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Gripe Espanhola de 1918

Gripe Espanhola de 1918

A gripe fez-se sentir principalmente nas tropas estacionadas na Europa no pós Primeira Guerra Mundial.

A Gripe de 1918, frequentemente citada como Gripe Espanhola, foi uma pandemia do vírus influenza que se espalhou por quase toda parte do mundo. Esta gripe foi causada por uma virulência  invulgar e frequentemente mortal de uma estirpe do vírus Influenza A do subtipo H1N1, bastante similar à Gripe A.

A origem geográfica da pandemia de gripe de 1918-1919 é desconhecido, tendo sido designada de gripe espanhola, gripe pneumónica, peste pneumónica ou, simplesmente, pneumónica. A designação “gripe espanhola” deu origem a algum debate na literatura médica da época, que talvez se deva ao facto de a imprensa na Espanha, não participando na guerra, ter noticiado livremente que civis em muitos lugares estavam a adoecer e a morrer em números alarmantes.

A doença foi observada pela primeira vez em Fort Riley, no estado norte-americano no Kansas, a 4 de Março de 1918, e em Queens no dia 11 de Março do mesmo ano.
Os primeiros casos conhecidos de gripe na Europa ocorreram em Abril de 1918 com tropas francesas, britânicas e americanas, estacionadas nos portos de embarque na França. A primeira vitima mortal sucumbiu à gripe no dia 8 de Março de 1918.

Em Maio, a doença atingiu a Grécia, Portugal e Espanha. Em Junho, a Dinamarca e a Noruega. Em Agosto, os Países Baixos e a Suécia. Todos os exércitos estacionados na Europa foram severamente afectados pela doença, calculando-se que cerca de 80% das mortes da Armada dos EUA se deveram à gripe.

Raimundo IV de Toulouse

Raimundo IV de Toulouse

Iluminura medieval de Ademar de Monteil (com a mitra) empunhando a lança do destino numa Batalha da Primeira Cruzada

Raimundo IV de Toulouse nasceu entre os anos de 1041 e 1042, na actual França, tornando-se Conde de Toulouse, Duque de Narbonne, Margrave da Provença e um dos principais líderes da Primeira Cruzada, na qual se tornou também conde de Trípoli. Raimundo era filho do conde Pôncio de Toulouse e Almodis de La Marche.

Raimundo parece ter sido impelido tanto por motivos religiosos como materiais a se juntar à Primeira Cruzada com os seus exércitos. Aquando da sua chegada ao Oriente, Raimundo de Toulouse aceitou a descoberta da Lança do Destino em Antioquia mas rejeitou a Coroa de Jerusalém, estando ao serviço do Papado.

De acordo com os historiadores da época, Raimundo perdeu um olho numa peregrinação a Jerusalém  antes da Primeira Cruzada. No final da década de 1070 tomou o partido do Arcebispo Aicard de Arles contra o conde da Provença e o Papa Gregório VII sobre a questão das investiduras.

Também lutou contra os Mouros na Reconquista da Península Ibérica de 1087 a 1096, tendo sido um dos primeiros a aderir às Cruzadas depois do Sermão do Papa Urbano II no Concílio de Clermont.

Com a morte de Guilherme Bertrando da Provença em 1094, o seu título de Margrave passou para Raimundo. Uma bula de Urbano, datada de 22 de Julho de 1096, refere-se a Raimundo como Comes Nimirum Tholosanorum ac Ruthenensium et marchio Provintie Raimundus.

Após uma vida de conflitos e batalhas, Raimundo IV de Toulouse veio a falecer no dia 28 de Fevereiro de 1105, no seu castelo na actual França.

Schmalkalden Bund

Schmalkalden Bund

Mapa Político durante a Guerra de Schmalkaldic, em 1547

A Liga de Esmalcalda ou de Schmalkalden era uma aliança defensiva constituída por vários Príncipes  protestantes do Sacro Império Romano-Germânico,   criada no dia 27 de Fevereiro de 1531. Recebeu o nome da cidade de Schmalkalden, na Turíngia, onde foi proclamada.

A Liga foi fundada por Filipe I de Hesse e João Frederico, Eleitor da Saxónia, que se comprometeram a defender-se mutuamente caso os seus territórios fossem atacados por Carlos V, Sacro Imperador Romano. Os integrantes da Liga concordaram em fornecer um total de 10.000 soldados e 2.000 cavaleiros.

Em 1532, a Liga aliou-se à França e, em 1538, à Dinamarca. A Liga raramente provocava Carlos de maneira directa, mas confiscou terras da Igreja, expulsou Bispos e Príncipes católicos e apoiou a propagação do Luteranismo no norte da Alemanha.

