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Avante!

Avante!

O jornal Avante! é a publicação oficial do Partido Comunista Português. Fundada no dia 15 de Fevereiro de 1931, ainda hoje é publicada regularmente, tendo inscrita em todas as edições desde o início, o seu lema: Trabalhadores de Todos os Países, Uni-vos.

Inicialmente, este jornal não tinha uma data de publicação certa nem uma redacção permanente, sendo um meio de comunicação clandestina contra o Estado Novo e Salazar. Aquando da reorganização do Partido em 1940, o Avante! passou a ser uma publicação constante e mais informativa. Após o 25 de Abril de 1974, e principalmente durante o PREC, o Avante! foi um excelente meio de comunicação revolucionária. Porém, a partir do 25 de Novembro de 1975, este jornal, bem como o próprio Partido Comunista Português, têm vindo a perder influência. Hoje a sua principal zona de acção baseia-se na Península de Setúbal até Almada e no profundo Alentejo Sul.

Vídeo do Dia – Raul Solnado Agradece Aumento a Salazar

Nesta magnífica revista, Raul Solnado foi com a Comissão de Festas da sua Aldeia agradecer a Salazar o aumento que deu aos trabalhadores da sua Herdade.

Esta peça foi gravada em 1981.

Campo Penal do Tarrafal

Planta do Campo Penal do Tarrafal

Planta do Campo Penal do Tarrafal

Em 1936, neste dia, chegaram os primeiros 152 presos políticos do Estado Novo ao Campo Penal do Tarrafal, na ilha de Santiago em Cabo Verde, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 26 539, de 23 de Abril de 1936.. Neste campo foram presos, torturados e assassinados (apesar de nunca confirmados pelo Governo de Salazar) dezenas de presos que o seu único crime foi estarem contra o Regime Salazarista. Salazar considerava-os uma ameaça ao regime e a Portugal.

O campo só foi encerrado depois do 25 de Abril de 1974, com o fim do Estado Novo.

Cortejo de Salazar no Vimieiro

Cortejo Fúnebre de Salazar - Santa Comba Dão

Cortejo Fúnebre de Salazar - Santa Comba Dão

António de Oliveira Salazar – 39º Aniversário da sua Morte

António de Oliveira Salazar em 1957

António de Oliveira Salazar em 1957

António de Oliveira Salazar, nascido no Vimieiro, concelho de Santa Comba Dão, no dia 28 de Abril de 1889 foi Presidente do Conselho de Ministros de Portugal de 1931 a 1968, tendo antes sido professor catedrático da Universidade de Coimbra.

Salazar começou a sua carreira política enquanto deputado ao Parlamento, tendo-o sido apenas por dia. Quando Salazar participou no Plenário de Abertura, notou que a Assembleia da República não funcionava nem conseguia ultrapassar as querelas políticas da época, de modo a servir o País, tendo-se demitido e voltado para a Universidade de Coimbra, para leccionar.

Mais tarde, após o golpe militar de 28 de Maio de 1926, as Finanças Públicas de Portugal, desgastadas ainda dos prejuízos da Primeira Guerra Mundial e pelas sucessivas quedas dos governos efémeros da Primeira República, estavam quase no ponto zero. Salazar foi então chamado à capital para ser Ministro das Finanças, cargo que ocupou novamente por apenas dias, visto o regime militar da altura não ter aceite seguir as condições de Oliveira Salazar, respeitante aos orçamentos. Só à beira do desespero financeiro e social é que o regime militar aceita as condições de Salazar, permitindo-o proceder a um saneamento financeiro de grande sucesso. Devido ao sucesso das suas políticas, foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros.

Instituidor do Estado Novo, através da Nova Constituição de 1933, e da sua organização política, a União Nacional, Salazar dirigiu os destinos de Portugal, como Presidente do Conselho de Ministros, entre 1932 e 1968, continuando com uma política de controlo de gastos, permitindo a Portugal ter um saldo positivo na sua balança comercial e financeira (em termos simples, ganhava-se mais do que se gastada, em termos do Estado e as suas receitas fiscais), pela primeira e única vez na longa história do País.

