RomaArquivo de

Schmalkalden Bund

Schmalkalden Bund

Mapa Político durante a Guerra de Schmalkaldic, em 1547

A Liga de Esmalcalda ou de Schmalkalden era uma aliança defensiva constituída por vários Príncipes  protestantes do Sacro Império Romano-Germânico,   criada no dia 27 de Fevereiro de 1531. Recebeu o nome da cidade de Schmalkalden, na Turíngia, onde foi proclamada.

A Liga foi fundada por Filipe I de Hesse e João Frederico, Eleitor da Saxónia, que se comprometeram a defender-se mutuamente caso os seus territórios fossem atacados por Carlos V, Sacro Imperador Romano. Os integrantes da Liga concordaram em fornecer um total de 10.000 soldados e 2.000 cavaleiros.

Em 1532, a Liga aliou-se à França e, em 1538, à Dinamarca. A Liga raramente provocava Carlos de maneira directa, mas confiscou terras da Igreja, expulsou Bispos e Príncipes católicos e apoiou a propagação do Luteranismo no norte da Alemanha.

Em 1544, Carlos celebrou a paz com a França, no entendimento de que esta denunciaria a aliança com a Liga. Carlos e o Papa Paulo III começaram então a reunir um exército em 1546, enquanto os integrantes da Liga se desentendiam, incapazes de se unir em sua própria defesa, como originalmente proposto.

Carlos derrotou a Liga na Batalha de Mühlberg, a 24 de Abril de 1547, capturando muitos dos seus dirigentes. Entretanto, novas ligas protestantes foram criadas, o que levou à celebração da Paz de Augsburgo, em 1555.

Congregatio Sanctissimi Redemptoris

Brazão de Armas

Brazão de Armas

A Congregação do Santíssimo Redentor, de seu nome original Congregatio Sanctissimi Redemptoris, é uma congregação religiosa católica fundada por Santo Afonso de Ligório, em Scala, no dia 9 de Novembro de 1732.

Esta Congregação dedica-se fundamentalmente à pregação de missões populares e ao atendimento dos mais desfavorecidos, estando representada em todos os continentes, totalizando missões em 70 países, com mais de 5 mil missionários. Com sede em Roma, os Redentoristas têm um Instituto de Teologia Moral, o Alfonsianum, principal escola mundial de estudos de Teologia.

Também em Madrid, os Redentoristas fundaram, em 1971, o Instituto Superior de Ciencias Morales, incorporado na Faculdade de Teologia da Universidade Pontifícia de Comillas.

Batalha da Ponte Mílvia

A Batalha da Ponte Mílvia teve lugar a 28 de Outubro de 312, entre os Imperadores romanos Constantino I e Maxêncio. Com a vitória de Constantino, o rumo da História da Europa e, por extensão, do Ocidente, seria alterado radicalmente.

A tradição sustenta que, ao anoitecer de 27 de Outubro, quando os exércitos se preparavam para a batalha, Constantino teve uma visão das letras gregas XP (Chi-Rho, as primeiras duas letras de Χριστός, “Cristo”) entrelaçadas com uma cruz, juntamente com a inscrição “In Hoc Signo Vinces”, que significa “Sob este signo vencerás”.

A Batalha da Ponte Mílvia, ocorrida a 27 e 28 de Outubro de 312, ilustrada por Pieter Lastman no 1613.

A Batalha da Ponte Mílvia, ocorrida a 27 e 28 de Outubro de 312, ilustrada por Pieter Lastman no 1613.

Constantino, que era pagão na altura, colocou o símbolo nos escudos dos seus soldados. Após vencer esta batalha, o Imperador converteu-se ao Cristianismo e tornou esta religião a oficial de todo o Império Romano do Ocidente.

Batalha da Floresta de Teutoburgo

Monumento de Hermann na Floresta de Teutoburgo, datado do século XIX.

Monumento de "Hermann" na Floresta de Teutoburgo, datado do século XIX.

A Batalha da Floresta de Teutoburgo ocorreu durante o Outono de 9 d. C. na Floresta de Teutoburgo, Alemanha perto da actual cidade Bramsche. Este conflito deflagrou a 9 de Setembro.

