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Mem de Sá

Mem de Sá

Mem de Sá

Mem de Sá, nascido no ano de 1500, foi um distinto Fidalgo e Administrador colonial português, tendo ficado para a História como um dos primeiros Governadores-Gerais do Brasil. Irmão do poeta Francisco Sá de Miranda, exerceu o cargo de desembargador dos Agravos, tendo sido nomeado terceiro Governador-Geral do Brasil entre 1558 e 1572, sucedendo a D. Duarte da Costa.

Mem de Sá chegou a Salvador, na Bahia, no dia 28 de Dezembro de 1557, tendo tomado posse do Governo a 3 de Janeiro de 1558. Uma das suas principais preocupações foi a de pacificar a recém criada colónia, liderando a guerra contra os nativos. Durante os combates, Mem de Sá perdeu o filho, Fernão de Sá, na então Capitania do Espírito Santo.

Os 14 anos do seu governo ficaram marcados por vários momentos, destacando a fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, a segunda a ser criada no Brasil, e a expulsão das tropas Francesas do território português em 1567. Em termos administrativos, Mem de Sá destacou-se também na criação de incentivos à produção do açúcar, estimulo do tráfico de escravos africanos para o Brasil e na criação de Leis que protegiam da escravidão os indígenas já catequizados.

Geraldo Pinho Alves

O Diário Universal presta homenagem a um grande brasileiro e um lutador da Democracia que hoje em dia caiu no esquecimento, Geraldo Pinho Alves. Nascido na cidade de Olinda a 24 de Dezembro de 1925, Geraldo veio a destacar-se como médico e principalmente como político. Conhecido como Dr. Geraldo, Geraldo Pinho Alves foi Presidente da Câmara (Prefeito) do Município do Paulista por três mandatos não consecutivos e também um proeminente e destacado Deputado Estadual noutros dois mandatos, sendo Líder do Governo Federal de Miguel Arraes na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Geraldo Pinho Alves era um homem bastante instruído, tendo feito os seus primeiros estudos no Colégio Ateneu Pernambucano, em Olinda, e o Segundo Grau, equivalente ao Ensino Secundário de Portugal, no Colégio Joaquim Nabuco. Mais tarde, veio a ingressar na Faculdade de Medicina da UFPE em 1946, formando-se a 8 de Dezembro de 1952 com uma das médias mais altas jamais conseguidas, tendo defendido a sua tese em 1953, sobre a Saúde Pública, Radiologia e Medicina do Trabalho. Nos anos que se seguiram, Geraldo Alves exerceu medicina no Departamento de Saúde Pública do Centro de Saúde Gouveia de Barros, tendo vindo a ocupar o cargo de Director deste Centro em Janeiro de 1958.

Porém não completou um ano como Director do Centro de Saúde, tendo sido eleito Presidente da Câmara (Prefeito) a 15 de Novembro desse mesmo ano, do Município do Paulista, assumindo o cargo em Janeiro de 1959, realizando grandes obras de reconstrução e requalificação urbana e social. Após um ano de mandato, deixou o cargo para tornar-se Deputado Estatal, tendo sido responsável nos anos que se seguiram por Projectos-Lei sobre a Educação e Saúde, no qual se destaca o regime equivalente ao actual Passe Social Sub23 de Portugal, um passe social para todos os estudantes da Região Metropolitana do Recife.

Já muito depois de deixar a política e se reformar, após ter ajudado a derrubar a Ditadura Militar que assombrou o Brasil, Geraldo Pinho Alves é internado no Hospital Unicórdis no Recife com problemas respiratórios em 2000. Após 15 dias de internação morre no hospital, no dia 2 de Dezembro de 2000. O seu corpo foi velado na Assembleia Legislativa de Pernambuco e posteriormente na Igreja Matriz de Paulista, sendo enterrado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista.

Fecho do Gueto de Varsóvia

Fotografia de Época

Fotografia de Época

A 16 de Novembro de 1940, os Judeus de Varsóvia, que foram obrigados a viver no Gueto, foram isolados do resto do Mundo pelo Governo Polaco Nazi, com a construção do Muro de Varsóvia em total redor dos Bairros Judeus, segregando completamente os seus habitantes.

Campo Penal do Tarrafal

Planta do Campo Penal do Tarrafal

Planta do Campo Penal do Tarrafal

Em 1936, neste dia, chegaram os primeiros 152 presos políticos do Estado Novo ao Campo Penal do Tarrafal, na ilha de Santiago em Cabo Verde, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 26 539, de 23 de Abril de 1936.. Neste campo foram presos, torturados e assassinados (apesar de nunca confirmados pelo Governo de Salazar) dezenas de presos que o seu único crime foi estarem contra o Regime Salazarista. Salazar considerava-os uma ameaça ao regime e a Portugal.

O campo só foi encerrado depois do 25 de Abril de 1974, com o fim do Estado Novo.

Grande Selo dos Estados Unidos

O Grande Selo dos Estados Unidos é utilizado para autenticar determinados documentos emitidos pelo Governo Federal dos Estados Unidos. A expressão é utilizada quer para designar o selo físico, que está sempre na posse do Secretário de Estado, e para designar o símbolo em si. O Grande Selo foi usado publicamente pela primeira vez no dia 16 de Setembro de 1782.

Selo

Selo dos Estados Unidos

Os Estados Unidos têm o seu brasão de armas, o qual foi criado pelo Congresso no dia 20 de Junho de 1782, sendo mais tarde adaptado para o Grande Selo dos Estados Unidos da América. Este selo é utilizado duas a três mil vezes ao ano em vários tipos de documentos governamentais, como em passaportes, tratados, insígnia militar, entre outros.

