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Restauração da Independência – Actualizado

Restauração da Independência – Actualizado

Pintura de Época de Dom Sebastião

Pintura de Época de Dom Sebastião

Hoje celebra-se em Portugal o dia da Restauração da Independência, marcando a recuperação da independência nacional face à Coroa Espanhola em 1640, que durante 60 anos ocupou o trono.

A perda da independência deu-se devido à crise da sucessão, que teve origem com a morte de D. Sebastião, em 1578, tendo falecido na batalha de Alcácer-Quibir, apesar da sucessão do Cardeal D. Henrique. Nas Cortes de Tomar de 1581, Felipe II de Espanha é aclamado rei de Portugal, sendo primo do nosso rei. Durante sessenta anos Portugal sofreu o domínio filipino, sendo oprimido e retirado da sua mais básica nacionalidade.

O Reino de Portugal perdeu a sua independência administrativa e política quando Dom Sebastião, um jovem Rei aventureiro, tentou conquistar o Norte de África. Porém, o Exército Nacional foi derrotado na Batalha de Alcácer Quibir e D. Sebastião desapareceu no nevoeiro que se fazia sentir, no decorrer do ano de 1578. Com este desaparecimento, apesar de a sucessão natural ser o Cardeal D. Henrique, gerou-se uma crise dinástica.

Só nas Cortes de Tomar de 1581, é que Filipe II de Espanha é aclamado Rei, jurando os foros, privilégios e mais franquias do Reino de Portugal. Durante seis décadas Portugal ficou privado de um Rei natural, sob o que se tem designado por “domínio filipino”.

Após sucessivas quebras de acordos políticos, principalmente em assuntos relacionados com impostos e taxações (o primeiro Rei da Dinastia Filipina fora branco para com Portugal, implementando até vários avanços tecnológicos e sociais. Porém, os seus sucessores viam Portugal apenas como uma fonte de impostos e riquezas, obrigando o povo a pagar altas taxas para financiar as

Gravura de Época alusiva à Restauração da Coroa Portuguesa
Gravura de Época alusiva à Restauração da Coroa Portuguesa

Guerras e Conflitos do Reino de Espanha), começou a fazer-se sentir junto da população e dos Nobres portugueses um sentimento profundo de revolta, originando a Revolta de 1640, no qual um grupo de conspiradores, constituído por Nobres e Juristas. aclamou o Duque de Bragança como o novo Rei de Portugal, com o título de D. João IV, dando início à quarta Dinastia, a Dinastia de Bragança.

Após violentas batalhas em território nacional, das quais se destacam a Batalha do Montijo (1644), das Linhas de Elvas (1659), do Ameixial (1663), de Castelo Rodrigo (1664) e dos Montes Claros (1665), no dia 1 de Dezembro de 1640, os Portugueses restauraram a sua independência.

Paralelamente, as tropas portuguesas conseguiram expulsar os holandeses do Brasil, como também de Angola e de São Tomé e Príncipe, restabelecendo o poder atlântico português, hegemonia descorada pelo Reinado dos Filipes de Espanha. No entanto, as perdas no Oriente tornaram-se irreversíveis e Ceuta ficaria na posse dos Habsburgo de Espanha. Devido a estarem indisponíveis as mercadorias indianas, Portugal passou a só obter lucro com a cana-de-açúcar do Brasil.

A Restauração da Soberania

Aconteceu no dia 1 de Dezembro de 1640, a revolta que deu origem à Restauração da Independência, lutando contra a tentativa de anulação da independência do Reino de Portugal por parte da Dinastia Filipina de Espanha, e que vem a culminar com a instauração da Dinastia Portuguesa da casa de Bragança.

Sob o poder de Filipe III, o desrespeito pelo juramento de Tomar, assinado em 1581, tinha atingido um grau intolerável devido à nomeação de nobres espanhóis para lugares de chefia militar em Portugal, usando tropas portuguesas para a guerra da Catalunha, aumentando vários impostos em Portugal sem a aprovação das Cortes nacionais e a crescente perda de soberania nas colónias, entre outras questões chave para Portugal.

A 12 de Outubro, em casa de D. Antão de Almada, reuniram-se D. Miguel de Almeida, Francisco de Melo e o seu irmão Jorge de Melo, Pedro de Mendonça Furtado, António de Saldanha e João Pinto Ribeiro. Desta reunião ficou acordado convocar o Duque de Bragança, Dom João, para assumir os destinos do País e restaurar a Independência face a Espanha. No dia 1 de Dezembro de 1640, eclodiu por fim em Lisboa a revolta, imediatamente apoiada por muitas comunidades urbanas e concelhos rurais de todo o país, levando à instauração da Casa de Bragança no trono de Portugal.

D. António Prior do Crato

António I de Portugal, mais conhecido pelo cognome de o Prior do Crato, nasceu em Lisboa no ano de 1531, filho do Infante D. Luís e neto de D. Manuel I. D. António ganha notoriedade durante a crise dinástica de 1580, sendo um dos  pretendentes ao trono tendo inclusive, segundo alguns historiadores, sido Rei de Portugal durante um breve espaço de tempo em 1580, no continente, e desde então até 1583, confinado aos Açores.

D. António Prior do Crato

D. António Prior do Crato

Não consta geralmente na lista de reis de Portugal, contudo é historicamente correcto incluí-lo, pois não foi só aclamado rei, como reinou de facto, durante um curto período. Já exilado em Paris, veio a falecer anónimo no dia 26 de Agosto de 1595.

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