Uma aliança de tribos germânicas chefiada por Hermann, da tribo dos Queruscos, criou uma emboscada e dizimou três legiões romanas, lideradas por Públio Quintílio Varo, que o consideravam até então como aliado. Como resultado da batalha, Roma estabeleceu o Rio Reno como fronteira do Império Romano pelos séculos seguintes, facto que estabeleceu uma importante distância entre as culturas romana e germânica, assim como o declínio da influência romana na região e a perda de estatuto e respeito perante outras tribos nórdicas que, até então, temiam o Império.

A Batalha de Actium

Actium

Representação da Batalha de Actium, ocorrida a 2 de Setembro de 31 a.C.. Este quadro foi pintado por Lorenzo A. Castro, em 1672.

A Batalha de Actium teve lugar no dia 2 de Setembro de 31 a.C., perto da Grécia, durante a Guerra Civil Romana, esta ocorrida entre Marco António e Octaviano. A frota de Octaviano era comandada por Marcus Vipsanius Agrippa e a de António apoiada pelos barcos de guerra da rainha Cleópatra do Egipto. O resultado foi uma vitória decisiva de Octaviano, que findou a oposição ao seu poderio crescente. Esta data é por isso usada para marcar o fim da República e início do Império Romano, sendo o seu primeiro Imperado renomeado César Augusto.

Durante a batalha, Cleópatra e Marco António fugiram do local. Porém, a fuga do comandante não foi descoberta e a luta prosseguiu até Agrippa conseguir incendiar e afundar a frota de António. Cerca de um ano depois destes eventos, Octaviano invadiu o Egipto, sendo que António e Cleópatra suicidaram-se. Uma referência à batalha é feita na Eneida de Virgílio.

Papa Valentino

No dia 1 de Setembro de 827 foi eleito o Papa Valentino, de origens romanas, tendo governado o Trono de são Pedro apenas por 40 dias, vindo a falecer no dia 16 de Novembro.

Imagem do Papa Valentino

Imagem do Papa Valentino

A sua consagração como Papa foi acolhida com grandes manifestações de júbilo pelo seu carácter bondoso.

No dia 28 de Agosto de 475, o General Germânico (Bárbaro) Orestes expulsa o Imperador Romano do Ocidente Júlio Nepos da capital do decadente Império, a cidade de Ravena, e coloca o seu próprio filho, Rómulo Augusto, no seu lugar.

Saque de Roma pelos Vândalos, em 455. Quadro pintado por Heinrich Leutemann.

Saque de Roma pelos Vândalos, em 455. Quadro pintado por Heinrich Leutemann.

A cidade de Ravenna foi a terceira cidade a ser a capital do Império Romano do Ocidente, de 402 a 476, depois de Roma e de Milão. Foi também nesta cidade que o último Imperador, Rômulo Augusto, foi destronado por Odoacro, que o humilhou publicamente, fazendo-o desfilar prisioneiro, vestido de camponês, antes de ordenar a sua execução em Roma, a gloriósa capital milenar do Império Romano, agora totalmente caído e em extinção.

Papa João XIV

Papa João XIV

Papa João XIV

O Papa João XIV, nascido Pedro Canepanova, foi o Sumo-Pontífice Romano nos anos agitados de 983 e 984. Nascido em Pavia numa data desconhecida, pouco se sabe da vida deste Papa antes de ser nomeado Chanceler do Império, de Oto II, bem como Bispo de Pavia. As influências do Imperador foram decisivas na eleição de João XIV, mudando o seu nome já que o seu original era Pedro, e este deveria, na sua opinião, ser reservado apenas para o fundador do Papado, São Pedro.

Oto morreu pouco depois da sua eleição, a 7 de Dezembro de 983, com 28 anos de idade, vítima de peste bubónica, deixando como herdeiro Oto III, apenas com três anos de idade. Foi o próprio João XIV que lhe deu a extrema unção, na presença dos cardeais e bispos. A morte de Oto trouxe consigo um período de confusão política e lutas por todo o império, com duques germânicos a pretender usurpar o trono. Os nobres de Roma aproveitaram o clima de insurreição e revoltaram-se contra o Pontífice, sob o pretexto de que este não era romano. Bonifácio VII, Antipapa, aproveitou o contexto e, voltando do exílio em Constantinopla, prendeu o seu rival no Castelo de Santo Ângelo. João XIV viria, depois, a morrer envenenado na prisão a 20 de Agosto de 984.

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes