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Universidade de Lisboa

Universidade de Lisboa

Símbolo da Universidade de Lisboa

A Universidade de Lisboa, também conhecida como Universidade Clássica de Lisboa, para se distinguir da Universidade Técnica de Lisboa e da Universidade Nova de Lisboa, é uma instituição de ensino superior público criada no dia 9 de Março de 1911. Tem como lema Ad Lucem, isto é, Para a Luz.

Actualmente o seu dirigente máximo é o Magnífico Reitor Doutor António Nóvoa. A sua Reitoria e as Faculdades, com excepção da Faculdade de Belas-Artes, ficam situadas na Cidade Universitária, o maior Campus de Ensino Superior do País. As restantes Instituições da Universidade ficam localizadas em diversos locais de Lisboa.

Foi criada a 9 de Março de 1911, por decreto do Governo Provisório da República Portuguesa, em simultâneo com a Universidade do Porto, tendo em vista colocar as duas maiores cidades do país em idêntica situação com Coimbra. Para tal, fundaram-se novas academias e congregaram-se as escolas e cursos superiores existentes na capital nas diversas faculdades do organismo.

Assim, por meio daquele decreto, foram instituídas as novas faculdades de Medicina e de Farmácia, em substituição da Escola Médico-Cirúrgica. A Faculdade de Ciências ampliou e substituiu a Escola Politécnica existente. O Curso Superior de Letras, fundado pelo rei D. Pedro V a 8 de Junho de 1859, deu lugar à Faculdade de Letras. Foi também criada a Faculdade de Ciências Económicas e Políticas de Lisboa, que em 1913 seria transformada na actual Faculdade de Direito e cujo primeiro director foi Afonso Costa, para contrabalançar o facto de, até então, a esmagadora maioria dos governantes do país serem provenientes da Faculdade de Direito de Coimbra.

A estas se viriam a juntar, mais tarde, as Faculdades de Psicologia e Ciências da Educação, que foi parte da Faculdade de Letras até 1981, de Medicina Dentária, integrada em 1991,  e de Belas-Artes que foi integrada em 1991.

Gripe Espanhola de 1918

Gripe Espanhola de 1918

A gripe fez-se sentir principalmente nas tropas estacionadas na Europa no pós Primeira Guerra Mundial.

A Gripe de 1918, frequentemente citada como Gripe Espanhola, foi uma pandemia do vírus influenza que se espalhou por quase toda parte do mundo. Esta gripe foi causada por uma virulência  invulgar e frequentemente mortal de uma estirpe do vírus Influenza A do subtipo H1N1, bastante similar à Gripe A.

A origem geográfica da pandemia de gripe de 1918-1919 é desconhecido, tendo sido designada de gripe espanhola, gripe pneumónica, peste pneumónica ou, simplesmente, pneumónica. A designação “gripe espanhola” deu origem a algum debate na literatura médica da época, que talvez se deva ao facto de a imprensa na Espanha, não participando na guerra, ter noticiado livremente que civis em muitos lugares estavam a adoecer e a morrer em números alarmantes.

A doença foi observada pela primeira vez em Fort Riley, no estado norte-americano no Kansas, a 4 de Março de 1918, e em Queens no dia 11 de Março do mesmo ano.
Os primeiros casos conhecidos de gripe na Europa ocorreram em Abril de 1918 com tropas francesas, britânicas e americanas, estacionadas nos portos de embarque na França. A primeira vitima mortal sucumbiu à gripe no dia 8 de Março de 1918.

Em Maio, a doença atingiu a Grécia, Portugal e Espanha. Em Junho, a Dinamarca e a Noruega. Em Agosto, os Países Baixos e a Suécia. Todos os exércitos estacionados na Europa foram severamente afectados pela doença, calculando-se que cerca de 80% das mortes da Armada dos EUA se deveram à gripe.

