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Sessão da Comissão de Saúde em Conflito

Sessão da Comissão de Saúde em Conflito

Notícia retirada do Jornal I – Versão Online:

Maria Nogueira Pinto - Deputada pelo PSD

Maria Nogueira Pinto - Deputada pelo PSD

A primeira audição da Comissão Parlamentar de Saúde ficou hoje marcada por uma troca de ofensas entre a deputada social-democrata Maria José Nogueira Pinto e o deputado socialista Ricardo Gonçalves que levou o presidente a ameaçar suspender os trabalhos.

A troca de “galhardetes” ocorreu quando Maria José Nogueira Pinto intervinha nesta Comissão, onde esteve presente a ministra da Saúde e os seus dois secretários de Estado.

Uma observação do deputado Ricardo Gonçalves terá motivado a irritação de Maria José Nogueira Pinto, que o apelidou de “palhaço”.

Geraldo Pinho Alves

O Diário Universal presta homenagem a um grande brasileiro e um lutador da Democracia que hoje em dia caiu no esquecimento, Geraldo Pinho Alves. Nascido na cidade de Olinda a 24 de Dezembro de 1925, Geraldo veio a destacar-se como médico e principalmente como político. Conhecido como Dr. Geraldo, Geraldo Pinho Alves foi Presidente da Câmara (Prefeito) do Município do Paulista por três mandatos não consecutivos e também um proeminente e destacado Deputado Estadual noutros dois mandatos, sendo Líder do Governo Federal de Miguel Arraes na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Geraldo Pinho Alves era um homem bastante instruído, tendo feito os seus primeiros estudos no Colégio Ateneu Pernambucano, em Olinda, e o Segundo Grau, equivalente ao Ensino Secundário de Portugal, no Colégio Joaquim Nabuco. Mais tarde, veio a ingressar na Faculdade de Medicina da UFPE em 1946, formando-se a 8 de Dezembro de 1952 com uma das médias mais altas jamais conseguidas, tendo defendido a sua tese em 1953, sobre a Saúde Pública, Radiologia e Medicina do Trabalho. Nos anos que se seguiram, Geraldo Alves exerceu medicina no Departamento de Saúde Pública do Centro de Saúde Gouveia de Barros, tendo vindo a ocupar o cargo de Director deste Centro em Janeiro de 1958.

Porém não completou um ano como Director do Centro de Saúde, tendo sido eleito Presidente da Câmara (Prefeito) a 15 de Novembro desse mesmo ano, do Município do Paulista, assumindo o cargo em Janeiro de 1959, realizando grandes obras de reconstrução e requalificação urbana e social. Após um ano de mandato, deixou o cargo para tornar-se Deputado Estatal, tendo sido responsável nos anos que se seguiram por Projectos-Lei sobre a Educação e Saúde, no qual se destaca o regime equivalente ao actual Passe Social Sub23 de Portugal, um passe social para todos os estudantes da Região Metropolitana do Recife.

Já muito depois de deixar a política e se reformar, após ter ajudado a derrubar a Ditadura Militar que assombrou o Brasil, Geraldo Pinho Alves é internado no Hospital Unicórdis no Recife com problemas respiratórios em 2000. Após 15 dias de internação morre no hospital, no dia 2 de Dezembro de 2000. O seu corpo foi velado na Assembleia Legislativa de Pernambuco e posteriormente na Igreja Matriz de Paulista, sendo enterrado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista.

Otto von Bismarck

O Chanceler Bismarck

O Chanceler Bismarck

Otto Leopold Eduard von Bismarck-Schönhausen nasceu em Schönhausen no dia 1 de Abril de 1815, tornando-se famoso por, enquanto Primeiro-ministro do Reino da Prússia, ter unificado a Alemanha, depois de uma série de guerras, tornando-se o primeiro Chanceler do Império Alemão. A política de Bismarck ficou marcada pelo nacionalismo e pelo militarismo. As guerras com a Dinamarca e depois com a França asseguraram a unificação da Alemanha em torno de um regime militarista.

Depois de estudar Direito nas Universidades de Göttingen e de Berlim, Bismarck trabalhou como administrador judicial em Aachen. Em 1847, conquistou um lugar como Deputado no Landtag da Prússia. Após exercer este cargo, Otto foi embaixador em São Petersburgo e Paris, onde conheceu o imperador Napoleão III.  Em 1864, enquanto Primeiro-Ministro do Reino da Prússia, Bismarck levou a Prússia a uma guerra vitoriosa contra a Dinamarca pela posse do Schleswig-Holstein, tendo conquistado este território.

Em termos de política externa, a sua actividade centrou-se na criação de um complexo sistema de alianças, destinado a conseguir o isolamento internacional da França e a realçar o papel da Alemanha. Em 1890, o seu poder começou a declinar em virtude de crescentes divergências com o novo Kaiser, o Guilherme II, que levaram o Chanceler Bismarck a demitir-se do cargo a 18 de Março.

Na última etapa da vida, afastado da política, Otto von Bismarck dedicou-se à redação das suas Memórias, que foram publicadas, tendo grande sucesso após a sua morte. Bismarck faleceu pacificamente na sua cama na manhã de 30 de Julho de 1898, em Friedrichsruh, perto de Hamburgo.

António de Oliveira Salazar – 39º Aniversário da sua Morte

António de Oliveira Salazar em 1957

António de Oliveira Salazar em 1957

António de Oliveira Salazar, nascido no Vimieiro, concelho de Santa Comba Dão, no dia 28 de Abril de 1889 foi Presidente do Conselho de Ministros de Portugal de 1931 a 1968, tendo antes sido professor catedrático da Universidade de Coimbra.

Salazar começou a sua carreira política enquanto deputado ao Parlamento, tendo-o sido apenas por dia. Quando Salazar participou no Plenário de Abertura, notou que a Assembleia da República não funcionava nem conseguia ultrapassar as querelas políticas da época, de modo a servir o País, tendo-se demitido e voltado para a Universidade de Coimbra, para leccionar.

Mais tarde, após o golpe militar de 28 de Maio de 1926, as Finanças Públicas de Portugal, desgastadas ainda dos prejuízos da Primeira Guerra Mundial e pelas sucessivas quedas dos governos efémeros da Primeira República, estavam quase no ponto zero. Salazar foi então chamado à capital para ser Ministro das Finanças, cargo que ocupou novamente por apenas dias, visto o regime militar da altura não ter aceite seguir as condições de Oliveira Salazar, respeitante aos orçamentos. Só à beira do desespero financeiro e social é que o regime militar aceita as condições de Salazar, permitindo-o proceder a um saneamento financeiro de grande sucesso. Devido ao sucesso das suas políticas, foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros.

Instituidor do Estado Novo, através da Nova Constituição de 1933, e da sua organização política, a União Nacional, Salazar dirigiu os destinos de Portugal, como Presidente do Conselho de Ministros, entre 1932 e 1968, continuando com uma política de controlo de gastos, permitindo a Portugal ter um saldo positivo na sua balança comercial e financeira (em termos simples, ganhava-se mais do que se gastada, em termos do Estado e as suas receitas fiscais), pela primeira e única vez na longa história do País.

Apoiando-se na doutrina social da Igreja Católica, Salazar orientou o País para um corporativismo de Estado autoritário, com uma linha de acção económica nacionalista. Este nacionalismo económico levou-o a tomar medidas de proteccionismo e isolacionismo de natureza fiscal, tarifária, alfandegária, para Portugal e as colónias, que tiveram grande impacto sobretudo até aos anos 60, altura que Portugal começou a abrir-se ao exterior devido a pressões da ONU, aliados e devido às crescentes questões coloniais.

O princípio do fim de Salazar começou a 3 de Agosto de 1968, no Forte de Santo António, no Estoril, onde aconteceu a famosa queda de uma cadeira de lona, deixada em segredo primeiro, acabou por ditar o seu afastamento do Governo. Porém ainda hoje vários historiadores põe em causa se este episódio realmente aconteceu.

Américo Tomás, então Presidente da República chamou, a 27 de Setembro de 1968, Marcello Caetano para substituir Salazar. Até morrer, em 1970, continuou a receber visitas como se fosse ainda Presidente do Conselho, tendo vindo a falecer no dia 27 de Julho de 1970, na cidade de Lisboa. O seu funeral foi presenciado por milhares de portugueses, que se deslocaram de todo o País.

Nota do Autor: Esta publicação de forma alguma é uma homenagem a um regime autoritário como foi o Salazarismo (e não Fascismo, como popularmente se apelidou), mas sim a explicação histórica de uma efemeridade temporal, o 39º Aniversário da morte de Salazar. A História, seja boa ou má, não deve ser esquecida e reprimida, mas sim relembrada de forma imparcial e realista, de forma a ser estudada.

Alfredo da Silva – Industrial Português

Alfredo da Silva nasceu em Lisboa no dia 30 de Junho de 1871, na altura Vila de Sintra. Ficou conhecido por ter sido um dos mais bem sucedidos industriais portugueses e um dos maiores empreendedores numa época em que Portugal atravessava uma época económica de depressão.

Foi inclusivamente o fundador de um império abrangendo empresas emblemáticas, como a Companhia União Fabril (CUF), a Tabaqueira, o Estaleiro da Rocha do Conde de Óbidos (depois Lisnave), a Carris o Banco Totta e Companhia de Seguros Império.

Alfredo da Silva em 1906 como Deputado

Alfredo da Silva em 1906 como Deputado

Alfredo da Silva frequentou o Curso Superior de Comércio, tendo em 1890, com apenas 19 anos, sido admitido como gestor da herança da família. Três anos mais tarde, já era administrador da Companhia Aliança Fabril (CAF) e do Banco Lusitano. Aos 26 anos, concebeu um projecto audacioso: a fusão da sua empresa, a CAF, com a CUF. Era uma questão de sobrevivência: ambas as companhias viviam com severas dificuldades. A 22 de Abril de 1898 foi formalizada a constituição da nova CUF, que doravante produzia sabões, velas e óleos vegetais e viria a tornar-se um gigante da indústria, ao iniciar em Portugal a produção de adubos em grande escala.

Em 1907 a Companhia União Fabril estava em plena expansão e era necessário encontrar um local para instalar novas unidades fabris. Alfredo da Silva escolheu o Barreiro. A pequena vila à beira do Tejo sofreu uma expansão e evolução tremenda e próspera. De resto, a empresa veio a espalhar várias fábricas pelos país, empregando 16 mil empregados ao todo. O lema da CUF era “O que o País não tem, a CUF cria”.

Alfredo da Silva foi vitima de dois atentados fracassados o que o conduziu a exilar-se para Espanha e França, gerindo a CUF à distância. Em 1906 voltou ao País que o viu nascer para se tornar deputado antes de apoiar Sidónio Pais e de conquistar um lugar na Câmara Corporativa, em 1935. No ano de 1936 é adjudicada a concessão do “Estaleiro da Rocha Conde de Óbidos” à CUF, o que mais tarde se tornou a Lisnave. Veio a falecer na sua casa de Sintra a 22 de Agosto de 1942, tendo a CUF passando depois para o comando do Grupo Mello, composto pelo seu genro Manoel de Mello e seus filhos Jorge de Mello e José de Mello.

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