DezembroArquivo de

Base Aérea de Brasília

Base Aérea de Brasília

Equipa da FAB
Equipa da FAB

Celebra-se neste dia o aniversário da criação da Base Aérea de Brasília, uma das maiores bases da Força Aérea Brasileira. Esta unidade, criada a 3 de Dezembro de 1963, situa-se na capital do Brasil, junto ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. Este local é a base de operações para o Grupo de Transporte Especial e o 6º Esquadrão de Transporte.

Também é de apontar que o GTE é responsável pelo transporte aéreo do Presidente da República, Ministros e demais autoridades, incluindo dignatários estrangeiros em visita ao Brasil.

Restauração da Independência – Actualizado

Restauração da Independência – Actualizado

Pintura de Época de Dom Sebastião

Pintura de Época de Dom Sebastião

Hoje celebra-se em Portugal o dia da Restauração da Independência, marcando a recuperação da independência nacional face à Coroa Espanhola em 1640, que durante 60 anos ocupou o trono.

A perda da independência deu-se devido à crise da sucessão, que teve origem com a morte de D. Sebastião, em 1578, tendo falecido na batalha de Alcácer-Quibir, apesar da sucessão do Cardeal D. Henrique. Nas Cortes de Tomar de 1581, Felipe II de Espanha é aclamado rei de Portugal, sendo primo do nosso rei. Durante sessenta anos Portugal sofreu o domínio filipino, sendo oprimido e retirado da sua mais básica nacionalidade.

O Reino de Portugal perdeu a sua independência administrativa e política quando Dom Sebastião, um jovem Rei aventureiro, tentou conquistar o Norte de África. Porém, o Exército Nacional foi derrotado na Batalha de Alcácer Quibir e D. Sebastião desapareceu no nevoeiro que se fazia sentir, no decorrer do ano de 1578. Com este desaparecimento, apesar de a sucessão natural ser o Cardeal D. Henrique, gerou-se uma crise dinástica.

Só nas Cortes de Tomar de 1581, é que Filipe II de Espanha é aclamado Rei, jurando os foros, privilégios e mais franquias do Reino de Portugal. Durante seis décadas Portugal ficou privado de um Rei natural, sob o que se tem designado por “domínio filipino”.

Após sucessivas quebras de acordos políticos, principalmente em assuntos relacionados com impostos e taxações (o primeiro Rei da Dinastia Filipina fora branco para com Portugal, implementando até vários avanços tecnológicos e sociais. Porém, os seus sucessores viam Portugal apenas como uma fonte de impostos e riquezas, obrigando o povo a pagar altas taxas para financiar as

Gravura de Época alusiva à Restauração da Coroa Portuguesa
Gravura de Época alusiva à Restauração da Coroa Portuguesa

Guerras e Conflitos do Reino de Espanha), começou a fazer-se sentir junto da população e dos Nobres portugueses um sentimento profundo de revolta, originando a Revolta de 1640, no qual um grupo de conspiradores, constituído por Nobres e Juristas. aclamou o Duque de Bragança como o novo Rei de Portugal, com o título de D. João IV, dando início à quarta Dinastia, a Dinastia de Bragança.

Após violentas batalhas em território nacional, das quais se destacam a Batalha do Montijo (1644), das Linhas de Elvas (1659), do Ameixial (1663), de Castelo Rodrigo (1664) e dos Montes Claros (1665), no dia 1 de Dezembro de 1640, os Portugueses restauraram a sua independência.

Paralelamente, as tropas portuguesas conseguiram expulsar os holandeses do Brasil, como também de Angola e de São Tomé e Príncipe, restabelecendo o poder atlântico português, hegemonia descorada pelo Reinado dos Filipes de Espanha. No entanto, as perdas no Oriente tornaram-se irreversíveis e Ceuta ficaria na posse dos Habsburgo de Espanha. Devido a estarem indisponíveis as mercadorias indianas, Portugal passou a só obter lucro com a cana-de-açúcar do Brasil.

Papa João XIV

Papa João XIV

Papa João XIV

O Papa João XIV, nascido Pedro Canepanova, foi o Sumo-Pontífice Romano nos anos agitados de 983 e 984. Nascido em Pavia numa data desconhecida, pouco se sabe da vida deste Papa antes de ser nomeado Chanceler do Império, de Oto II, bem como Bispo de Pavia. As influências do Imperador foram decisivas na eleição de João XIV, mudando o seu nome já que o seu original era Pedro, e este deveria, na sua opinião, ser reservado apenas para o fundador do Papado, São Pedro.

Oto morreu pouco depois da sua eleição, a 7 de Dezembro de 983, com 28 anos de idade, vítima de peste bubónica, deixando como herdeiro Oto III, apenas com três anos de idade. Foi o próprio João XIV que lhe deu a extrema unção, na presença dos cardeais e bispos. A morte de Oto trouxe consigo um período de confusão política e lutas por todo o império, com duques germânicos a pretender usurpar o trono. Os nobres de Roma aproveitaram o clima de insurreição e revoltaram-se contra o Pontífice, sob o pretexto de que este não era romano. Bonifácio VII, Antipapa, aproveitou o contexto e, voltando do exílio em Constantinopla, prendeu o seu rival no Castelo de Santo Ângelo. João XIV viria, depois, a morrer envenenado na prisão a 20 de Agosto de 984.