Schmalkalden Bund

Schmalkalden Bund

Mapa Político durante a Guerra de Schmalkaldic, em 1547

A Liga de Esmalcalda ou de Schmalkalden era uma aliança defensiva constituída por vários Príncipes  protestantes do Sacro Império Romano-Germânico,   criada no dia 27 de Fevereiro de 1531. Recebeu o nome da cidade de Schmalkalden, na Turíngia, onde foi proclamada.

A Liga foi fundada por Filipe I de Hesse e João Frederico, Eleitor da Saxónia, que se comprometeram a defender-se mutuamente caso os seus territórios fossem atacados por Carlos V, Sacro Imperador Romano. Os integrantes da Liga concordaram em fornecer um total de 10.000 soldados e 2.000 cavaleiros.

Em 1532, a Liga aliou-se à França e, em 1538, à Dinamarca. A Liga raramente provocava Carlos de maneira directa, mas confiscou terras da Igreja, expulsou Bispos e Príncipes católicos e apoiou a propagação do Luteranismo no norte da Alemanha.

Em 1544, Carlos celebrou a paz com a França, no entendimento de que esta denunciaria a aliança com a Liga. Carlos e o Papa Paulo III começaram então a reunir um exército em 1546, enquanto os integrantes da Liga se desentendiam, incapazes de se unir em sua própria defesa, como originalmente proposto.

Carlos derrotou a Liga na Batalha de Mühlberg, a 24 de Abril de 1547, capturando muitos dos seus dirigentes. Entretanto, novas ligas protestantes foram criadas, o que levou à celebração da Paz de Augsburgo, em 1555.

Baptista de Andrade

Baptista de Andrade

Baptista de Andrade

Baptista de Andrade foi um Oficial de Marinha muito distinto, tendo nascido a 27 de Março de 1811 e falecido em 26 de Fevereiro de 1902. No início da sua carreira militar, Andrade tornou-se Praça em 1833, tendo sido promovido a Guarda-Marinha efectivo em 1840.

Esteve em Moçambique e na Índia, donde regressou em 1838 para finalizar o curso da Escola Politécnica. Foi promovido a Segundo-Tenente em Setembro de 1844 e a Primeiro-Tenente por distinção em Setembro de 1845. Desempenhou entretanto as funções de imediato e comandante do cúter “Andorinha” e do brigue “Serra do Pilar” e de comandante do brigue “Corimba” e da polaca “Esperança”. Mais tarde, Baptista de Andrade foi nomeado Governador do distrito de Ambriz em Maio de 1855.

Empreendeu então, uma série de brilhantes campanhas para subjugar a revolta de vários sobas indígenas. Em recompensa pelos brilhantes serviços prestados, foi-lhe atribuída, em Outubro de 1857, o grau de Oficial da Ordem da Torre e Espada e promovido por distinção no campo de batalha, ao posto de Capitão-Tenente em Abril de 1858. Foi reconduzido no Governo de Ambriz e em 1859 nomeado Superintendente das minas de Bembe. Regressou entretanto à Metrópole já como Capitão-de-Fragata, posto a que ascendeu em 21 de Setembro de 1860. Desempenhou as funções de comandante da corveta “Estefânia” e em Agosto de 1862 foi nomeado Governador-Geral de Angola.

Percorreu o norte da província, tendo batalhado para a consolidação da soberania portuguesa. Em 1865 pediu a demissão do cargo, tendo regressado à metrópole já como Capitão-de-Mar-e-Guerra. Durante a sua presença em Portugal, Baptista de Andrade desempenhou as funções de Comandante da fragata “D. Fernando” e da corveta “Estefânia”. Esteve, durante o comando desta corveta, na Índia aquando da revolta desta colónia. Em 1872 foi promovido, por distinção, ao posto de Contra-Almirante.

