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Museu da Língua Portuguesa

Museu da Língua Portuguesa

Estação da Luz - Localização actual do Museu da Língua Portuguesa

O Museu da Língua Portuguesa é um museu interactivo sobre a nossa língua, localizado na cidade de São Paulo, no histórico edifício Estação da Luz. Concebido pela Secretaria da Cultura Paulista em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, este museu tem orçamento de cerca de 37 milhões de reais, equivalente a 14,5 milhões de euros.

O objectivo do museu é criar um espaço vivo sobre a língua portuguesa, considerada como base da cultura do Brasil, onde seja possível causar surpresa aos visitantes com os aspectos inusitados e, muitas vezes, desconhecidos de sua língua materna. Segundo os organizadores do museu, “deseja-se que, no museu, o público tenha acesso a novos conhecimentos e reflexões, de maneira intensa e prazerosa”. O museu tem como alvo principal a média da população brasileira, composta de pessoas provenientes das mais variadas regiões e faixas sociais do país, mas que ainda não tiveram a oportunidade de obter uma ideia mais precisa e clara sobre as origens, a história e a evolução contínua da língua.

O museu foi inaugurado no dia 20 de Março de 2006, com a presença do Ministro da Cultura e cantor Gilberto Gil, representando o Presidente brasileiro, da Ministra da Cultura de Portugal, Isabel Pires de Lima, do Governador paulista Geraldo Alckmin, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de António Carmona Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, do Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian e outras autoridades representativas, não apenas de Portugal  e do Brasil, mas de todos os países lusófonos.

Humberto II de Itália

Humberto II de Itália

Fotografia do Rei Humberto II de Itália

Humberto II, nascido em Castello Reale di Racconigi no dia 15 de Setembro de 1904, era filho de Vítor Emanuel III, tendo-se tornado o último Rei de Itália, cujo reinado durou de 9 de Maio a 13 de Junho de 1946.

Humberto II foi o único filho varão do seu pai, pelo que à nascença recebeu o título de Príncipe do Piemonte, na qualidade de herdeiro do trono italiano. Teve a educação típica dos príncipes europeus da sua época, iniciando desde jovem a sua carreira militar no exército italiano. Já sob a vigência da ditadura de Benito Mussolini, Humberto viria a ascender à patente de General.

Humberto II casou, em 8 de Janeiro de 1930, na Capela Paulina do Palácio do Quirinal, em Roma, com a Princesa Maria José, filha do Rei Alberto I da Bélgica, de quem teve quatro filhos. Embora se tenha mantido afastado dos fascistas, o ainda Principe comandou alguns regimentos quando da participação do seu país na Segunda Guerra Mundial.

Após a libertação do país da ocupação Nazi, Humberto foi nomeado Lugar Tenente do Reino, em Junho de 1944, quando a figura do seu pai estava já bastante desgastada, dada a passividade que sempre mostrara para com Mussolini. No 9 de Maio de 1946, Humberto tornou-se Rei de Itália, após a abdicação do seu pai, numa ultima tentativa de salvar a monarquia.

Porém esta tentativa foi em vão, tendo apenas reinado, visto que no dia 2 de Junho do mesmo ano os italianos pronunciaram-se, em referendo, pela instauração da república. Dias depois o Rei seguiu para o exílio, instalando-se em Cascais, Portugal, nunca lhe tendo sido concedida autorização para regressar a Itália. Humberto II faleceu em Genebra no dia 18 de Março de 1983.

Conflito de Cisplatina

Conflito de Cisplatina

Território do Brasil

No dia 17 de Março de 1808, Portugal dá um ultimato aos governantes de Buenos Aires, tendo assim começado a disputa pela Província Cisplatina. A Província Cisplatina, também denominada de Província Oriental, era o nome dado a uma região situada no sul do Brasil, que fazia parte do Vice-Reinado do Prata, território incorporado no Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1821.

Devido ao facto de grande parte da população deste território ser constituída na altura por colonos espanhóis, a sua integração no Brasil nunca foi completa. A língua e os costumes, herdados da Espanha, impediam esta integração e qualquer ligação à sociedade brasileira.

Na primeira década de 1800, o governo argentino reivindicou este território como parte do antigo Vice-reinado do Prata. Porém, como parte integrante das estratégias de defesa territorial, o Império do Brasil manteve o seu direito às terras. A desanexação ocorreu em 1828, com a independência do território que formou a República Oriental do Uruguai.

Caio Júlio César

Caio Júlio César

Busto de Júlio César, em Roma

Caio Júlio César, nascido no dia 13 de Julho do ano 100 a.C., foi um patrício, líder militar e político romano, transformando a República Romana no Império Romano.

