois Budas gigantes estejam quase completamente destruídas, os seus contornos e algumas feições são ainda reconhecíveis entre os restos. É também ainda possível explorar as cavernas dos monges e as passagens que as ligam. Como parte do esforço internacional para reconstruir o Afeganistão depois da guerra do Taliban, o governo do Japão comprometeu-se a reconstruir os dois Budas gigantes.

Jacinta Marto – Pastorinha de Fátima

Jacinta Marto – Pastorinha de Fátima

O Diário Universal presta hoje a sua homenagem a um dos Pastorinhos de Fátima, Jacinta Marto. Nascida em Aljustrel no dia 11 de Março de 1910, Jacinta foi uma das crianças que presenciaram o milagre de Nossa Senhora de Fátima na Cova da Iria, entre 13 de Maio e 13 de Outubro de 1917.
Filha mais nova de Olímpia e Manuel Marto, Jacinta Marto (a mais nova da imagem) e Francisco eram crianças típicas do Portugal rural da época. Como de início não frequentava a escola, trabalhava como pastora em conjunto com seu irmão e a sua prima Lúcia. Mais tarde, logo após as aparições, por recomendação de Nossa Senhora de Fátima, entrou na Escola Primária. De acordo com as memórias de Lúcia, Jacinta era uma criança afectiva e muito afável e emocionalmente frágil.

Na sequência das Aparições, o comportamento dois dois irmãos alterou-se. Jacinta ficou muito marcada por uma visão do Inferno que ocorrera na Terceira Aparição. Deslumbrada com o destino dos pecadores, Jacinta iniciou uma longa penitência e sacrifício pela salvação e conversão de todos os que pecaram, seguindo assim a proposta da Virgem Maria, feita na primeira aparição.

As três crianças, mas particularmente Jacinta, praticavam mortificações e penitências. É possível que prolongados jejuns a tenha enfraquecido a ponto de ter sucumbido à epidemia do Vírus Influenza que varreu a Europa em 1918, uma das consequências da Primeira Guerra Mundial. Jacinta, que sofria de pleurisia e não podia ser anestesiada devido à má condição do seu coração, foi assistida em vários hospitais, acabando por sucumbir no dia 20 de Fevereiro de 1920, no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa.

Jacinta fora beatificada, com o seu irmão, pelo Papa João Paulo II a 13 de Maio de 2000. Jacinta é a Cristã mais nova não-mártir a ser beatificada, sendo recordada e homenageada a 20 de Fevereiro.

São Teotónio de Portugal

São Teotónio de Portugal

Hoje celebra-se o dia religioso de São Teotónio nascido em Valença no decorrer do ano de 1082. Teotónio ficou para a História por ter sido um importante religioso português do século XII, tendo sido o primeiro português canonizado pela Igreja Católica. Formado em Teologia e Filosofia em Coimbra e Viseu, tornou-se Prior da Sé desta última cidade em 1112. Mais tarde São Teotónio foi em peregrinação até Jerusalém. Quando regressou, foi-lhe proposto o cargo de Bispo de Viseu, que recusou.

Com o decorrer dos anos, tornou-se um dos aliados do jovem Infante Afonso Henriques na sua luta contra a mãe, Teresa de Leão, dizendo a lenda que teria chegado a excomungá-la. Mais tarde, seria conselheiro do então já Rei Dom Afonso Henriques de Portugal.

Na sua segunda peregrinação à Terra Santa, Teotónio fixou-se por Jerusalém até 1132, quando regressou para Coimbra, onde foi um dos co-fundadores, juntamente com outros onze religiosos, do Mosteiro de Santa Cruz, do qual se tornou Prior. Esta viria a ser uma das mais importantes Casas Monásticas durante a Primeira Dinastia. Em 1152, renunciou ao Priorado de Santa Cruz, sendo que em 1153 o Papa Alexandre IV quis ordenar São Teotónio o Bispo de Coimbra, o que uma vez mais recusou.

