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Papa João XIV

Papa João XIV

Papa João XIV

O Papa João XIV, nascido Pedro Canepanova, foi o Sumo-Pontífice Romano nos anos agitados de 983 e 984. Nascido em Pavia numa data desconhecida, pouco se sabe da vida deste Papa antes de ser nomeado Chanceler do Império, de Oto II, bem como Bispo de Pavia. As influências do Imperador foram decisivas na eleição de João XIV, mudando o seu nome já que o seu original era Pedro, e este deveria, na sua opinião, ser reservado apenas para o fundador do Papado, São Pedro.

Oto morreu pouco depois da sua eleição, a 7 de Dezembro de 983, com 28 anos de idade, vítima de peste bubónica, deixando como herdeiro Oto III, apenas com três anos de idade. Foi o próprio João XIV que lhe deu a extrema unção, na presença dos cardeais e bispos. A morte de Oto trouxe consigo um período de confusão política e lutas por todo o império, com duques germânicos a pretender usurpar o trono. Os nobres de Roma aproveitaram o clima de insurreição e revoltaram-se contra o Pontífice, sob o pretexto de que este não era romano. Bonifácio VII, Antipapa, aproveitou o contexto e, voltando do exílio em Constantinopla, prendeu o seu rival no Castelo de Santo Ângelo. João XIV viria, depois, a morrer envenenado na prisão a 20 de Agosto de 984.

José Francisco de San Martín y Matorras

José Francisco Matorras

José Francisco Matorras

José Francisco de San Martín y Matorras nascem em Yapeyú no dia 25 de Fevereiro de 1778. Matorras foi um General argentino e o primeiro líder da América do Sul que obteve sucesso no seu esforço para a independência da Espanha, tendo participado activamente nos processos de independência da Argentina, do Chile e do Peru.

O pai de José Francisco, Juan de San Martín, era um cidadão espanhol que ocupava o cargo de Tenente-Governador da Argentina colonial, e a sua mãe, Gregoria Matorras, era sobrinha de um conquistador da região do Chaco. Enquanto lutava no Exército Aliado (Portugal, Espanha e Inglaterra) contra as Invasões Francesas, o então Tenente-Coronel José Matorras conhece Lord Macduff, nobre escocês, que o apresenta à Maçonaria, local onde se discutiam a independência das terras espanholas na América do Sul.

Em 1811, José renuncia à carreira militar na Espanha. Neste mesmo ano, por intermédio de Lord Macduff, obteve um passaporte para viajar à Inglaterra, onde se encontrou com compatriotas da América espanhola: Alvear, Zapiola, Andrés Bello, Tomás Guido, entre outros. Todos formavam parte de uma sociedade chamada Loja Lautaro, fundada por Francisco de Miranda, o qual, junto com Simón Bolívar, já lutava na América pela independência da Venezuela.

Em 9 de Março de 1812, Matorras chegou a Buenos Aires para se colocar ao lado das tropas que lutavam pela libertação da América espanhola, conduzindo os rebeldes à vitória contra as tropas espanholas do General José Zavala, na Batalha de San Lorenzo de Paraná, em Fevereiro de 1813, recebendo o posto de General do Governo Revolucionário, cargo que manteve até viajar ao Peru para, em 28 de Julho de 1821, proclamar também a independência desta região em relação à Coroa Espanhola.

Em 26 de julho de 1822, José encontrou-se com Simon Bolívar em Guayaquil para discutir o futuro da América Latina independente, assegurando Bolívar a ajuda ao Peru, tendo San Martín renunciado a todos os seus cargos. Mais tarde, em 1824 mudou-se com a sua filha para a França, onde permaneceu até o final da vida. José Matorras morreu a 17 de Agosto de 1850, na cidade de Boulogne-sur-Mer. Só em 1880 é que os seus restos mortais foram trasladados para Buenos Aires e sepultados na catedral na cidade.

Batalha da Roliça

A Batalha da Roliça, a primeira batalha da Guerra Peninsular, foi travada a 17 de Agosto de 1808 entre as tropas francesas do General Delaborde e as tropas luso-britânicas de Arthur Wellesley e Gomes Freire de Andrade.

Uma representação do campo da Batalha da Roliça, no Bombarral.

Uma representação do campo da Batalha da Roliça, no Bombarral.

Após a retirada das três divisões espanholas que haviam participado na invasão, o General Junot, limitado ao exército francês, viu-se forçado a espalhar as suas tropas pelo território, tentando conter a revolta popular portuguesa.

