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Museu da Língua Portuguesa

Museu da Língua Portuguesa

Estação da Luz - Localização actual do Museu da Língua Portuguesa

O Museu da Língua Portuguesa é um museu interactivo sobre a nossa língua, localizado na cidade de São Paulo, no histórico edifício Estação da Luz. Concebido pela Secretaria da Cultura Paulista em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, este museu tem orçamento de cerca de 37 milhões de reais, equivalente a 14,5 milhões de euros.

O objectivo do museu é criar um espaço vivo sobre a língua portuguesa, considerada como base da cultura do Brasil, onde seja possível causar surpresa aos visitantes com os aspectos inusitados e, muitas vezes, desconhecidos de sua língua materna. Segundo os organizadores do museu, “deseja-se que, no museu, o público tenha acesso a novos conhecimentos e reflexões, de maneira intensa e prazerosa”. O museu tem como alvo principal a média da população brasileira, composta de pessoas provenientes das mais variadas regiões e faixas sociais do país, mas que ainda não tiveram a oportunidade de obter uma ideia mais precisa e clara sobre as origens, a história e a evolução contínua da língua.

O museu foi inaugurado no dia 20 de Março de 2006, com a presença do Ministro da Cultura e cantor Gilberto Gil, representando o Presidente brasileiro, da Ministra da Cultura de Portugal, Isabel Pires de Lima, do Governador paulista Geraldo Alckmin, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de António Carmona Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, do Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian e outras autoridades representativas, não apenas de Portugal  e do Brasil, mas de todos os países lusófonos.

Conflito de Cisplatina

Conflito de Cisplatina

Território do Brasil

No dia 17 de Março de 1808, Portugal dá um ultimato aos governantes de Buenos Aires, tendo assim começado a disputa pela Província Cisplatina. A Província Cisplatina, também denominada de Província Oriental, era o nome dado a uma região situada no sul do Brasil, que fazia parte do Vice-Reinado do Prata, território incorporado no Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1821.

Devido ao facto de grande parte da população deste território ser constituída na altura por colonos espanhóis, a sua integração no Brasil nunca foi completa. A língua e os costumes, herdados da Espanha, impediam esta integração e qualquer ligação à sociedade brasileira.

Na primeira década de 1800, o governo argentino reivindicou este território como parte do antigo Vice-reinado do Prata. Porém, como parte integrante das estratégias de defesa territorial, o Império do Brasil manteve o seu direito às terras. A desanexação ocorreu em 1828, com a independência do território que formou a República Oriental do Uruguai.

Batalha do Jenipapo

Batalha do Jenipapo

Cemitério onde estão os corpos dos combatentes, no Monumento do Jenipapo

A Batalha do Jenipapo, a única verdadeira batalha durante o processo de independência do Brasil, ocorreu nas margens do riacho de Jenipapo no dia 13 de Março de 1823, sendo decisiva para as intenções de independência do Brasil e consolidação do território nacional.

Esta batalha consistiu na luta de várias capitanias contra as tropas do Major João José da Cunha Fidié, o comandante das tropas portuguesas, encarregadas de manter o norte da ex-colónia fiel à Coroa Portuguesa. Apesar da grande derrota dos brasileiros, este confronto resultou num desviar de atenção da capital de então, Oeiras. Caso o Major continuasse a marchar para Oeiras, talvez não encontrasse resistência e cumpriria o seu objectivo de manter o norte fiel ao Império.

Apesar desta data quase não estar assinalada dos livros de História Brasileiros, foi graças aos homens que nela lutaram que hoje não existem dois territórios brasileiros, mas sim um Brasil unido e um dos primeiros países verdadeiramente independentes.

Mem de Sá

Mem de Sá

Mem de Sá

Mem de Sá, nascido no ano de 1500, foi um distinto Fidalgo e Administrador colonial português, tendo ficado para a História como um dos primeiros Governadores-Gerais do Brasil. Irmão do poeta Francisco Sá de Miranda, exerceu o cargo de desembargador dos Agravos, tendo sido nomeado terceiro Governador-Geral do Brasil entre 1558 e 1572, sucedendo a D. Duarte da Costa.

