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A Linha do Vouga

A Linha do Vouga faz actualmente a ligação entre Espinho e Aveiro, atravessando os Concelhos de Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha e Águeda. O troço de Espinho a Oliveira de Azeméis, o original da Linha, foi inaugurado a 23 de Novembro de 1908 por D. Manuel II, correspondendo ao compromisso assumido pelo pai, o rei D. Carlos.

Automotora da Série 9300, na estação ferroviária de Sernada do Vouga.

Automotora da Série 9300, na estação ferroviária de Sernada do Vouga.

Os trabalhos seguiram com a assistência de D. Manuel II, iniciando-se a exploração até à Estação de Sernada do Vouga em 1911, de Sernada a Vouzela e Bodiosa a Viseu, em 1913 e de Vouzela a Bodiosa, em 1914. Actualmente a Linha do Vouga é uma linha secundária, registando algum movimento nos troços Aveiro – Águeda e Oliveira de Azeméis – Espinho.

Frol de la Mar

Réplica da Frol de la Mar, no Museu Marítimo de Malaca

Réplica da Frol de la Mar, no Museu Marítimo de Malaca

Aconteceu nesta data, no decorrer do ano de 1512, o naufrágio da Nau Frol de la Mar, uma nau portuguesa de 400 toneladas, que ao longo de nove anos participou em vários acontecimentos marcantes no oceano Índico e nas conquistas do Império.

Nesta viagem ia Afonso de Albuquerque, segundo Governador da Índia Portuguesa e proeminente militar, de regresso da conquista de Malaca, com um imenso espólio e tesouros para o Rei, perdendo toda a carga ao largo de Sumatra, tornando-se um dos mais míticos tesouros perdidos.

O Mosteiro de Mafra e o Memorial do Convento

O Palácio Nacional de Mafra, fotografado em 1853.

O Palácio Nacional de Mafra, fotografado em 1853.

Foi neste dia de Novembro, no decorrer do ano de 1717, que tem início a construçã do Palácio Nacional de Mafra, constituído actualmente por um Palácio e um Mosteiro Monumental do Estilo Barroco. Este Convento foi iniciado em 1717 por iniciativa do Rei D. João V de Portugal, em virtude de uma promessa que fizera, se a Rainha D. Maria Ana de Áustria lhe desse descendência, construiria um novo e grande Mosteiro para o Clero.

Classificado como Monumento Nacional em 1910, foi um dos finalistas para uma das Sete Maravilhas de Portugal a 7 de Julho de 2007. Hoje em dia muitos são os seus mitos, desde túneis secretos que levam ate à Ericeira, a ratazanas gigantes que vivem nos esgotos onde.

Livro de Saramago

Para comemorar a data do início deste Monumento, foi lançado em 1982 a primeira edição do livro Memorial do Convento,  um dos mais populares romances de José Saramago. A acção decorre no início do século XVIII, mais propriamente durante o reinado de D. João V.

Nesta obra, Saramago retrata a personalidade do Rei D. João V e também de um operário que participou na construção do Mosteiro, chamado Baltasar, e do seu grande amor por Blimunda, uma mulher dotada do estranho poder de ver o interior dos Homens. Esta obra retrata também o famoso Padre Bartolomeu de Gusmão, a quem se deve a invenção da Passarola, um arcaico planador.

Mafalda de Sabóia

Mafalda de Sabóia e Maurienne, consorte de El-Rei D. Afonso Henriques

Mafalda de Sabóia e Maurienne, consorte de El-Rei D. Afonso Henriques

Celebra-se hoje o aniversário do falecimento de D. Mafalda de Sabóia, Condessa de Sabóia e Maurienne, tendo sido a primeira Rainha de Portugal, desde 1146 até à sua morte. Mafalda era filha do Conde Amadeu III de Sabóia e da sua esposa Mafalda de Albon. No ano de 1146, Mafalda casou-se com D. Afonso Henriques, o primeiro Rei de Portugal, tornando-se assim a Primeira Rainha, apesar de não ter tido qualquer poder efectivo. Actualmente, D. Mafalda de Sabóia está sepultada no Mosteiro de Santa Cruz, junto a Dom Afonso Henriques.

Esta Rainha ficou conhecida por ter estabelecido serviço de dois barcos no rio Douro e pela construção de uma ponte no Douro e de outra ponte no Tâmega. A Rainha D. Mafalda, por vontade testamentária deixou para a manutenção da Albergaria de peregrinos e pobres que fundou em Canaveses os direitos de portagem.

Lisboa-Carregado

A Linha de Caminhos-de-Ferro entre Lisboa e o Carregado foi a primeira linha ferroviária a entrar em actividade em Portugal, tendo sido inaugurada a 28 de Outubro de 1856. Porém, só entrou em funcionamento dois dias após a sua inauguração. Pouco mais de cem anos depois, no dia 28 de Abril de 1957, deu-se a inauguração da electrificação deste troço.