Foi novamente nomeado em 1873 Governador de Angola, onde desempenhou uma acção de grande relevo na pacificação da colónia. Em 1880 foi feito par vitalício do reino, em 1889 foi promovido ao posto de Vice-Almirante, em 1890 Comandante-Geral da Armada, em 1892 Vice-Presidente do Conselho do Almirantado e em 1895 promovido por distinção especial ao posto de Almirante.

Baptista de Andrade distinguiu-se ainda pelo seu notável sentido de justiça e por uma permanente e contagiante simpatia que o tornavam querido não só na Armada como entre todos os que o conheciam. Possuía ainda entre outras condecorações, a ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, a Ordem Militar de Aviz e a Cruz de Guerra de 1ª Classe.

Corpo Expedicionário Português

Corpo Expedicionário Português

Os Generais Tamagnini de Abreu e Silva, Hacking e Gomes da Costa.

Os Generais Tamagnini de Abreu e Silva, Hacking e Gomes da Costa.

Hoje marca-se um dia, que no entender da equipa do Diário Universal, é uma data importante no Centenário da República Portuguesa: a partida do Corpo Expedicionário Português para a Primeira Guerra Mundial, onde muitos dos nossos antepassados ficaram.

O Corpo Expedicionário Português foi a principal força militar que Portugal, durante a Primeira Grande Guerra, enviou para França, com a finalidade de, através da sua participação activa no esforço de guerra contra a Alemanha, conseguir tirar dividendos no final desta, principalmente através de aquisição de territórios na África Colonial.

Para além deste, a recém-criada República Portuguesa também enviou para França uma outra força, mais reduzida e menos relatada: o Corpo de Artilharia Pesada Independente. O CAPI destinou-se a responder a um pedido de ajuda francesa, ficando sob comando do Exército Francês, sendo aí conhecido por Corps de Artillerie Lourde Portugaise e tendo operado artilharia super-pesada de caminho de ferro, com obuses de 320 mm, 240 mm e 190 mm. A partida de milhares de tropas para a Flandres gerou, no entanto, descontentamentos nacionais, bem como avolumados gastos a suportar pelo ainda frágil Governo.

Porém os sucessos do Corpo Expedicionário Português foram diminutos, tendo com a ofensiva “Georgette” dos Alemães, montada por Ludendorff, os portugueses, não motivados e muito mal preparados, sofrido uma derrota estrondosa na Batalha de La Lys , ocorrida a 9 de Abril de 1918, logo após a derrota do Exército Britânico em Arras.

Jacinta Marto – Pastorinha de Fátima

Jacinta Marto – Pastorinha de Fátima

O Diário Universal presta hoje a sua homenagem a um dos Pastorinhos de Fátima, Jacinta Marto. Nascida em Aljustrel no dia 11 de Março de 1910, Jacinta foi uma das crianças que presenciaram o milagre de Nossa Senhora de Fátima na Cova da Iria, entre 13 de Maio e 13 de Outubro de 1917.
Filha mais nova de Olímpia e Manuel Marto, Jacinta Marto (a mais nova da imagem) e Francisco eram crianças típicas do Portugal rural da época. Como de início não frequentava a escola, trabalhava como pastora em conjunto com seu irmão e a sua prima Lúcia. Mais tarde, logo após as aparições, por recomendação de Nossa Senhora de Fátima, entrou na Escola Primária. De acordo com as memórias de Lúcia, Jacinta era uma criança afectiva e muito afável e emocionalmente frágil.

Na sequência das Aparições, o comportamento dois dois irmãos alterou-se. Jacinta ficou muito marcada por uma visão do Inferno que ocorrera na Terceira Aparição. Deslumbrada com o destino dos pecadores, Jacinta iniciou uma longa penitência e sacrifício pela salvação e conversão de todos os que pecaram, seguindo assim a proposta da Virgem Maria, feita na primeira aparição.