César foi eleito Questor pela Assembleia do Povo em 69 a.C., com apenas trinta anos de idade, como estipulava o cursus honorum romano. No sorteio subsequente, calhou-lhe um cargo na província romana da Hispania Ulterior, situada mais ou menos nos modernos Portugal e sul de Espanha, cargo que ocupou durante 4 anos. No regresso a Roma, César prosseguiu a carreira como advogado até ser eleito Edil em 65 a.C., o primeiro cargo do cursus honorum a deter imperium, ou seja, autoridade. As funções de um Edil podem ser equiparadas às de um moderno Presidente da Câmara Municipal e incluíam a regulação das construções, do trânsito, do comércio e outros aspectos da vida diária.

Mas o cargo poderia ser um presente envenenado, pois incluía a organização dos jogos no Circo Máximo, o que, dado o limitado orçamento público, exigia a aplicação dos fundos privados do Edil. Isto era especialmente verdade no caso de César, que pretendia realizar jogos memoráveis para impulsionar a sua carreira política. César  aplicou todo o seu engenho para o conseguir, chegando até a desviar o curso do Rio Tibre para uma representação no circo, mas acabou o ano com dívidas na ordem das várias centenas de talentos de ouro, o equivalente a vários milhões de euros actuais.

As suas conquistas na Gália, já como governante próspero e respeitado, estenderam o domínio romano até ao Oceano Atlântico, um feito de consequências profundas na História da Europa. No fim da sua vida, Júlio César lutou numa guerra civil com a facção conservadora do Senado romano, cujo líder era Pompeu. Depois da derrota dos Optimates, tornou-se ditador vitalício e iniciou uma série de reformas administrativas e económicas em Roma.

O seu assassinato nos idos de Março de 44 a.C., mais precisamente no dia 15 de Março, por um grupo de senadores travou o seu trabalho e abriu caminho a uma instabilidade política que viria a culminar no fim da República e início do Império Romano. Os feitos militares de César são conhecidos através do seu próprio punho e de relatos de autores como Suetónio e Plutarco.

Universidade de Lisboa

Universidade de Lisboa

Símbolo da Universidade de Lisboa

A Universidade de Lisboa, também conhecida como Universidade Clássica de Lisboa, para se distinguir da Universidade Técnica de Lisboa e da Universidade Nova de Lisboa, é uma instituição de ensino superior público criada no dia 9 de Março de 1911. Tem como lema Ad Lucem, isto é, Para a Luz.

Actualmente o seu dirigente máximo é o Magnífico Reitor Doutor António Nóvoa. A sua Reitoria e as Faculdades, com excepção da Faculdade de Belas-Artes, ficam situadas na Cidade Universitária, o maior Campus de Ensino Superior do País. As restantes Instituições da Universidade ficam localizadas em diversos locais de Lisboa.

Foi criada a 9 de Março de 1911, por decreto do Governo Provisório da República Portuguesa, em simultâneo com a Universidade do Porto, tendo em vista colocar as duas maiores cidades do país em idêntica situação com Coimbra. Para tal, fundaram-se novas academias e congregaram-se as escolas e cursos superiores existentes na capital nas diversas faculdades do organismo.

Assim, por meio daquele decreto, foram instituídas as novas faculdades de Medicina e de Farmácia, em substituição da Escola Médico-Cirúrgica. A Faculdade de Ciências ampliou e substituiu a Escola Politécnica existente. O Curso Superior de Letras, fundado pelo rei D. Pedro V a 8 de Junho de 1859, deu lugar à Faculdade de Letras. Foi também criada a Faculdade de Ciências Económicas e Políticas de Lisboa, que em 1913 seria transformada na actual Faculdade de Direito e cujo primeiro director foi Afonso Costa, para contrabalançar o facto de, até então, a esmagadora maioria dos governantes do país serem provenientes da Faculdade de Direito de Coimbra.

A estas se viriam a juntar, mais tarde, as Faculdades de Psicologia e Ciências da Educação, que foi parte da Faculdade de Letras até 1981, de Medicina Dentária, integrada em 1991,  e de Belas-Artes que foi integrada em 1991.

Gripe Espanhola de 1918

Gripe Espanhola de 1918

A gripe fez-se sentir principalmente nas tropas estacionadas na Europa no pós Primeira Guerra Mundial.

A Gripe de 1918, frequentemente citada como Gripe Espanhola, foi uma pandemia do vírus influenza que se espalhou por quase toda parte do mundo. Esta gripe foi causada por uma virulência  invulgar e frequentemente mortal de uma estirpe do vírus Influenza A do subtipo H1N1, bastante similar à Gripe A.

A origem geográfica da pandemia de gripe de 1918-1919 é desconhecido, tendo sido designada de gripe espanhola, gripe pneumónica, peste pneumónica ou, simplesmente, pneumónica. A designação “gripe espanhola” deu origem a algum debate na literatura médica da época, que talvez se deva ao facto de a imprensa na Espanha, não participando na guerra, ter noticiado livremente que civis em muitos lugares estavam a adoecer e a morrer em números alarmantes.

A doença foi observada pela primeira vez em Fort Riley, no estado norte-americano no Kansas, a 4 de Março de 1918, e em Queens no dia 11 de Março do mesmo ano.
Os primeiros casos conhecidos de gripe na Europa ocorreram em Abril de 1918 com tropas francesas, britânicas e americanas, estacionadas nos portos de embarque na França. A primeira vitima mortal sucumbiu à gripe no dia 8 de Março de 1918.