Inauguração do caminho de ferro entre Lisboa e o Carregado a 28 de Outubro de 1856.

Inauguração do caminho de ferro entre Lisboa e o Carregado a 28 de Outubro de 1856.

Já desde 1847 que tinham sido elaborados vários projectos com vista à construção de linhas férreas em Portugal. Só alguns anos mais tarde é que se deu avanço a essa iniciativa, com o início da construção do troço Lisboa-Carregado, em 1853. As obras estiveram a cargo da Companhia Central e Peninsular dos Caminhos de Ferro em Portugal e demoraram apenas três anos.

No dia da inauguração, pelas 10:00 horas da manhã, o comboio Real, puxado pelas locomotivas Santarém e Coimbra, fez o percurso de Lisboa ao Carregado, com 36,5 km, em cerca de 40 minutos. O Rei D. Pedro V ia bordo, bem como o Cardeal Patriarca de Lisboa, para abençoar a nova tecnologia. O Comboio dos convidados, com cerca de 9 carruagens, foi puxado pela locomotiva Lisboa.

Ainda hoje a Linha do Carregado, integrada hoje nas Linhas do Leste, está em pleno funcionamento, estando previstos vários melhoramentos ao longo da sua extensão.

Tomada de Posse de Aguiar

Joaquim António de Aguiar

Joaquim António de Aguiar

Joaquim António de Aguiar nasceu em Coimbra no dia 24 de Agosto de 1792 e faleceu no Lavradio a 26 de Maio de 1884. É hoje destaque no Diário Universal por ter sido um político português do tempo da Monarquia Constitucional e um importante líder do Partido Regenerador.

Joaquim de Aguiar foi por três vezes Chefe do Governo de Portugal (1841–1842, 1860 e 1865–1868), tendo assumido o seu último cargo a 4 de Setembro de 1865. Ao longo da sua carreira política assumiu ainda várias pastas ministeriais, designadamente a de Ministro dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça durante a regência de D. Pedro nos Açores em nome da sua filha D. Maria da Glória. Foi no exercício desta função que promulgou a célebre lei de 30 de Maio de 1834, pela qual declarava extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios, e quaisquer outras casas das ordens religiosas regulares, sendo os seus bens secularizados e incorporados na Fazenda Nacional. Essa lei, pelo seu espírito anti-eclesiástico, valeu-lhe a alcunha de o Mata-Frades.

Tentativa de Regicídio

Dom José I, Rei de Portugal, sofreu uma tentativa de regicídio a 3 de Setembro de 1758, tendo originado o famoso Processo dos Távoras. Os Marqueses de Távora, o Duque de Aveiro e familiares próximos, acusados da sua organização, foram executados ou colocados na prisão, enquanto que a Companhia de Jesus foi declarada ilegal e os Jesuítas expulsos de Portugal e das colónias do Império.

O Massacre da Noite de São Bartolomeu

Representação do Massacre de São Bartolomeu, por François Dubois.

Representação do Massacre de São Bartolomeu, por François Dubois.

O Massacre da Noite de São Bartolomeu foi um acontecimento sangrento durante a repressão dos protestantes na França por parte dos Reis de França, de origem católica. Os principais massacres tiveram origem por iniciativa da Casa Real Francesa, tendo começado a 24 de Agosto de 1572, durando meses e vitimando entre 30 mil e 100 mil protestantes franceses, apelidados de huguenotes.

Este massacre aconteceu dois anos depois do Tratado de Paz de Saint-Germain, no qual Catarina de Médici tinha oferecido tréguas aos protestantes. Porém, em 1572, quatro incidentes relacionados têm lugar após o casamento real de Marguerite de Valois, irmã do Rei da França, com Henrique de Navarra, uma aliança que supostamente deveria acalmar as hostilidades entre protestantes e católicos e fortalecer as aspirações de Henrique ao trono. A 22 de Agosto, um agente de Catarina de Médici, um católico chamado Maurevert, tentou assassinar o Almirante Gaspard de Coligny, líder huguenote de Paris, o que enfureceu os protestantes, apesar de ter ficado apenas ferido.

Nas primeiras horas da madrugada de 24 de Agosto, o dia de São Bartolomeu, dezenas de líderes huguenotes foram assassinados em Paris, numa série de ataques planeados pela família real. Este foi o sinal inicial para um massacre mais vasto,  começando a 24 de Agosto e durando até Outubro, tendo acontecido uma onda organizada de assassínios de huguenotes em cidades como Toulouse, Bordéus, Lyon, Bourges, Rouen, e Orléans.

Entre os habitantes de Paris, surgiram relatos que davam conta de cadáveres nos rios durante meses, de modo que ninguém comia peixe.

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