As três crianças, mas particularmente Jacinta, praticavam mortificações e penitências. É possível que prolongados jejuns a tenha enfraquecido a ponto de ter sucumbido à epidemia do Vírus Influenza que varreu a Europa em 1918, uma das consequências da Primeira Guerra Mundial. Jacinta, que sofria de pleurisia e não podia ser anestesiada devido à má condição do seu coração, foi assistida em vários hospitais, acabando por sucumbir no dia 20 de Fevereiro de 1920, no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa.

Jacinta fora beatificada, com o seu irmão, pelo Papa João Paulo II a 13 de Maio de 2000. Jacinta é a Cristã mais nova não-mártir a ser beatificada, sendo recordada e homenageada a 20 de Fevereiro.

São Teotónio de Portugal

São Teotónio de Portugal

Hoje celebra-se o dia religioso de São Teotónio nascido em Valença no decorrer do ano de 1082. Teotónio ficou para a História por ter sido um importante religioso português do século XII, tendo sido o primeiro português canonizado pela Igreja Católica. Formado em Teologia e Filosofia em Coimbra e Viseu, tornou-se Prior da Sé desta última cidade em 1112. Mais tarde São Teotónio foi em peregrinação até Jerusalém. Quando regressou, foi-lhe proposto o cargo de Bispo de Viseu, que recusou.

Com o decorrer dos anos, tornou-se um dos aliados do jovem Infante Afonso Henriques na sua luta contra a mãe, Teresa de Leão, dizendo a lenda que teria chegado a excomungá-la. Mais tarde, seria conselheiro do então já Rei Dom Afonso Henriques de Portugal.

Na sua segunda peregrinação à Terra Santa, Teotónio fixou-se por Jerusalém até 1132, quando regressou para Coimbra, onde foi um dos co-fundadores, juntamente com outros onze religiosos, do Mosteiro de Santa Cruz, do qual se tornou Prior. Esta viria a ser uma das mais importantes Casas Monásticas durante a Primeira Dinastia. Em 1152, renunciou ao Priorado de Santa Cruz, sendo que em 1153 o Papa Alexandre IV quis ordenar São Teotónio o Bispo de Coimbra, o que uma vez mais recusou.

Morreu em 18 de Fevereiro de 1162, dia em que é celebrado pela Igreja Católica. Teotónio foi sepultado numa Capela da Igreja Monástica que ajudou a fundar, mesmo ao lado do local onde o primeiro Rei de Portugal se fez sepultar.

Em 1163, um ano depois da sua morte, o Papa canonizou-o. São Teotónio tornava-se assim o primeiro santo português a subir ao altar, sendo recordado sobretudo por ter sido um reformador da vida religiosa nesta Nação nascente que então era Portugal. Actualmente é o Santo Padroeiro da cidade de Viseu e da respectiva Diocese.

Ponte Pênsil

Ponte Pênsil

A Ponte Pênsil, originalmente denominada Ponte D. Maria II, era uma ponte suspensa que ligava as duas margens do Rio Douro, entre a cidade do Porto e Vila Nova de Gaia, em Portugal. A sua construção foi iniciada em Maio de 1841, para comemorar o aniversário da coroação de D. Maria II, ainda que ficasse conhecida como Ponte Pênsil. A construção terminou cerca de dois anos depois do início das obras.

Com pilares de 15 metros de altura, 150 metros de comprimento e 6 de largura, a ponte assegurava um melhoramento no tráfego entre as duas margens, substituindo a degradada Ponte das Barcas.
Para testar a sua resistência suportou mais de 105 toneladas, peso esse constituído por cerca de 100 pipas de água. Esta ponte manteve-se em funcionamento durante cerca de 45 anos, até ser substituída pela Ponte Dom Luís I, construída ao seu lado, que ainda hoje está activa.

Após a inauguração da Ponte D. Luís, a Ponte Pênsil foi desmontada em 1887. Restam actualmente os pilares e as ruínas da Casa da Guarda Militar que assegurava a ordem e o regulamento da ponte, assim como a cobrança de portagens para a sua travessia.

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