Ernesto de Melo Antunes

Ernesto Augusto de Melo Antunes nasceu no ano de 1933 na cidade de Lagoa. Militar de carreira, Melo Antunes era Capitão em 1961 e foi promovido a Major em 1972. Durante o Golpe Militar de 25 de Abril de 1974, que ficou conhecida como a Revolução dos Cravos, Melo Antunes estava nos Açores, tendo participado no Movimento dos Capitães e, nessa qualidade, foi o principal redactor, em Março de 1974 do documento O Movimento das Forças Armadas e a Nação, o primeiro documento de conteúdo claramente político. Co-autor e principal redactor do programa do MFA, pertenceu à sua Comissão Coordenadora depois de 25 de Abril de 1974.

Ernesto Augusto de Melo Antunes durante as emissões do MFA, ao microfone.

Vasco Gonçalves e Otelo Saraiva durante umas das emissões do MFA.

Já fora da vida militar, foi várias vezes Ministro nos Governos Provisórios, negociando a independência da Guiné-Bissau e fazendo parte do Conselho dos Vinte, Órgão do Movimento das Forças Armadas antes do período constitucional, do Conselho da Revolução, e do Conselho de Estado.

Ernesto de Melo Antunes notabilizou-se ainda por ter participado activamente na elaboração do Programa de Acção Política e Económica (datado de Dezembro de 1974) e do Documento dos Nove (datado de Agosto de 1975) conhecido como documento Melo Antunes por dele ter sido o primeiro subscritor. Melo Antunes veio a falecer pacificamente em sua casa no dia 10 de Agosto de 1999, quase no esquecimento pelo seu País.

Acidente de Camarate – 18 Anos Depois

No dia 4 de Dezembro de 1980, Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa morrem num desastre aéreo em Camarate. Ainda hoje não se sabe ao certo as causas do acidente, sendo inclusive estudadas várias teses de atentado contra o Primeiro-ministro Sá Carneiro.

Francisco Manuel Lumbrales de Sá Carneiro, nascido no Porto a 19 de Julho de 1934 e falecido neste dia de 1980, foi o fundador e líder do Partido Popular Democrático / Partido Social-Democrata (PPD-PSD), sendo o Primeiro-ministro de Portugal aquando do acidente.

Adelino Manuel Lopes Amaro da Costa, nascido no dia 18 de Abril de 1943, e também falecido no acidente, foi um político português fortemente influenciado pela Democracia cristã. Após a Revolução dos Cravos, foi um dos fundadores, com Diogo Freitas do Amaral, do Centro Democrático Social (CDS), o actual Partido Popular, partido de inspiração democrata-cristã.

Os dois membros do Governo deslocavam-se para o Porto com o objectivo de participar num comício de apoio ao candidato presidencial, o General Soares Carneiro, que saiu derrotado pelo General Ramalho Eanes. O cargo de Primeiro-ministro foi ocupado internamente por Diogo Freitas do Amaral até às novas eleições.

Manuela Ferreira Leite

Nascia no dia 3 de Dezembro de 1940, Maria Manuela Dias Ferreira Leite, na cidade de Lisboa. Filha de um casal de advogados, cresceu em Lisboa, tendo frequentado o Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho e o Liceu D. João de Castro. Sempre tendo bons resultados escolares, licenciou-se em Economia, pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras em 1963, com a classificação final de 16 valores, obtendo o prémio de Aluna Mais Distinta do Curso, entre outros. Ainda na Universidade, foi assistente universitária, até 1979, no Instituto Superior de Economia e é, desde 2005, professora convidada do Instituto Superior de Economia e Gestão, para além de integrar os Conselhos Superior e de Orientação Estratégica da Universidade Católica Portuguesa.

Entre 1986 e 1990 foi também Directora-geral da Contabilidade Pública do Ministério das Finanças e em 1987 foi eleita membro do Comité do Orçamento do Conselho da Europa, onde permaneceu até 1992.

Na actividade onde mais se destaca é como militante do Partido Social Democrata, do qual pertence desde 1985, tendo sido deputada à Assembleia da República e de cuja bancada parlamentar foi vice-presidente. Exerceu também funções governativas como Secretária de Estado do Orçamento, de Secretária de Estado Adjunta e do Orçamento, de Ministra da Educação e de Ministra das Finanças em vários Governos. Foi distinguida com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. Actualmente é Presidente da Assembleia Municipal de Arganil.

A Restauração da Soberania

Aconteceu no dia 1 de Dezembro de 1640, a revolta que deu origem à Restauração da Independência, lutando contra a tentativa de anulação da independência do Reino de Portugal por parte da Dinastia Filipina de Espanha, e que vem a culminar com a instauração da Dinastia Portuguesa da casa de Bragança.

Sob o poder de Filipe III, o desrespeito pelo juramento de Tomar, assinado em 1581, tinha atingido um grau intolerável devido à nomeação de nobres espanhóis para lugares de chefia militar em Portugal, usando tropas portuguesas para a guerra da Catalunha, aumentando vários impostos em Portugal sem a aprovação das Cortes nacionais e a crescente perda de soberania nas colónias, entre outras questões chave para Portugal.

A 12 de Outubro, em casa de D. Antão de Almada, reuniram-se D. Miguel de Almeida, Francisco de Melo e o seu irmão Jorge de Melo, Pedro de Mendonça Furtado, António de Saldanha e João Pinto Ribeiro. Desta reunião ficou acordado convocar o Duque de Bragança, Dom João, para assumir os destinos do País e restaurar a Independência face a Espanha. No dia 1 de Dezembro de 1640, eclodiu por fim em Lisboa a revolta, imediatamente apoiada por muitas comunidades urbanas e concelhos rurais de todo o país, levando à instauração da Casa de Bragança no trono de Portugal.

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