Morreu em 18 de Fevereiro de 1162, dia em que é celebrado pela Igreja Católica. Teotónio foi sepultado numa Capela da Igreja Monástica que ajudou a fundar, mesmo ao lado do local onde o primeiro Rei de Portugal se fez sepultar.

Em 1163, um ano depois da sua morte, o Papa canonizou-o. São Teotónio tornava-se assim o primeiro santo português a subir ao altar, sendo recordado sobretudo por ter sido um reformador da vida religiosa nesta Nação nascente que então era Portugal. Actualmente é o Santo Padroeiro da cidade de Viseu e da respectiva Diocese.

Papa Leão XII

Papa Leão XII

Leão XIIO Papa Leão XII, nascido Annibale Francesco Clemente Melchiore Girolamo Nicola della Genga, em Genga, perto de Ancona, a 22 de Agosto de 1760, morreu em Roma a 10 de Fevereiro de 1829. Foi Papa de 28 de Setembro de 1823 até à data da sua morte.

Nascido numa família da Nobreza que já tinha vários Papas, Fransceso era filho do conde Fábio della Genga e da condessa Maria Luisa Periberti di Fabriano. Estudou na Academia de Nobres Eclesiásticos, tendo sido ordenado Sacerdote em 1783. O Papa Pio VII fá-lo, pouco depois, o seu secretário particular. Em 1793, foi nomeado arcebispo de Tiro, cidade no Líbano e é enviado como núncio apostólico a Lucerna. A sua carreira diplomática dura até 1798. Porém, chocado pelo comportamento de Napoleão Bonaparte, retira-se para uma Abadia.

Em 1814, à revelia do Imperador, foi enviado para entregar, em nome do Papa, felicitações a Luís XVIII de França. Em 1816, é elevado a Cardeal e quatro anos depois nomeado Vigário de Roma. Quando Pio VII morre, foi eleito o seu sucessor pela tendência conservadora.

Na sua política externa, agora Papa Leão XII procedeu às negociações de diversas concordatas, vantajosas para o Papado. De personalidade suave, reduziu os impostos, tornou a justiça menos pesada e obteve financiamento para melhoramentos públicos. No entanto, deixou as finanças em pior estado do que as encontrara. Na política doméstica foi bastante severo, tendo condenado as sociedades bíblicas, e sob influência dos jesuítas reorganizou o sistema educacional. O seu reinado ficou marcado pela forte oposição à Carbonária e à Maçonaria.

Clemente XIII

Clemente XIII

Clemente XIIIClemente XIII, nascido Carlo della Torre Rezzonico, nasceu em Veneza a 7 de Março de 1693 e morreu em Roma a 2 de Fevereiro de 1769. Foi Papa de 6 de Julho de 1758 ate a sua morte.

Nasceu em Veneza e era filho do barão João Batista della Torre Rezzonico e de Vitória Barbarigo. No início do pontificado, Clemente XIII escreveu cartas aos soberanos da Europa, empenhados na guerra dos Sete Anos. O novo Papa conseguiu extinguir a velha animosidade entre a sua cidade natal, e a sede do Papado, Roma. Socorreu o povo na carestia de 1764, acolhendo 14 mil pessoas. Obrigou os latifundiários dos Estados Papais a plantarem as suas terras. Mandou velar nos museus as obras artísticas de consideradas por alguns realismo exagerado. Controlou abusos de copistas, que se serviam dos Arquivos romanos. Reprovou o livro em que João Nicolau de Hontheim, escondido atrás do pseudónimo de Justinus Febronius, atacava a soberania do Papa.

A negação de toda a Religião, pregada sob a capa de racionalismo por Voltaire, Rousseau e outros, desencadeou a perseguição aos batalhadores da Igreja, os Jesuítas. Em Portugal, o Marquês de Pombal implicou-os num atentado contra o Rei D. José, originando o Processo dos Távoras e a expulsão de todos os Jesuítas para o Brasil.

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