Apoiando-se na doutrina social da Igreja Católica, Salazar orientou o País para um corporativismo de Estado autoritário, com uma linha de acção económica nacionalista. Este nacionalismo económico levou-o a tomar medidas de proteccionismo e isolacionismo de natureza fiscal, tarifária, alfandegária, para Portugal e as colónias, que tiveram grande impacto sobretudo até aos anos 60, altura que Portugal começou a abrir-se ao exterior devido a pressões da ONU, aliados e devido às crescentes questões coloniais.

O princípio do fim de Salazar começou a 3 de Agosto de 1968, no Forte de Santo António, no Estoril, onde aconteceu a famosa queda de uma cadeira de lona, deixada em segredo primeiro, acabou por ditar o seu afastamento do Governo. Porém ainda hoje vários historiadores põe em causa se este episódio realmente aconteceu.

Américo Tomás, então Presidente da República chamou, a 27 de Setembro de 1968, Marcello Caetano para substituir Salazar. Até morrer, em 1970, continuou a receber visitas como se fosse ainda Presidente do Conselho, tendo vindo a falecer no dia 27 de Julho de 1970, na cidade de Lisboa. O seu funeral foi presenciado por milhares de portugueses, que se deslocaram de todo o País.

Nota do Autor: Esta publicação de forma alguma é uma homenagem a um regime autoritário como foi o Salazarismo (e não Fascismo, como popularmente se apelidou), mas sim a explicação histórica de uma efemeridade temporal, o 39º Aniversário da morte de Salazar. A História, seja boa ou má, não deve ser esquecida e reprimida, mas sim relembrada de forma imparcial e realista, de forma a ser estudada.

Cardeal Cerejeira

Quem não se lembra ou já ouviu falar do Cardeal Cerejeira? O Diário Universal já lembrou o Cardeal Cerejeira, em 2006, na data do seu nascimento, no entanto voltamos a relembrar. Dom Manuel Gonçalves Cerejeira nasceu em  Vila Nova de Famalicão no dia 29 de Novembro de 1888, tendo-se tornado o 14º Cardeal Patriarca de Lisboa, nomeado no dia 18 de Novembro de 1929. Antes disso, fora eleito Arcebispo de Mitilene em 1928, e elevado ao Cardinalato a 16 de Dezembro de 1929, pelo Papa Pio XI, com o título de São Marcelino e São Pedro.

Dom Cerejeira foi diplomado em Teologia e em Ciências Histórico-Geográficas pela Universidade de Coimbra, onde também leccionou de 1919 a 1928, com o grau de Doutor em Ciências Históricas e Sociais. Mais tarde, foi o Patriarca que dirigiu a Igreja Católica Portuguesa durante o Estado Novo. Porém, o que torna o Cardeal Cerejeira também notório era a sua relação com Salazar, amigos intímos desde as alturas de Coimbra, onde ambos estudaram. Cerejeira procurou salvaguardar e restaurar os privilégios que o Catolicismo perdera durante a Primeira Repúblcia, tendo resultado desses esforços a Concordata entre o Estado e a Santa Sé de 1940.

Dom Manuel Cerejeira participou nos Conclaves que elegeram os Papas Pio XII em 1939, João XXIII em 1958 e Paulo VI em 1963, bem como no Concílio Vaticano II, que ocorreu de 1962 a 1965. A sua mais notória obra, ainda hoje bastante importante, foi a fundação da Universidade Católica Portuguesa, que ainda hoje é das mais conceituadas do País. Porém, já idoso e doente, Cerejeira resignou ao governo do Patriarcado no dia 10 de Maio de 1971, sendo substituído por D. António Ribeiro. Mais tarde, faleceu em Lisboa no dia 31 de Agosto de 1977.