Em Maio, a doença atingiu a Grécia, Portugal e Espanha. Em Junho, a Dinamarca e a Noruega. Em Agosto, os Países Baixos e a Suécia. Todos os exércitos estacionados na Europa foram severamente afectados pela doença, calculando-se que cerca de 80% das mortes da Armada dos EUA se deveram à gripe.

Schmalkalden Bund

Schmalkalden Bund

Mapa Político durante a Guerra de Schmalkaldic, em 1547

A Liga de Esmalcalda ou de Schmalkalden era uma aliança defensiva constituída por vários Príncipes  protestantes do Sacro Império Romano-Germânico,   criada no dia 27 de Fevereiro de 1531. Recebeu o nome da cidade de Schmalkalden, na Turíngia, onde foi proclamada.

A Liga foi fundada por Filipe I de Hesse e João Frederico, Eleitor da Saxónia, que se comprometeram a defender-se mutuamente caso os seus territórios fossem atacados por Carlos V, Sacro Imperador Romano. Os integrantes da Liga concordaram em fornecer um total de 10.000 soldados e 2.000 cavaleiros.

Em 1532, a Liga aliou-se à França e, em 1538, à Dinamarca. A Liga raramente provocava Carlos de maneira directa, mas confiscou terras da Igreja, expulsou Bispos e Príncipes católicos e apoiou a propagação do Luteranismo no norte da Alemanha.

Em 1544, Carlos celebrou a paz com a França, no entendimento de que esta denunciaria a aliança com a Liga. Carlos e o Papa Paulo III começaram então a reunir um exército em 1546, enquanto os integrantes da Liga se desentendiam, incapazes de se unir em sua própria defesa, como originalmente proposto.

Carlos derrotou a Liga na Batalha de Mühlberg, a 24 de Abril de 1547, capturando muitos dos seus dirigentes. Entretanto, novas ligas protestantes foram criadas, o que levou à celebração da Paz de Augsburgo, em 1555.

Baptista de Andrade

Baptista de Andrade

Baptista de Andrade

Baptista de Andrade foi um Oficial de Marinha muito distinto, tendo nascido a 27 de Março de 1811 e falecido em 26 de Fevereiro de 1902. No início da sua carreira militar, Andrade tornou-se Praça em 1833, tendo sido promovido a Guarda-Marinha efectivo em 1840.

Esteve em Moçambique e na Índia, donde regressou em 1838 para finalizar o curso da Escola Politécnica. Foi promovido a Segundo-Tenente em Setembro de 1844 e a Primeiro-Tenente por distinção em Setembro de 1845. Desempenhou entretanto as funções de imediato e comandante do cúter “Andorinha” e do brigue “Serra do Pilar” e de comandante do brigue “Corimba” e da polaca “Esperança”. Mais tarde, Baptista de Andrade foi nomeado Governador do distrito de Ambriz em Maio de 1855.

Empreendeu então, uma série de brilhantes campanhas para subjugar a revolta de vários sobas indígenas. Em recompensa pelos brilhantes serviços prestados, foi-lhe atribuída, em Outubro de 1857, o grau de Oficial da Ordem da Torre e Espada e promovido por distinção no campo de batalha, ao posto de Capitão-Tenente em Abril de 1858. Foi reconduzido no Governo de Ambriz e em 1859 nomeado Superintendente das minas de Bembe. Regressou entretanto à Metrópole já como Capitão-de-Fragata, posto a que ascendeu em 21 de Setembro de 1860. Desempenhou as funções de comandante da corveta “Estefânia” e em Agosto de 1862 foi nomeado Governador-Geral de Angola.

Percorreu o norte da província, tendo batalhado para a consolidação da soberania portuguesa. Em 1865 pediu a demissão do cargo, tendo regressado à metrópole já como Capitão-de-Mar-e-Guerra. Durante a sua presença em Portugal, Baptista de Andrade desempenhou as funções de Comandante da fragata “D. Fernando” e da corveta “Estefânia”. Esteve, durante o comando desta corveta, na Índia aquando da revolta desta colónia. Em 1872 foi promovido, por distinção, ao posto de Contra-Almirante.

Foi novamente nomeado em 1873 Governador de Angola, onde desempenhou uma acção de grande relevo na pacificação da colónia. Em 1880 foi feito par vitalício do reino, em 1889 foi promovido ao posto de Vice-Almirante, em 1890 Comandante-Geral da Armada, em 1892 Vice-Presidente do Conselho do Almirantado e em 1895 promovido por distinção especial ao posto de Almirante.

Baptista de Andrade distinguiu-se ainda pelo seu notável sentido de justiça e por uma permanente e contagiante simpatia que o tornavam querido não só na Armada como entre todos os que o conheciam. Possuía ainda entre outras condecorações, a ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, a Ordem Militar de Aviz e a Cruz de Guerra de 1ª Classe.

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