Alcatraz

Prisão de Alcatraz, vista da Baía de São Francisco, nos dias de hoje.

Prisão de Alcatraz, vista da Baía de São Francisco, nos dias de hoje.

A famosa Ilha-Prisão de Alcatraz foi uma base militar de 1850 a 1930, sendo posteriormente adquirida pelo Departamento de Justiça dos EUA a 12 de Outubro de 1933, quando sofreu a conversão para a Prisão Federal de Alta Segurança, tendo sido aberta a 1 de Janeiro de 1934. Durante os seus 29 anos de existência, a prisão alojou alguns dos maiores e mais perigosos criminosos norte-americanos, como Al Capone, Robert Franklin Stroud e Alvin Karpis. A prisão foi fechada a 21 de Agosto de 1963 devido ao seu alto custo de manutenção.

Porém, em 1969, um grupo de nativos norte-americanos criou um movimento que ocupou a ilha, baseando-se num Tratado Federal de 1868, que permitia que os nativos utilizassem todo o território que o governo não usava activamente. Só após quase dois anos de ocupação, o Governo Federal decretou que a ilha ainda era propriedade estatal norte-americana, retirando-os da mesma.

Durante 29 anos, a Prisão de Alcatraz nunca registou oficialmente fugas bem sucedidas de prisioneiros. Em todas as tentativas, os fugitivos foram mortos ou afogavam-se nas frias águas da Baía de São Francisco.

José Francisco de San Martín y Matorras

José Francisco Matorras

José Francisco Matorras

José Francisco de San Martín y Matorras nascem em Yapeyú no dia 25 de Fevereiro de 1778. Matorras foi um General argentino e o primeiro líder da América do Sul que obteve sucesso no seu esforço para a independência da Espanha, tendo participado activamente nos processos de independência da Argentina, do Chile e do Peru.

O pai de José Francisco, Juan de San Martín, era um cidadão espanhol que ocupava o cargo de Tenente-Governador da Argentina colonial, e a sua mãe, Gregoria Matorras, era sobrinha de um conquistador da região do Chaco. Enquanto lutava no Exército Aliado (Portugal, Espanha e Inglaterra) contra as Invasões Francesas, o então Tenente-Coronel José Matorras conhece Lord Macduff, nobre escocês, que o apresenta à Maçonaria, local onde se discutiam a independência das terras espanholas na América do Sul.

Em 1811, José renuncia à carreira militar na Espanha. Neste mesmo ano, por intermédio de Lord Macduff, obteve um passaporte para viajar à Inglaterra, onde se encontrou com compatriotas da América espanhola: Alvear, Zapiola, Andrés Bello, Tomás Guido, entre outros. Todos formavam parte de uma sociedade chamada Loja Lautaro, fundada por Francisco de Miranda, o qual, junto com Simón Bolívar, já lutava na América pela independência da Venezuela.

Em 9 de Março de 1812, Matorras chegou a Buenos Aires para se colocar ao lado das tropas que lutavam pela libertação da América espanhola, conduzindo os rebeldes à vitória contra as tropas espanholas do General José Zavala, na Batalha de San Lorenzo de Paraná, em Fevereiro de 1813, recebendo o posto de General do Governo Revolucionário, cargo que manteve até viajar ao Peru para, em 28 de Julho de 1821, proclamar também a independência desta região em relação à Coroa Espanhola.

Em 26 de julho de 1822, José encontrou-se com Simon Bolívar em Guayaquil para discutir o futuro da América Latina independente, assegurando Bolívar a ajuda ao Peru, tendo San Martín renunciado a todos os seus cargos. Mais tarde, em 1824 mudou-se com a sua filha para a França, onde permaneceu até o final da vida. José Matorras morreu a 17 de Agosto de 1850, na cidade de Boulogne-sur-Mer. Só em 1880 é que os seus restos mortais foram trasladados para Buenos Aires e sepultados na catedral na cidade.

Ernesto de Melo Antunes

Ernesto Augusto de Melo Antunes nasceu no ano de 1933 na cidade de Lagoa. Militar de carreira, Melo Antunes era Capitão em 1961 e foi promovido a Major em 1972. Durante o Golpe Militar de 25 de Abril de 1974, que ficou conhecida como a Revolução dos Cravos, Melo Antunes estava nos Açores, tendo participado no Movimento dos Capitães e, nessa qualidade, foi o principal redactor, em Março de 1974 do documento O Movimento das Forças Armadas e a Nação, o primeiro documento de conteúdo claramente político. Co-autor e principal redactor do programa do MFA, pertenceu à sua Comissão Coordenadora depois de 25 de Abril de 1974.

Ernesto Augusto de Melo Antunes durante as emissões do MFA, ao microfone.

Vasco Gonçalves e Otelo Saraiva durante umas das emissões do MFA.

Já fora da vida militar, foi várias vezes Ministro nos Governos Provisórios, negociando a independência da Guiné-Bissau e fazendo parte do Conselho dos Vinte, Órgão do Movimento das Forças Armadas antes do período constitucional, do Conselho da Revolução, e do Conselho de Estado.

Ernesto de Melo Antunes notabilizou-se ainda por ter participado activamente na elaboração do Programa de Acção Política e Económica (datado de Dezembro de 1974) e do Documento dos Nove (datado de Agosto de 1975) conhecido como documento Melo Antunes por dele ter sido o primeiro subscritor. Melo Antunes veio a falecer pacificamente em sua casa no dia 10 de Agosto de 1999, quase no esquecimento pelo seu País.

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