Alfredo da Silva – Industrial Português

Alfredo da Silva nasceu em Lisboa no dia 30 de Junho de 1871, na altura Vila de Sintra. Ficou conhecido por ter sido um dos mais bem sucedidos industriais portugueses e um dos maiores empreendedores numa época em que Portugal atravessava uma época económica de depressão.

Foi inclusivamente o fundador de um império abrangendo empresas emblemáticas, como a Companhia União Fabril (CUF), a Tabaqueira, o Estaleiro da Rocha do Conde de Óbidos (depois Lisnave), a Carris o Banco Totta e Companhia de Seguros Império.

Alfredo da Silva em 1906 como Deputado

Alfredo da Silva em 1906 como Deputado

Alfredo da Silva frequentou o Curso Superior de Comércio, tendo em 1890, com apenas 19 anos, sido admitido como gestor da herança da família. Três anos mais tarde, já era administrador da Companhia Aliança Fabril (CAF) e do Banco Lusitano. Aos 26 anos, concebeu um projecto audacioso: a fusão da sua empresa, a CAF, com a CUF. Era uma questão de sobrevivência: ambas as companhias viviam com severas dificuldades. A 22 de Abril de 1898 foi formalizada a constituição da nova CUF, que doravante produzia sabões, velas e óleos vegetais e viria a tornar-se um gigante da indústria, ao iniciar em Portugal a produção de adubos em grande escala.

Em 1907 a Companhia União Fabril estava em plena expansão e era necessário encontrar um local para instalar novas unidades fabris. Alfredo da Silva escolheu o Barreiro. A pequena vila à beira do Tejo sofreu uma expansão e evolução tremenda e próspera. De resto, a empresa veio a espalhar várias fábricas pelos país, empregando 16 mil empregados ao todo. O lema da CUF era “O que o País não tem, a CUF cria”.

Alfredo da Silva foi vitima de dois atentados fracassados o que o conduziu a exilar-se para Espanha e França, gerindo a CUF à distância. Em 1906 voltou ao País que o viu nascer para se tornar deputado antes de apoiar Sidónio Pais e de conquistar um lugar na Câmara Corporativa, em 1935. No ano de 1936 é adjudicada a concessão do “Estaleiro da Rocha Conde de Óbidos” à CUF, o que mais tarde se tornou a Lisnave. Veio a falecer na sua casa de Sintra a 22 de Agosto de 1942, tendo a CUF passando depois para o comando do Grupo Mello, composto pelo seu genro Manoel de Mello e seus filhos Jorge de Mello e José de Mello.

Cristo-Rei

O Cristo-Rei, localizado no Pragal, em Almada, tem uma altura de 82 metros, realizada pelo escultor Francisco Franco de Sousa. O Cristo Redentor do Brasil inspirou o Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom Manuel Gonçalves Cerejeira, a construir um idêntico no nosso País, tendo sido realizada a obra em cumprimento do voto formulado pelo Episcopado Português reunido em Fátima a 20 de Abril de 1940, pedindo a Deus que livrasse Portugal de participar na Segunda Guerra Mundial. Salazar, não quis violar a velha amizade com o Reino Unido, que data do século XIV, e preferiu manter a neutralidade, não tendo Portugal participado na referida guerra.

A primeira pedra da construção do monumento foi lançada em 18 de Dezembro de 1949, após o fim da guerra. Foi inaugurado a 17 de Maio de 1959, dia de Pentecostes, na presença dos cardeais do Rio de Janeiro, de Lourenço Marques e de cerca de 300 mil pessoas, entre autoridades oficiais e cidadãos anónimos. O Papa João XXIII não esteve presente na cerimónia, mas enviou uma mensagem de rádio, que foi então transmitida. Na altura, o Cardeal Cerejeira afirmou que o monumento seria sempre um sinal de gratidão pelo dom da Paz.

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