Em 1544, Carlos celebrou a paz com a França, no entendimento de que esta denunciaria a aliança com a Liga. Carlos e o Papa Paulo III começaram então a reunir um exército em 1546, enquanto os integrantes da Liga se desentendiam, incapazes de se unir em sua própria defesa, como originalmente proposto.

Carlos derrotou a Liga na Batalha de Mühlberg, a 24 de Abril de 1547, capturando muitos dos seus dirigentes. Entretanto, novas ligas protestantes foram criadas, o que levou à celebração da Paz de Augsburgo, em 1555.

Paul Julius Reuter

Paul Julius Reuter

Paul Reuter aos 53 anos pintado por Rudolf Lehmann em 1869

Paul Julius Barão von Reuter nasceu em Kassel no dia 21 de Julho de 1816 e veio a falecer na cidade de Nice a 25 de Fevereiro de 1899, tendo ficado para a História por ter sido um grande jornalista e empresário dos Media, através da criação e fundação da Agência Reuters. O inicio da vida de Paul foi controverso, tendo nascido um Judeu na Alemanha já um pouco anti-semita, com o nome de Israel Beer Josaphat. Anos mais tarde, em Gotinga, Reuter encontrou-se com Carl Friedrich Gauss, o impulsionador das transmissões de sinais eléctricos por via aérea.

Em 29 de Outubro de 1845, Reuter viajou para Londres, mudando de nome para Paul Julius Reuter e tornando-se Cristão Convertido, tendo casado um mês depois com Ida Maria Elizabeth Clementine Magnus. Depois das Revoluções de 1848, Paul abandonou a Alemanha em direcção a Paris, onde trabalhou na nova Agência de Charles-Louis Havas, futura Agência France-Presse, hoje uma das principais concorrentes da Reuters.

Enquanto a telegrafia evoluía, Reuter fundou a Agência de notícias Reuter em Aachen, que transmitia mensagens entre Bruxelas e Aachen, usando apenas pombos-correio. A transmissão através de pombos era muito mais rápida que o correio ferroviário, dando acesso mais rápido a Reuter a várias notícias. Em 1851 o correio através de pombos foi substituído por uma conexão telegráfica. No ano de 1851, Reuter voltou a Londres e estabeleceu um escritório na Bolsa de Valores de Londres, e fundou formalmente a sua agência noticiosa, a Reuters.

Em 1871, o Duque de Saxe-Coburgo-Gota conferiu-lhe o título de Barão, confirmado depois pela Rainha Vitória do Reino Unido. Reuter teve três filhos, George, terceiro Barão de Reuter, Andre e Clementine Maria, casada com o Conde Otto Stenbock. No dia 25 de Fevereiro de 1899, Paul Julius faleceu na sua mansão em Nice, na França, sendo enterrado no Cemitério West Norwood, em Londres.

Corpo Expedicionário Português

Corpo Expedicionário Português

Os Generais Tamagnini de Abreu e Silva, Hacking e Gomes da Costa.

Os Generais Tamagnini de Abreu e Silva, Hacking e Gomes da Costa.

Hoje marca-se um dia, que no entender da equipa do Diário Universal, é uma data importante no Centenário da República Portuguesa: a partida do Corpo Expedicionário Português para a Primeira Guerra Mundial, onde muitos dos nossos antepassados ficaram.

O Corpo Expedicionário Português foi a principal força militar que Portugal, durante a Primeira Grande Guerra, enviou para França, com a finalidade de, através da sua participação activa no esforço de guerra contra a Alemanha, conseguir tirar dividendos no final desta, principalmente através de aquisição de territórios na África Colonial.

Para além deste, a recém-criada República Portuguesa também enviou para França uma outra força, mais reduzida e menos relatada: o Corpo de Artilharia Pesada Independente. O CAPI destinou-se a responder a um pedido de ajuda francesa, ficando sob comando do Exército Francês, sendo aí conhecido por Corps de Artillerie Lourde Portugaise e tendo operado artilharia super-pesada de caminho de ferro, com obuses de 320 mm, 240 mm e 190 mm. A partida de milhares de tropas para a Flandres gerou, no entanto, descontentamentos nacionais, bem como avolumados gastos a suportar pelo ainda frágil Governo.

Porém os sucessos do Corpo Expedicionário Português foram diminutos, tendo com a ofensiva “Georgette” dos Alemães, montada por Ludendorff, os portugueses, não motivados e muito mal preparados, sofrido uma derrota estrondosa na Batalha de La Lys , ocorrida a 9 de Abril de 1918, logo após a derrota do Exército Britânico em Arras.

