Kaúlza de Arriaga

ArriagaKaúlza de Arriaga nasceu no Porto a 18 de Janeiro de 1915 e morreu a 3 de Fevereiro de 2004.

Arriaga foi um general português, escritor, professor e político, descendente de família açoriana, onde completou o curso superior de Matemática e Engenharia. Formar-se-ia com distinção, mais tarde, nos cursos de Estado-Maior de Altos Comandos, no Instituto de Altos Estudos Militares.

Foi ministro da Defesa Nacional entre 1953 e 1955, entre outros cargos políticos de relevo. Sob ordens de Salazar e de Marcello Caetano, foi comandante das Forças Terrestres em Moçambique durante a Guerra do Ultramar nas regiões moçambicanas. Foi também membro do Conselho da Ordem Militar de Cristo.

Depois de concluir os seus estudos em Matemática e Engenharia, foi para o Exército Português, como voluntário a 1 de Novembro de 1935, tendo acabado o curso de Engenharia Militar e Civil da Academia Militar, em 1939.Em 1949, terminou o curso do Estado-Maior e dos Altos Comandos do Instituto de Estudos Militares.

Como militar, esforçou-se na reforma dos sistemas de recrutamento e de treino, preocupou-se com a modernização dos transportes aéreos militares e incentivou o Corpo de forças Pára-quedistas e a sua integração na Força Aérea. Ficou conhecido principalmente pelas campanhas militares que comandou em Moçambique, durante a Guerra do Ultramar, sobretudo na grandiosa Operação Nó Górdio, que resultou num enorme fiasco militar.

Colaborador fiel de Oliveira Salazar e de Marcelo Caetano, chegando a ser decisivo no controlo do golpe de Estado de 1961, Kaúlza teve várias funções de carácter civil e militar, como a de Chefe de Gabinete do Ministério da Defesa, de Sub-secretário de Estado da Aeronáutica, de professor do Instituto de Altos Estudos Militares, presidente da Junta de Energia Nuclear, de presidente executivo da empresa de petróleos Angola S. A. e de comandante das forças terrestres em Moçambique. Depois do 25 de Abril de 1974 criou o Movimento para a Independência e Reconstrução Nacional em 1977, partido de Extrema-direita do qual foi presidente e que foi extinto a seguir as eleições legislativas de 1980.

Sofrendo da doença de Alzheimer, morreu em 2004 em Lisboa.