Mem de Sá chegou a Salvador, na Bahia, no dia 28 de Dezembro de 1557, tendo tomado posse do Governo a 3 de Janeiro de 1558. Uma das suas principais preocupações foi a de pacificar a recém criada colónia, liderando a guerra contra os nativos. Durante os combates, Mem de Sá perdeu o filho, Fernão de Sá, na então Capitania do Espírito Santo.

Os 14 anos do seu governo ficaram marcados por vários momentos, destacando a fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, a segunda a ser criada no Brasil, e a expulsão das tropas Francesas do território português em 1567. Em termos administrativos, Mem de Sá destacou-se também na criação de incentivos à produção do açúcar, estimulo do tráfico de escravos africanos para o Brasil e na criação de Leis que protegiam da escravidão os indígenas já catequizados.

Batalha de Monte Castello

Batalha de Monte Castello

A Batalha de Monte Castello, perto da cidade italiana de Bolonha, foi travada quase no final da Segunda Guerra Mundial, entre as tropas Aliadas e as forças do Exército Nazi, que tentavam conter o seu avanço no Norte da Itália. Esta batalha marcou a presença da Força Expedicionária Brasileira no conflito.
A batalha arrastou-se por três meses, de 24 de Novembro de 1944 a 21 de Fevereiro de 1945, durante os quais se efectuaram seis ataques, com grande número de baixas devido a vários factores, entre os quais as temperaturas extremamente baixas. Quatro dos ataques não tiveram êxito, por falhas de estratégia.

Porém, a 20 de Fevereiro de 1945, as tropas da Força Expedicionária Brasileira iniciaram as manobras de combate com seus três regimentos prontos para partir rumo ao Monte Castello. Após intensos tiroteios, a batalha foi vencida. Grande parte do sucesso da ofensiva foi creditada à Artilharia Divisionária Brasileira, comandada pelo General Cordeiro de Farias e às Forças Expedicionárias Brasileiras.

Nos dias de hoje esta batalha é frequentemente ignorada. Porém foi um momento decisivo para a reconquista total de Itália e libertação do sul da Europa, objectivo alcançado graças aos grandes esforços dos bravos combatentes brasileiros.

Base Aérea de Brasília

Base Aérea de Brasília

Equipa da FAB
Equipa da FAB

Celebra-se neste dia o aniversário da criação da Base Aérea de Brasília, uma das maiores bases da Força Aérea Brasileira. Esta unidade, criada a 3 de Dezembro de 1963, situa-se na capital do Brasil, junto ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. Este local é a base de operações para o Grupo de Transporte Especial e o 6º Esquadrão de Transporte.

Também é de apontar que o GTE é responsável pelo transporte aéreo do Presidente da República, Ministros e demais autoridades, incluindo dignatários estrangeiros em visita ao Brasil.

Geraldo Pinho Alves

O Diário Universal presta homenagem a um grande brasileiro e um lutador da Democracia que hoje em dia caiu no esquecimento, Geraldo Pinho Alves. Nascido na cidade de Olinda a 24 de Dezembro de 1925, Geraldo veio a destacar-se como médico e principalmente como político. Conhecido como Dr. Geraldo, Geraldo Pinho Alves foi Presidente da Câmara (Prefeito) do Município do Paulista por três mandatos não consecutivos e também um proeminente e destacado Deputado Estadual noutros dois mandatos, sendo Líder do Governo Federal de Miguel Arraes na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Geraldo Pinho Alves era um homem bastante instruído, tendo feito os seus primeiros estudos no Colégio Ateneu Pernambucano, em Olinda, e o Segundo Grau, equivalente ao Ensino Secundário de Portugal, no Colégio Joaquim Nabuco. Mais tarde, veio a ingressar na Faculdade de Medicina da UFPE em 1946, formando-se a 8 de Dezembro de 1952 com uma das médias mais altas jamais conseguidas, tendo defendido a sua tese em 1953, sobre a Saúde Pública, Radiologia e Medicina do Trabalho. Nos anos que se seguiram, Geraldo Alves exerceu medicina no Departamento de Saúde Pública do Centro de Saúde Gouveia de Barros, tendo vindo a ocupar o cargo de Director deste Centro em Janeiro de 1958.