Journée des Dupes

Retrato de época do Cardeal Richelieu

Retrato de época do Cardeal Richelieu

Hoje celebra-se em França, simbolicamente, o Dia dos Logrados, ou na sua forma original, Journée des Dupes. Este dia é uma alusão à data de 11 de Novembro de 1630, assim chamada por terem falhado na tentativa de derrube do Cardeal de Richelieu, Primeiro-Ministro da França, através de um golpe realizado por Maria de Médicis e Ana de Áustria.

O Massacre da Noite de São Bartolomeu

Representação do Massacre de São Bartolomeu, por François Dubois.

Representação do Massacre de São Bartolomeu, por François Dubois.

O Massacre da Noite de São Bartolomeu foi um acontecimento sangrento durante a repressão dos protestantes na França por parte dos Reis de França, de origem católica. Os principais massacres tiveram origem por iniciativa da Casa Real Francesa, tendo começado a 24 de Agosto de 1572, durando meses e vitimando entre 30 mil e 100 mil protestantes franceses, apelidados de huguenotes.

Este massacre aconteceu dois anos depois do Tratado de Paz de Saint-Germain, no qual Catarina de Médici tinha oferecido tréguas aos protestantes. Porém, em 1572, quatro incidentes relacionados têm lugar após o casamento real de Marguerite de Valois, irmã do Rei da França, com Henrique de Navarra, uma aliança que supostamente deveria acalmar as hostilidades entre protestantes e católicos e fortalecer as aspirações de Henrique ao trono. A 22 de Agosto, um agente de Catarina de Médici, um católico chamado Maurevert, tentou assassinar o Almirante Gaspard de Coligny, líder huguenote de Paris, o que enfureceu os protestantes, apesar de ter ficado apenas ferido.

Nas primeiras horas da madrugada de 24 de Agosto, o dia de São Bartolomeu, dezenas de líderes huguenotes foram assassinados em Paris, numa série de ataques planeados pela família real. Este foi o sinal inicial para um massacre mais vasto,  começando a 24 de Agosto e durando até Outubro, tendo acontecido uma onda organizada de assassínios de huguenotes em cidades como Toulouse, Bordéus, Lyon, Bourges, Rouen, e Orléans.

Entre os habitantes de Paris, surgiram relatos que davam conta de cadáveres nos rios durante meses, de modo que ninguém comia peixe.

José Francisco de San Martín y Matorras

José Francisco Matorras

José Francisco Matorras

José Francisco de San Martín y Matorras nascem em Yapeyú no dia 25 de Fevereiro de 1778. Matorras foi um General argentino e o primeiro líder da América do Sul que obteve sucesso no seu esforço para a independência da Espanha, tendo participado activamente nos processos de independência da Argentina, do Chile e do Peru.

O pai de José Francisco, Juan de San Martín, era um cidadão espanhol que ocupava o cargo de Tenente-Governador da Argentina colonial, e a sua mãe, Gregoria Matorras, era sobrinha de um conquistador da região do Chaco. Enquanto lutava no Exército Aliado (Portugal, Espanha e Inglaterra) contra as Invasões Francesas, o então Tenente-Coronel José Matorras conhece Lord Macduff, nobre escocês, que o apresenta à Maçonaria, local onde se discutiam a independência das terras espanholas na América do Sul.

Em 1811, José renuncia à carreira militar na Espanha. Neste mesmo ano, por intermédio de Lord Macduff, obteve um passaporte para viajar à Inglaterra, onde se encontrou com compatriotas da América espanhola: Alvear, Zapiola, Andrés Bello, Tomás Guido, entre outros. Todos formavam parte de uma sociedade chamada Loja Lautaro, fundada por Francisco de Miranda, o qual, junto com Simón Bolívar, já lutava na América pela independência da Venezuela.

Em 9 de Março de 1812, Matorras chegou a Buenos Aires para se colocar ao lado das tropas que lutavam pela libertação da América espanhola, conduzindo os rebeldes à vitória contra as tropas espanholas do General José Zavala, na Batalha de San Lorenzo de Paraná, em Fevereiro de 1813, recebendo o posto de General do Governo Revolucionário, cargo que manteve até viajar ao Peru para, em 28 de Julho de 1821, proclamar também a independência desta região em relação à Coroa Espanhola.

Em 26 de julho de 1822, José encontrou-se com Simon Bolívar em Guayaquil para discutir o futuro da América Latina independente, assegurando Bolívar a ajuda ao Peru, tendo San Martín renunciado a todos os seus cargos. Mais tarde, em 1824 mudou-se com a sua filha para a França, onde permaneceu até o final da vida. José Matorras morreu a 17 de Agosto de 1850, na cidade de Boulogne-sur-Mer. Só em 1880 é que os seus restos mortais foram trasladados para Buenos Aires e sepultados na catedral na cidade.

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