Desde o dia 6 de Agosto de 1808 que uma força expedicionária inglesa, sob o comando do general Wellesley, desembarcava na Baía de Buarcos, ao largo da Figueira da Foz, com o objectivo de marchar sobre Lisboa. Foi contra este destacamento que se travou esta batalha. O saldo do embate foi favorável aos britânicos e portugueses, tendo as tropas francesas retirado para Torres Vedras, onde se reuniram às tropas do General Junot. Esta vitória permitiu que quatro dias depois com a Batalha do Vimeiro, no concelho da Lourinhã, se desse o golpe final nas invasões francesas.

Batalha de Aljubarrota

A Batalha de Aljubarrota decorreu no final da tarde de 14 de Agosto de 1385 entre tropas portuguesas, comandadas por D. João I de Portugal e o seu Condestável D. Nuno Álvares Pereira, e o exército castelhano de D. Juan I de Castela. A batalha deu-se no campo de São Jorge, nas imediações da vila de Aljubarrota, entre as localidades de Leiria e Alcobaça.

Cena da Batalha de Aljubarrota

Cena da Batalha de Aljubarrota

O resultado foi uma derrota definitiva dos castelhanos, o fim da Crise Dinástica de 1383-1385 e a consolidação de D. João I como Rei de Portugal, o primeiro da Dinastia de Avis. A aliança de Portugal com os seus aliados ingleses saiu reforçada e seria selada em 1386, no Tratado de Windsor, o mais antigo tratado activo no mundo. A paz com Castela só veio a estabelecer-se em 1411.

Pedro Nunes

Pedro Nunes, o Matemático

Pedro Nunes, o Matemático

Pedro Nunes nasceu em Alcácer do Sal durante o ano de 1502, ficando para a história por ter sido um matemático português e um dos maiores vultos científicos do seu tempo, que contribuiu para o desenvolvimento da navegação, essencial para as Descobertas realizadas pela Armada Portuguesa. Pedro Nunes dedicou-se ainda aos problemas matemáticos da cartografia, tendo sido o inventor de vários aparelhos de medição náutica.

Outro momento que deixou Pedro Nunes na história foi em 1537, quando traduziu para português o Tratado da Esfera de Sacrobosco, os capítulos iniciais das Novas Teóricas dos Planetas de Purbáquio e o livro da Geografia de Ptolomeu. Em 1544 foi-lhe confiada a cátedra de matemática da Universidade de Coimbra, a maior distinção da época que se podia conferir a um matemático.

Além de se dedicar ao ensino, foi nomeado como Cosmógrafo Real em 1529 e Cosmógrafo-mor em 1547 até à sua morte. Em 1531, o Rei D. João III encarregou Pedro Nunes da educação dos seus irmãos mais novos, Luís e Henrique. Anos depois, foi também responsável pela educação do neto do rei (e futuro rei), Sebastião. No entanto, Pedro Nunes veio a falecer  em Coimbra a 11 de Agosto de 1578, vítima de uma doença desconhecida.

O Último Auto-de-Fé

Um Auto-de-Fé praticado no Terreiro do Paço.

Um Auto-de-Fé praticado no Terreiro do Paço.

Um Auto-de-Fé é um ritual de penitência pública ou humilhação de hereges, realizados pela Inquisição, principalmente em Portugal e Espanha.

O primeiro Auto-de-Fé ocorreu em Sevilha, durante o ano de 1481, com a execução de seis homens e mulheres. A Inquisição teve um pouco menos de poder em Portugal, tendo sido estabelecida em 1536 e durado oficialmente até 1821, se bem que tenha sido muito debilitada com o regime do Marquês de Pombal na segunda metade do século XVIII. O primeiro auto-de-fé em Portugal foi realizado a 20 de Setembro de 1540 em Lisboa, onde a praça do Rossio serviu de local de execução, embora sejam também conhecidos autos no Terreiro do Paço, como representa a imagem. No Porto houve apenas um auto-de-fé, bem como no México, Peru e Brasil.

O último Auto-de-Fé em Portugal ocorreu no dia 7 de Agosto de 1794, contrariando as tradicionais sentenças de centenas de inocentes, sendo apenas condenado a prisão um homem que teria insultado a Igreja. Actualmente, o Vaticano já condenou estes actos, pedindo desculpas por os ter executado.

Otto von Bismarck

O Chanceler Bismarck

O Chanceler Bismarck

Otto Leopold Eduard von Bismarck-Schönhausen nasceu em Schönhausen no dia 1 de Abril de 1815, tornando-se famoso por, enquanto Primeiro-ministro do Reino da Prússia, ter unificado a Alemanha, depois de uma série de guerras, tornando-se o primeiro Chanceler do Império Alemão. A política de Bismarck ficou marcada pelo nacionalismo e pelo militarismo. As guerras com a Dinamarca e depois com a França asseguraram a unificação da Alemanha em torno de um regime militarista.