Porém não completou um ano como Director do Centro de Saúde, tendo sido eleito Presidente da Câmara (Prefeito) a 15 de Novembro desse mesmo ano, do Município do Paulista, assumindo o cargo em Janeiro de 1959, realizando grandes obras de reconstrução e requalificação urbana e social. Após um ano de mandato, deixou o cargo para tornar-se Deputado Estatal, tendo sido responsável nos anos que se seguiram por Projectos-Lei sobre a Educação e Saúde, no qual se destaca o regime equivalente ao actual Passe Social Sub23 de Portugal, um passe social para todos os estudantes da Região Metropolitana do Recife.

Já muito depois de deixar a política e se reformar, após ter ajudado a derrubar a Ditadura Militar que assombrou o Brasil, Geraldo Pinho Alves é internado no Hospital Unicórdis no Recife com problemas respiratórios em 2000. Após 15 dias de internação morre no hospital, no dia 2 de Dezembro de 2000. O seu corpo foi velado na Assembleia Legislativa de Pernambuco e posteriormente na Igreja Matriz de Paulista, sendo enterrado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista.

Restauração da Independência – Actualizado

Restauração da Independência – Actualizado

Pintura de Época de Dom Sebastião

Pintura de Época de Dom Sebastião

Hoje celebra-se em Portugal o dia da Restauração da Independência, marcando a recuperação da independência nacional face à Coroa Espanhola em 1640, que durante 60 anos ocupou o trono.

A perda da independência deu-se devido à crise da sucessão, que teve origem com a morte de D. Sebastião, em 1578, tendo falecido na batalha de Alcácer-Quibir, apesar da sucessão do Cardeal D. Henrique. Nas Cortes de Tomar de 1581, Felipe II de Espanha é aclamado rei de Portugal, sendo primo do nosso rei. Durante sessenta anos Portugal sofreu o domínio filipino, sendo oprimido e retirado da sua mais básica nacionalidade.

O Reino de Portugal perdeu a sua independência administrativa e política quando Dom Sebastião, um jovem Rei aventureiro, tentou conquistar o Norte de África. Porém, o Exército Nacional foi derrotado na Batalha de Alcácer Quibir e D. Sebastião desapareceu no nevoeiro que se fazia sentir, no decorrer do ano de 1578. Com este desaparecimento, apesar de a sucessão natural ser o Cardeal D. Henrique, gerou-se uma crise dinástica.

Só nas Cortes de Tomar de 1581, é que Filipe II de Espanha é aclamado Rei, jurando os foros, privilégios e mais franquias do Reino de Portugal. Durante seis décadas Portugal ficou privado de um Rei natural, sob o que se tem designado por “domínio filipino”.

Após sucessivas quebras de acordos políticos, principalmente em assuntos relacionados com impostos e taxações (o primeiro Rei da Dinastia Filipina fora branco para com Portugal, implementando até vários avanços tecnológicos e sociais. Porém, os seus sucessores viam Portugal apenas como uma fonte de impostos e riquezas, obrigando o povo a pagar altas taxas para financiar as

Gravura de Época alusiva à Restauração da Coroa Portuguesa
Gravura de Época alusiva à Restauração da Coroa Portuguesa

Guerras e Conflitos do Reino de Espanha), começou a fazer-se sentir junto da população e dos Nobres portugueses um sentimento profundo de revolta, originando a Revolta de 1640, no qual um grupo de conspiradores, constituído por Nobres e Juristas. aclamou o Duque de Bragança como o novo Rei de Portugal, com o título de D. João IV, dando início à quarta Dinastia, a Dinastia de Bragança.

Após violentas batalhas em território nacional, das quais se destacam a Batalha do Montijo (1644), das Linhas de Elvas (1659), do Ameixial (1663), de Castelo Rodrigo (1664) e dos Montes Claros (1665), no dia 1 de Dezembro de 1640, os Portugueses restauraram a sua independência.

Paralelamente, as tropas portuguesas conseguiram expulsar os holandeses do Brasil, como também de Angola e de São Tomé e Príncipe, restabelecendo o poder atlântico português, hegemonia descorada pelo Reinado dos Filipes de Espanha. No entanto, as perdas no Oriente tornaram-se irreversíveis e Ceuta ficaria na posse dos Habsburgo de Espanha. Devido a estarem indisponíveis as mercadorias indianas, Portugal passou a só obter lucro com a cana-de-açúcar do Brasil.

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