Depois de estudar Direito nas Universidades de Göttingen e de Berlim, Bismarck trabalhou como administrador judicial em Aachen. Em 1847, conquistou um lugar como Deputado no Landtag da Prússia. Após exercer este cargo, Otto foi embaixador em São Petersburgo e Paris, onde conheceu o imperador Napoleão III.  Em 1864, enquanto Primeiro-Ministro do Reino da Prússia, Bismarck levou a Prússia a uma guerra vitoriosa contra a Dinamarca pela posse do Schleswig-Holstein, tendo conquistado este território.

Em termos de política externa, a sua actividade centrou-se na criação de um complexo sistema de alianças, destinado a conseguir o isolamento internacional da França e a realçar o papel da Alemanha. Em 1890, o seu poder começou a declinar em virtude de crescentes divergências com o novo Kaiser, o Guilherme II, que levaram o Chanceler Bismarck a demitir-se do cargo a 18 de Março.

Na última etapa da vida, afastado da política, Otto von Bismarck dedicou-se à redação das suas Memórias, que foram publicadas, tendo grande sucesso após a sua morte. Bismarck faleceu pacificamente na sua cama na manhã de 30 de Julho de 1898, em Friedrichsruh, perto de Hamburgo.

António de Oliveira Salazar – 39º Aniversário da sua Morte

António de Oliveira Salazar em 1957

António de Oliveira Salazar em 1957

António de Oliveira Salazar, nascido no Vimieiro, concelho de Santa Comba Dão, no dia 28 de Abril de 1889 foi Presidente do Conselho de Ministros de Portugal de 1931 a 1968, tendo antes sido professor catedrático da Universidade de Coimbra.

Salazar começou a sua carreira política enquanto deputado ao Parlamento, tendo-o sido apenas por dia. Quando Salazar participou no Plenário de Abertura, notou que a Assembleia da República não funcionava nem conseguia ultrapassar as querelas políticas da época, de modo a servir o País, tendo-se demitido e voltado para a Universidade de Coimbra, para leccionar.

Mais tarde, após o golpe militar de 28 de Maio de 1926, as Finanças Públicas de Portugal, desgastadas ainda dos prejuízos da Primeira Guerra Mundial e pelas sucessivas quedas dos governos efémeros da Primeira República, estavam quase no ponto zero. Salazar foi então chamado à capital para ser Ministro das Finanças, cargo que ocupou novamente por apenas dias, visto o regime militar da altura não ter aceite seguir as condições de Oliveira Salazar, respeitante aos orçamentos. Só à beira do desespero financeiro e social é que o regime militar aceita as condições de Salazar, permitindo-o proceder a um saneamento financeiro de grande sucesso. Devido ao sucesso das suas políticas, foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros.

Instituidor do Estado Novo, através da Nova Constituição de 1933, e da sua organização política, a União Nacional, Salazar dirigiu os destinos de Portugal, como Presidente do Conselho de Ministros, entre 1932 e 1968, continuando com uma política de controlo de gastos, permitindo a Portugal ter um saldo positivo na sua balança comercial e financeira (em termos simples, ganhava-se mais do que se gastada, em termos do Estado e as suas receitas fiscais), pela primeira e única vez na longa história do País.

Apoiando-se na doutrina social da Igreja Católica, Salazar orientou o País para um corporativismo de Estado autoritário, com uma linha de acção económica nacionalista. Este nacionalismo económico levou-o a tomar medidas de proteccionismo e isolacionismo de natureza fiscal, tarifária, alfandegária, para Portugal e as colónias, que tiveram grande impacto sobretudo até aos anos 60, altura que Portugal começou a abrir-se ao exterior devido a pressões da ONU, aliados e devido às crescentes questões coloniais.

O princípio do fim de Salazar começou a 3 de Agosto de 1968, no Forte de Santo António, no Estoril, onde aconteceu a famosa queda de uma cadeira de lona, deixada em segredo primeiro, acabou por ditar o seu afastamento do Governo. Porém ainda hoje vários historiadores põe em causa se este episódio realmente aconteceu.

Américo Tomás, então Presidente da República chamou, a 27 de Setembro de 1968, Marcello Caetano para substituir Salazar. Até morrer, em 1970, continuou a receber visitas como se fosse ainda Presidente do Conselho, tendo vindo a falecer no dia 27 de Julho de 1970, na cidade de Lisboa. O seu funeral foi presenciado por milhares de portugueses, que se deslocaram de todo o País.

Nota do Autor: Esta publicação de forma alguma é uma homenagem a um regime autoritário como foi o Salazarismo (e não Fascismo, como popularmente se apelidou), mas sim a explicação histórica de uma efemeridade temporal, o 39º Aniversário da morte de Salazar. A História, seja boa ou má, não deve ser esquecida e reprimida, mas sim relembrada de forma imparcial e realista, de forma a ser estudada.

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